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Por que devemos conversar com estranhos | Kio Stark – TED

“Sou obcecada por falar com estranhos. Eu olho nos olhos, digo oi, ofereço ajuda, escuto. Ouço todo tipo de histórias. Por volta de sete anos atrás, comecei a documentar minhas experiências para tentar descobrir o porquê. Descobri que havia algo muito lindo acontecendo. Quase poético. Essas experiências eram muito profundas. Eram prazeres inesperados. Eram conexões emocionais genuínas. Eram momentos libertadores. Quando conversamos com estranhos, fazemos interrupções lindas na narrativa prevista das nossas rotinas diárias e das deles”, diz Kio Stark.

Nesta palestra encantadora, Stark explora os benefícios negligenciados de ultrapassarmos nosso desconforto implícito de conversar com estranhos e de abraçarmos aqueles momentos breves, porém lindos, de conexão genuína.

É maravilhoso quando podemos sair da nossa zona de conforto e nos abrir para as inúmeras possibilidades que a vida oferece a cada momento. Assista a palestra abaixo, experimente conversar com pessoas desconhecidas no seu dia a dia e depois compartilhe  suas experiências conosco.

Por que Devemos Conversar com Estranhos

Autocuidado, para cuidar do outro

 

“Em caso de despressurização da cabine, máscaras de oxigênio cairão automaticamente. Puxe uma das máscaras, coloque-a sobre o nariz e a boca ajustando o elástico em volta da cabeça e respire normalmente, depois auxilie a criança ao seu lado.”

Primeiro você, depois a criança. Essa é a orientação dos comissários de bordo nas viagens de avião. Há tanto tempo, eles estão nos dando essa lição tão importante: é preciso cuidar de você, para que você possa cuidar dos outros.

Acontece que fomos criados numa cultura onde crianças “boazinhas” são as crianças merecedoras de amor. Onde só são dignos de inclusão e pertencimento aqueles que dizem Sim para tudo e para todos, menos para si. Fomos ensinados a sermos bons para os outros, e não para nós mesmos.

Com toques de ironia, Kelly Bryson escreveu em seu livro Não seja Bonzinho, Seja Real:
“As recompensas de ser um bom menino ou uma boa menina incluem depressão, suscetibilidade para explosão, confusão profissional ou falta de realização, ansiedade, não conseguir se conscientizar das suas necessidades, relacionamentos chatos ou conturbados, rancor em ser vítima de ‘pessoas más’, um sutil ódio por si e várias doenças psicossomáticas.”

Autocuidado não é sobre ser egoísta, pensar nas nossas necessidades e não pensar nas dos outros. É sobre entender que para levar alguém a algum lugar, precisamos ter combustível no nosso tanque. Porque quando tentamos levar uma pessoa para algum lugar sem combustível suficiente, acabamos ficando nós dois parados sem chegar a lugar nenhum.

Ana Claudia Quintana Arantes é médica, especialista em geriatria e cuidados paliativos, e escritora do livro A morte é um dia que vale a pena viver. Ela se dedica ao desafio de cuidar das pessoas para que elas tenham uma boa morte. Com ela aprendi que, para que a gente não esgote a nossa capacidade de cuidar, precisamos cuidar de nós mesmos. Ela diz que, “salvando a sua vida, você salva a de todos que você cuida.”

Mas primeiro precisamos saber identificar o nível de combustível no nosso tanque. Entretanto, nem isso a nossa cultura nos incentiva a fazer. Precisamos saber escutar nossas sensações (sinais do corpo) e nossos sentimentos (emoções), que indicam as necessidades que precisam ser atendidas ou valorizadas.

“O benefício de reconhecer nossos sentimentos e nossas necessidades é que eles nos ensinam a ter respeito por nós mesmos. Os sentimentos são como botões piscando no painel de um avião: eles indicam qual função está ou não funcionando, e se uma necessidade está ou não sendo satisfeita.” Thomas d’Ansenbourg

Identificar nossos sentimentos e necessidades é uma prática da Comunicação Não-Violenta chamada Autoconexão.

Diante de uma situação específica conflitante:

Como me sinto?
Qual a minha necessidade não atendida?

Existem algumas ferramentas que podem te ajudar nessa prática de busca por clareza:

Listas de auxílio para a prática da Comunicação Não-Violenta
Como não fomos incentivados a desenvolver um vocabulário que expresse nossos sentimentos e necessidades, é muito comum que tenhamos dificuldades de encontrar palavras que descrevam o que estamos sentindo ou precisando. Podem muito úteis nas práticas individuais de autoconexão.

Cartas de sentimentos e necessidades

Praticar a autoconexão com as palavras que expressem sentimentos e necessidades em forma de cartas pode ser mais fácil, leve e intuitivo do que o uso de listas. É a proposta trazida pelo Baralho da Empatia  e o Jogo Grok.

Escuta empática

A prática da Escuta Empática acontece quando uma pessoa te escuta com atenção, com presença, e sem julgamentos. Sem avaliar, ou diagnosticar, ela, apenas através da empatia, faz hipóteses do que você pode estar sentindo ou precisando.

Se você sente fome, seria muito bom se alimentar. Se você sente sono, imagino que seria bom dormir. Se você sente tristeza, pode ser que precise de acolhimento. Se você sente raiva, pode ser que precise de expressão. Se se sente sozinho, pode ser uma necessidade de apoio.

Apenas quando você conseguir identificar o que você precisa, será possível pensar em estratégias de ação que realmente funcionem. Autoconhecimento é pré requisito para o autocuidado.

Não se trata de encontrar a resposta certa. Ou a solução definitiva para todos os problemas. Mas sim de encontrar o que você dá conta de fazer neste momento.

Sim, pode ser que você perceba que queira fazer uma transição de carreira, mudar de cidade, sair de um relacionamento. Sim! Legal!

Mas pergunte-se também: Hoje, o que eu posso fazer para cuidar de mim? O que pode me ajudar a atender minhas necessidades neste momento?

Autocuidado também é tomar um chá para dor de garganta. É parar e respirar por 1 minuto. É ficar em casa e dormir. É sair para ver os amigos. É pedir comida. É fazer uma comidinha gostosa. É sair sem se arrumar. É sair arrumado. É pedir ajuda.

Quer escutar melhor os outros? Escute a si primeiro. Não é possível escutar outra pessoa com atenção e presença se você estiver cansado demais, morrendo de fome, ou tomado por suas próprias emoções.

Quer ser gentil com as outras pessoas? Seja gentil com você mesmo. Num conflito, num momento desafiador, quando você não conseguir sustentar mais sua máscara de “bonzinho”, é muito provável que, a voz que você usa para falar consigo mesmo, seja a voz que vai escapar quando você estiver falando com os outros.

O primeiro passo para se comunicar de uma forma mais amorosa, mais clara e cuidadosa com os outros, é se comunicando de uma forma mais amorosa, mais clara e cuidadosa com você mesmo.

7 Dicas para Praticar Meditação Mindfulness com Crianças

Praticar Mindfulness com crianças é uma tarefa deliciosa. No nosso blog, dedicamos uma publicação para apresentar uma série de 18 exercícios que podemos fazer com crianças e adolescentes. Desde os 2 anos de idade, a criança pode ser convidada a meditar, a experimentar a atenção plena. Obviamente, pela tão pouca idade, os exercícios se dão em poucos segundos. Pouco a pouco, ela vai ampliando sua capacidade de concentração.

Dentre os benefícios do mindfulness para as crianças e os adolescentes podemos destacar a concentração, pois aprende a ignorar as distrações e colocar foco no momento presente. Também é uma excelente ferramenta de desenvolver a inteligência emocional, posto que a criança aprende a regular suas emoções.

Através da prática da meditação mindfulness, podemos aprender muito das crianças e com elas. Mas, antes de qualquer coisa, para que leve adiante essa tarefa de ajudar seu filho na prática dessa atividade, busque seguir os conselhos abaixo:

1. Tenha constância e paciência.

É preciso que você escolha horários fixos para a prática de Mindfulness. Além disso, também defina a constância, por exemplo, 2 ou 3 dias por semana. Escolha as atividades e defina o tempo a desenvolver a técnica. Considere a idade da criança. Tenha em conta de que o resultado não é imediato. A meditação Mindfulness requer uma prática continua para que se obtenham maiores benefícios.

2. Lugar tranquilo

Escolha um espaço tranquilo onde saiba que não haverá interrupções. Se vai praticar em casa com seu filho, busque um canto da casa que não tenha estímulos que possam distrair a criança, tais como brinquedos, televisão, etc.

Recomendamos que leia também os posts:

  • Ideias para criar uma mesa da paz: aprendendo a se acalmar

  • Trocamos o cantinho da disciplina pelo cantinho da calma?

3. Atitude lúdica

Para as crianças, a meditação deve ser apresentada como uma atividade lúdica, cheia de humor e de aventura. Não pense que será fácil para seu filho sentar-se por 4 ou 5 minutos e ficar quieto porque sim. Para isso, há uma série de atividades que você pode fazer com as crianças.

4. Repita alguns exercícios

Prove as várias atividades de Mindfulness que propomos na nossa seção ‘Mindfulness para crianças’. Observe quais são as preferidas de seu filho. Ainda que o exercício seja o mesmo, a experiência pessoal pode mudar em cada ocasião.

5. Participação ativa

Motive seu filho a praticar a atividade. Para tal, pratique junto com ele. Durante um bom tempo, será necessário que você conduza as atividades, já que é preciso que ele entenda o que é meditar e os benefícios que sua prática continua possa trazer para seu dia a dia. No entanto, esteja atento sempre aos gostos de seu filho. Pode ser que ele queira praticar sozinho. Oriente-o, mas respeite seu desejo.

6. Aceitação das emoções

Explique a seus filhos que é preciso aceitar suas emoções com amabilidade. Há dias em que nos sentimos bem, e outros em que algo nos deixa triste. É preciso que a criança aprenda a reconhecer cada uma emoções que um dia bom ou ruim possa provocar-lhe. Você pode dizer a ele: “Mesmo que hoje não tenha sido um bom dia, você está fazendo bem ao aceitar as coisas tal como são neste momento. Não julgue as experiências das crianças, todas estão bem e fazem parte de seu crescimento como pessoa.

7. Escute

Para uma criança, reconhecer suas emoções é algo muito difícil e complicado. Por isso, busque sempre falar com seu filho sobre as distintas emoções, nominando-as e explicando-as para que ele possa expressar o que sente. Ao final de cada atividade que realize, peça que explique o que sente, que possa dizer se suas sensações são boas ou más, simplesmente fazem parte da vivencia de cada momento. No entanto, não force nada. Caso não queira comentar, respeite sua vontade. Dia pós dia você conseguirá despertar a confiança de seu filho.

10 maneiras de estabelecer a comunicação empática com o seus filhos

Muitas vezes ouvimos queixas de pais que afirmam fazer de tudo pelo filho mas que não conseguem se conectar com eles o suficiente. Acreditam que erraram em algo, mas não sabem onde nem quando. Essa sensação de culpabilidade, tão própria da (p)maternidade, não deveria nos dominar, já que nos bloqueia. Ela nos impede de perceber que, na maioria das vezes, estabelecer uma comunicação empática, simples, efetiva e respeitosa nos permite conectar melhor com nossos filhos.

Uma comunicação ativa que demonstra a nossos filhos que o que dizem importa é a chave para melhorar o comportamento, posto que reforça o sentimento de pertencimento e valorização que todos desejamos sentir.

  • Como ter uma comunicação ativa com nossos filhos
  • Escuta ativa e seus benefícios para as crianças

Comunicação empática entre pais e filhos

Carla Herrera, treinadora de Disciplina Positiva e diretora de Pequeño Gran Humano, nos convida a praticar estas 10 formas de estabelecer uma comunicação empática com nossos filhos em casa.

1. Olhe nos olhos para demonstrar atenção e interesse.

2. Coloque-se no seu nível. Use linguagem compreensível e entre em seu mundo.

3. Valide as emoções: “Sei como se sente. Também me senti assim alguma vez”.

4. Quando falar com seu filho, deixe o celular de lado.

5. Demonstre-se humano. Nós, pais, também cometemos erros.

6. Pratique escutar sem interromper.

7. Pergunte sua opinião no lugar de sempre dar a sua: “E você, o que opina sobre o que me está contando?”

8. Não minta nem mascare as coisas. Fale com a verdade adaptada ao nível da criança.

9. Fale de seus próprios sentimentos. Dessa maneira, mostrará como expressá-los.

10. Acompanhe o crescimento de seu filho e aproveite o processo.

Disciplina Positiva

Através da Disciplina Positiva aprendemos a centrar-nos em potenciar habilidades em nossos filhos para que possam ser capazes de solucionar problemas por eles mesmos. Também reconhecemos que castigos físicos e psicológicos não são recursos que favoreçam a criar crianças com autonomia, responsáveis e independentes.

Você faz PHUBBING com seu filho?

O Phubbing consiste em ignorar as pessoas presentes em um mesmo espaço (neste caso, nada mais e nada menos, que nossos filhos) para nos dedicarmos às atividades nos celulares (como navegar na rede, conversar no whatsapp, entrar nas redes sociais ou, simplesmente, revisar o celular).

Em poucas palavras, é quando prestamos mais atenção ao aparelho do que naqueles que estão a nosso lado mendigando nossa atenção. Estamos descuidando da interação com eles.

Parece que prestamos mais atenção aos sinais, sons e ruídos VIRTUAIS que fazem os “filhos” de Android/Apple (que se comportam como crianças caprichosas que precisam ser, constantemente, atendidos), e não às necessidades afetivas REAIS das criaturas que trazemos ao mundo.

Levante a mão quem cometeu esse erro… Pois eu também o cometi, e meu filho me fez sabê-lo.

Em seguida, deixo a vocês algumas recomendações que podemos implementar em casa:

  • Antes de mais nada, estar claros de qual é a prioridade no momento. Para tudo há seu tempo, não acham?
  • Explique à criança se estamos esperando uma chamada ou mensagem importante, esclarecendo que devemos atendê-la e, depois disso, deixe o telefone.
  • Nem todos somos neurocirurgiões nem traumatólogos. Isso quer dizer que NEM TODAS AS MENSAGENS que recebemos SÃO URGENTES, ainda que sejam importantes. Portanto, certamente não é caso de vida ou morte.
  • Por último, com a mesma energia e firmeza com a que não lhes permitimos comer na cama ou ver televisão para ficar dormidos, NÃO DEVEMOS LEVAR O CELULAR À MESA, já que esse momento é de conexão… não conexão de WIFI.

5 maneiras de liderar em uma era de mudança constante

Quem disse que a mudança tem que ser difícil? O especialista em mudança organizacional Jim Hemerling acredita que adaptar o seu negócio no mundo atual, que está em constante evolução, pode ser revigorante em vez de cansativo. Ele salienta cinco imperativos, centrados na priorização de pessoas, para tornar a reorganização da empresa uma tarefa fortalecedora e energizante para todos.

 

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Os impressionantes benefícios da meditação para controlar o estresse, melhorar a saúde e alcançar a alta performance (comprovados cientificamente)

Quem pratica regularmente, já conhece muito bem os benefícios da meditação.

Mas para muitos esta ainda é uma prática desconhecida ou que não faz parte da rotina.

E se você ainda não pratica pode estar desperdiçando muito do seu potencial!

Márcia é uma mulher bastante atarefada. Divide seu tempo entre a gestão de sua agência de publicidade, seus dois filhos pequenos e um mestrado em uma das universidades mais conceituadas do país.

Quem olha de fora não consegue entender como ela consegue dar conta de todos seus compromissos e ainda manter o bom humor e a disposição. E sem perder prazos e desapontar seus clientes ou sua família.

Mas nem sempre foi assim!

Há meses atrás, para ela era normal acordar cansada, explodir com seus funcionários ou com os filhos e negligenciar sua saúde.

A transição para um comportamento equilibrado só aconteceu após um momento delicado: um infarto que quase custou sua vida!

O seu médico na época sugeriu que Márcia mudasse completamente seus hábitos e adotasse uma nova prática para auxiliar no controle do estresse: a meditação.

A princípio ela não conseguiu entender como sentar em um local silencioso, fechar os olhos e prestar atenção na respiração poderia ajudá-la a lidar com a ansiedade e o nervosismo. Fato tão constante em seu dia a dia.

O começo foi bastante tumultuado, difícil e ela chegou a pensar em desistir. Mas ela decidiu continuar.

Aos poucos foi vendo pequenas mudanças acontecendo, tanto no seu humor quanto no seu nível de produtividade

Na verdade, sua vida continuou sendo a mesma correria de antes. Com mil compromissos e uma agenda bastante conturbada.

Ainda assim, não só ela, mas também as pessoas que a cercavam, começaram a conviver com uma pessoa muito mais pacientetranquila e feliz.

Alguém que vive todo o seu potencial, antes escondido.

A Márcia, personagem desta história, não existe.

Mas garanto que você deve conhecer alguém muito parecido com ela. Ou talvez até você mesmo(a) se identifique com a descrição que fiz acima.

E seja para a Márcia ou para você, os benefícios da meditação estão disponíveis para quem quiser. Basta começar a praticar!

Ficou curioso(a) para conhecer os benefícios da meditação? Então continue lendo este artigo para aprender mais sobre:

  • Será que a meditação não passa de um modismo?
  • Benefícios da meditação para a saúde
  • Benefícios da meditação contra o envelhecimento
  • Benefícios da meditação para a alta performance
  • Grandes empreendedores que adotaram a prática da meditação

Meditação é a nova moda?

benefícios da meditação

A palavra “meditação” vem do latim “meditatum”, que significa ponderar. A primeira vez que o termo foi utilizado foi pelo Monge Guigo II, no século 12.

Os primeiros registros da prática eram geralmente associados a um contexto religioso. Especialmente em alguns registros pré-históricos, onde as civilizações mais antigas entoavam mantras e entravam em uma espécie de êxtase durante os rituais de oferenda para seus deuses.

Escrituras na Índia sugerem que a forma de meditação mais próxima do que conhecemos hoje surgiu há cerca de 3 mil anos antes de Cristo.

Com o passar do tempo, a prática se espalhou pela Ásia.  E foi sofrendo pequenas transformações ao ser adotada por diversas religiões como o Budismo, o Hinduísmo e o Judaísmo.

Apesar dos métodos serem diversos, o objetivo da meditação era um: entrar em contato com a essência e evoluir.

Durante muito tempo, a meditação ficou restrita a países orientais.

Somente no século 20  a meditação foi popularizada nos Estados Unidos por Paramehansa Yogananda, guru indiano que definiu como propósito de vida difundir a prática no Ocidente.

Como a meditação ganhou tanta popularidade

beneficios meditação

Hoje, se você não pratica meditação com regularidade, certamente conhece alguém que é adepto.

São inúmeras academias de Ioga e escolas de meditação espalhadas por todo lugar. O que faz parecer que meditar é apenas uma modinha para parecer “cool“.

Mas nem sempre foi assim.

A princípio houve uma grande resistência à prática da meditação no Ocidente. Tanto pela sua associação com religiões não praticadas no Ocidente, quanto pela crença de que para praticar seria necessário se isolar do mundo. Exatamente como os monges budistas.

Foi somente a partir de 1960 que os benefícios da meditação começaram a ser seriamente estudados por pesquisadores como o professor de Harvard, Dr Hebert Benson.

Em 1967,  ele descobriu que pessoas em estado meditativo usavam cerca de 17%menos oxigênio. Além disso,  apresentavam menor pressão sanguínea e aumento na produção de ondas cerebrais. Essenciais para  ajudar a melhorar a qualidade do sono.

Os benefícios da meditação foram validados pela ciência através de inúmeros estudos.

Assim, a prática foi sendo adotada por celebridades como os Beatles na década de 70. E mais tarde, já nos anos 90, por atores de Hollywood, atletas de alta performance e empreendedores.

Ao invés de focar apenas no desenvolvimento espiritual, a meditação passou a ser utilizada como ferramenta para promover o relaxamento, obter mais saúde e afiar a mente.

Provando que veio para ficar.

Mas o que é meditação exatamente?

o que é meditação

Se você perguntar a qualquer pessoa o que é meditação, ela certamente saberá responder.

No entanto, você vai ouvir respostas como: “sentar de pernas cruzadas”, “fazer silêncio” e “não pensar em absolutamente nada”.

Mas eu pergunto: você já tentou não pensar em nada?

Se ainda não tentou, eu garanto, é uma missão impossível!

Meditar nada tem a ver com esvaziar a mente de pensamentos. No mínimo você teria que pensar para não pensar : )

Mais do que isso, a meditação é um exercício de foco e concentração que promove relaxamento físico e equilibra o psicológico de quem pratica.

Algumas linhas de meditação usam mantras como instrumento para entrar no estado de flow, enquanto outras focam em apenas observar a respiração.

Nossa mente, especialmente em um mundo cheio de estímulos, tende a desfocar rapidamente.

E durante a prática da meditação, principalmente se você está iniciando, isso também acontece com bastante frequência.

Uma lição que aprendi quando estava ainda começando minha prática diária de meditação, foi justamente prestar atenção na minha respiração.

E toda vez que percebia minha mente divagando para outros pensamentos, voltava minha atenção à respiração.

Com treino, você consegue se concentrar cada vez mais facilmente e por mais tempo.

Mas se ainda assim parece impossível, deixe os pensamentos fluírem pela sua mente. Porém seja apenas um observador; não julgue e não se envolva, apenas deixe que passem.

Você vai começar a perceber que conseguir usufruir dos benefícios da meditação não é nem de longe tão difícil como contaram para você.

Mindfulness: a meditação do ponto de vista da ciência

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Você conhece o termo “Mindfulness” ou Atenção Plena?

Pois a popularidade da meditação que vemos hoje tem muito a ver com o conceito de Mindfulness.

O novo tipo de meditação separou, de uma vez por todas, a parte mística e religiosa da prática vinda do Oriente. E decidiu focar somente nas descobertas científicas sobre os benefícios da meditação.

Mindfulness não usa mantras, não tem a intenção de elevar o espírito e nem de ser uma maneira de encontrar Deus. Não está ligada ao budismo, hinduísmo ou taoismo, já que não leva em consideração o lado religioso.

O foco está em prestar atenção às sensações do corpo. Em especial à respiraçãopara assim interromper a bagunça de pensamentos desordenados e acalmar a “monkey mind“, ou seja, a mente lotada de pensamentos desordenados.

Atualmente é usada em hospitais, clínicas, escolas, bases militares, em treinamentos de atletas de elite e em empresas.

O médico americano Jon Kabat-Zinn criou um programa chamado “Redução de estresse com Mindfulness em 1979. O intuito era tratar de pacientes com dores crônicas que não respondiam aos tratamentos convencionais.

Apesar dele ter usado como base seus conhecimentos prévios em meditação e Ioga, a espiritualidade e nem a religião foram considerados requisitos básicos para iniciar a prática.

Se você quiser começar a usufruir dos benefícios da meditação Mindfulness, você não precisa de mais nada além da atenção plena.

Benefícios da meditação para a saúde

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Mais do que uma prática religiosa ou mística, hoje a meditação é prescrita por médicos.  Sua aplicação vai desde o tratamento auxiliar em casos de dores persistentes, doenças crônicas como hipertensão e diabetes e até mesmo para tratamento de diversos tipos de câncer.

Existem centenas de estudos para embasar os benefícios da meditação na saúde.

estudo feito pela Unifesp, em parceria com o Hospital São Matheus, contou com um grupo de 140 idosos praticando meditação por 2 meses, 2 vezes por semana.

Metade dos participantes que seguiu a risca a prática da meditação duas vezes por semana e relataram resultados bastante significativos:

  • 71,19% relataram melhorias na postura;
  • 64,41% afirmaram estar respirando melhor;
  • 62,71% conseguiram aumentar a disposição;
  • 57,63% experimentaram redução de dores físicas
  • 45,76% tiveram melhorias em doenças crônicas (junto com o tratamento convencional);
  • 37,29% relataram mudanças no hábito intestinal.

A meditação também pode ser um alívio para uma das dores mais chatas que existem: a dor de cabeça.

Segundo o estudo da Universidade de Harvard, 19 pessoas que sofriam com crises de enxaqueca constante começaram a meditar, por 8 semanas.

Os resultados foram animadores: a dor foi ficando menos intensa e as crises mais curtas. O que não dispensou totalmente a necessidade de aliar aos remédios para este tipo de dor.

Meditar é algo completamente natural para o nosso corpo.

Se você seguir uma prática correta, a tendência é que seu organismo faça uma espécie de autocura. Irá livrar sua mente do estresse e da ansiedade, dois fatores responsáveis pelo aparecimento de diversas doenças.

Falei melhor sobre os efeitos da meditação para o controle da ansiedade e no estresse nesse vídeo aqui:

Benefícios da meditação contra o envelhecimento

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Além de dar um up na sua saúde no geral, a meditação pode deixar você mais jovem e mudar a forma do seu cérebro.

Dependendo das áreas que ativamos ao longo da vida, o cérebro possui a capacidade de aumentar ou encolher algumas regiões.

Essa flexibilidade explica o por quê da meditação realmente interferir no formato do órgão (e logicamente em suas capacidades).

Com o passar dos anos, o córtex cerebral, aquela parte que você e eu tanto usamos para criar ideias e guardar memórias, vai diminuindo.

Você começa a esquecer onde deixou a chave do carro, de tomar seu remédio pela manhã…

Mas a neurocirurgiã do Hospital Geral de Massachusetts, Sara Lazar, descobriu em um estudo com praticantes de meditação versus não praticantes dados bastante interessantes.

A região do córtex pré-frontal de praticantes de meditação que já haviam passado dos 50 anos tinha a mesma quantidade de massa cinzenta de jovens de 25 anos!

Em seguida, a pesquisadora realizou um segundo estudo. Dessa vez com pessoas que nunca haviam praticado meditação, para verificar se a prática realmente aumentava a densidade da massa cinzenta.

Depois de 8 semanas, o grupo que meditou regularmente apresentou aumento em áreas do cérebro que regulam a capacidade cognitiva, a memória e as emoções.

Além de uma mente muito mais jovem. E isso em apenas 8 semanas!

Um cérebro mais jovem e menos estimulado é o primeiro passo para a alta performance.

Você está sentindo dificuldade de começar ou manter a prática da meditação diária? Então não deixe de clicar aqui embaixo para conhecer as 15 dicas que funcionaram para mim e que com certeza vão ajudar você também.

Benefícios da meditação para a alta performance

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Manter a mente concentrada e focada é pré-requisito para quem deseja atingir o máximo de resultados possível.

Mas confesso que nem sempre foi fácil manter minha mente clara e sem pensamentos aleatórios. O que vivia atrapalhando minha produtividade.

Só depois que comecei o projeto de meditar por 365 dias que percebi que estava, literalmente, jogando tempo fora ao me distrair com coisas sem nenhuma importância.

A mente desfocada pula de um pensamento para outro. Além disso, mistura lembranças do passado com idealizações de futuro e, principalmente, nos tira do momento presente.

Você vive o ontem e o amanhã, mas o hoje fica esquecido, dando espaço para procrastinação. E se você sofre com esse problema, sabe o quanto pode ser frustrante viver deixando planos importantes para amanhã.

Eu descobri, por experiência própria que um dos benefícios da meditação é o aumento da alta performance.

No entanto, uma pesquisa feita pelo departamento de psicologia da Universidade de Santa Bárbara comprovou que, em apenas algumas semanas, a meditação melhorou a capacidade de concentração e de memória dos participantes.

Além de proporcionar uma mente atenta, um dos benefícios da meditação é a melhora da criatividade e da capacidade de inovar.

Como a meditação exige que você preste atenção aos pensamentos que surgem, mas de uma forma não caótica, ajudando até mesmo em episódios de bloqueio criativo.

É mais fácil olhar para aquelas ideias que surgem ao “acaso” mas que podem vir a gerar um imenso valor para sua vida, seu trabalho ou seu negócio.

Para entender o mensurável, a mente precisa estar extraordinariamente quieta, parada – Jiddu Krishnamurti

A meditação traz um benefício que é essencial para uma comunicação efetiva em nossa dia-a-dia: a clareza. Até falei um pouco a respeito nesse vídeo aqui embaixo:

Grandes empreendedores também reconhecem os benefícios da meditação

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A vida de um empreendedor não é nada fácil. Lidar com riscos, alta carga de trabalho e gerenciar pessoas são tarefas que exigem muito do nosso físico e da mente.

Para conseguir ser bem-sucedido e manter a mente clara e criativa, muitos empreendedores estão aproveitando os benefícios da meditação.

Uma prática que não leva mais que alguns minutos é ideal para quem não tem tempo a perder e um dia a dia lotado de compromissos.

Steve Jobs, dono de uma das mentes mais inovadoras que o mundo já viu, começou a praticar meditação em 1973, antes mesmo da criação da Apple.

Pioneiro não só nos negócios mas também na maneira de expandir sua consciência e usar sua criatividade, Jobs acreditava que, ao meditar, estaria mais aberto a ouvir sua intuição. E claro, estar mais presente no momento.

Além de Steve Jobs, outros notáveis empreendedores como a apresentadora Oprah Wifrey, Arianna Huffington, presidente do Huffington Post Group e Pat Flynn, autor do blog Smart Passive Income, são adeptos da meditação como forma de aumentar seus resultados.

E não só empreendedores decidiram praticar meditação para aumentar sua performance nos negócios.

Grandes empresas como Google, Ford e General Mills também passaram a ensinar seus funcionários a formar grupos de meditação e praticar em intervalos no trabalho.

O interesse das empresas vem das mudanças favoráveis para seus negócios trazida pela mudança interna dos seus colaboradores, como o aumento na velocidade da tomada de decisão e maior produtividade.

Mas como já vimos, os benefícios da meditação transcendem o mundo dos negócios e promovem transformações em todos os aspectos da vida de quem pratica.

Seja para melhorar o relacionamento com seus familiares ou colegas de trabalho, não se estressar com o trânsito ou ter mais paciência com o cachorro do vizinho que não para de latir, a meditação pode ser um santo remédio.

Você está sentindo dificuldade de começar ou manter a prática da meditação diária? Então não deixe de clicar aqui embaixo para conhecer as 15 dicas que funcionaram para mim e que com certeza vão ajudar você também.

Conclusão

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Eu decidi escrever sobre os benefícios da meditação porque realmente senti mudanças profundas em minha vida.

A melhor coisa da prática é que ela é acessível a todos. Você não precisa comprar nenhum equipamento especial. Não precisa fazer cursos. Nem dedicar horas e horas do seu dia para ter acesso aos resultados.

É incrível como apenas 15, 20 minutos pela manhã podem mudar todo o seu dia, sua semana e até sua maneira de enxergar a vida.

Agora eu quero saber de você. Se você medita, conte aqui nos comentários quais os maiores benefícios da meditação na sua vida.

Se ainda não começou a praticar, o que está impedindo você de experimentar todo seu potencial e descobrir um futuro incrível?

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O Poder da Vulnerabilidade | Brené Brown

O que possibilita que as pessoas se conectem, e o que impede a conexão humana?

Estas perguntas motivaram o estudo intensivo de Brené Brown sobre vulnerabilidade. Neste renomado TED Talk, a pesquisadora e contadora de histórias, explica com humor como ela aprendeu a abraçar a sua vulnerabilidade – e por que você deve abraçar a sua. O tema dessa palestra é fundamental para quem busca ter conexões mais profundas com as pessoas e consigo mesmo.

“Nossa rejeição da vulnerabilidade deriva com frequência da associação que fazemos entre ela e as emoções sombrias como o medo, a vergonha, o sofrimento, a tristeza e a decepção – sentimentos que não queremos abordar, mesmo quando afetam profundamente a maneira como vivemos, amamos, trabalhamos e até exercemos a liderança. O que muitos não conseguem entender, e que me consumiu uma década de pesquisa para descobrir, é que a vulnerabilidade é também o berço das emoções e das experiências que almejamos. Quando estamos vulneráveis é que nascem o amor, a aceitação, a alegria, a coragem, a empatia, a criatividade, a confiança e a autenticidade.” – Brené Brown

 

Nesta palestra, Brene Brown explica:

  • O que impede a conexão humana;
  • Como algumas pessoas evitam ou anestesiam a sua vulnerabilidade;
  • Como abraçar a sua vulnerabilidade e ser emocionalmente corajoso.
Assista a palestra completa no vídeo abaixo:
                               
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Indo além dos rótulos

Você já deve ter ouvido este ditado: “Quem vê cara, não vê coração”. Parece simples seguir este sábio conselho de ver “o coração”, mas sabemos que não é tanto assim. Principalmente com as pessoas que já fazem parte das nossas vidas há bastante tempo, as pessoas que achamos que já conhecemos. São elas as que mais carregamos de rótulos e julgamentos.

Veja como vencê-los e levar seus relacionamentos a um nível de conexão muito maior!

  • Rótulos são necessários

Como assim rótulos são necessários? Sim. É natural que no processo de conhecer uma pessoa nova, a gente sinta a necessidade de ter algumas perguntas respondidas, por exemplo: “Quem você é?”, “O que você faz” ou “Do que você gosta”.

Saber que uma pessoa tem a mesma profissão ou religião que a minha, por exemplo, facilita a comunicação com ela. Rótulos são atalhos para a comunicação. Utilizá-los em nossas vidas é uma forma mais fácil de entender o mundo que nos cerca.

  • Rótulos são barreiras que precisamos vencer

Por outro lado, a maior barreira para a conexão humana são os rótulos. Nos nossos relacionamentos, de forma inconsciente, tomamos como ponto de partida os rótulos que cada um carrega. Desta forma, limitamos nossa percepção da totalidade do ser da outra pessoa.

Eles vão além das aparências físicas ou formações acadêmicas. Por incrível que pareça, rótulos como “mãe”, “pai”, “filh@”, “marido”, “esposa”, “chefe”, “amig@” podem ser bem pesados. Eles são carregados de expectativas que estão só esperando para serem quebradas, ou de árduos esforços para correspondê-las a qualquer custo.

Mães são seres humanos, mulheres, que já foram filhas, namoradas. Chefe é mãe ou pai, marido ou esposa, já foi aluno e funcionário. Marido é homem, que pode ser irmão, e já foi menino. Todos são seres humanos em constante mudança. Precisamos sempre nos lembrar que, se o mundo fosse uma empresa, todos nós estaríamos vestindo o uniforme “em treinamento”.

Os adjetivos que nos perseguem desde nossos primeiros dias de vida também fazem parte dos rótulos que nos imobilizam. “Você é muito teimoso”, “Ela é muito sorridente”, “Ele é preguiçoso”.

  • Comunicação Não-Violenta

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Vamos começar a ir além dos rótulos através do primeiro componente da Comunicação Não-Violenta: diferenciando observações de avaliações.

As observações são relatos de fatos que podem ser imediatamente verificáveis por qualquer pessoa que percebe algo. Relatos que sejam compatíveis com o que uma câmera filmadora pode captar.

As avaliações são nossas opiniões, pensamentos, impressões, julgamentos. Geralmente consistem de generalizações, ou rótulos.

​É muito mais fácil usar avaliações em vez de observações em nossas conversas. É mais fácil dizer “toda vez você faz isso” do que pensar com cuidado e dizer “das últimas 3 vezes você fez isso”. Usar avaliações é escolher o caminho aparentemente mais curto, mas ele acaba sendo o mais longo, pois nos distancia da conexão com o outro.​

Tendo como ponto de partida as avaliações, nós distorcemos por completo nossa leitura dos fatos, e assim ela adquire a cor dos medos, das esperanças e das projeções que habitam em nós.

Veja alguns exemplos:

AVALIAÇÕES (↓conexão)OBSERVAÇÕES (↑conexão)
“Você me ignorou o dia inteiro”.“Você é muito relaxado”.“Eu te liguei 5 vezes hoje e você não atendeu.”“Você não retornou nenhuma ligação minha hoje.”
“Eu arruinei a vida do cliente.”“Eu não sirvo para nada.”“Eu não entreguei o trabalho dentro do prazo combinado.”“Eu disse que entregaria o trabalho até ontem mas não entreguei.”
“Você é muito ruim em matemática.”“Você está prejudicando seu futuro.”“Você tirou nota 3 na prova de matemática.”“Sua professora disse que você dormiu durante as duas últimas aulas dela.”

Manter o foco nos acontecimentos é uma forma eficaz de gerar estratégias para solucionar os problemas. Assim conseguimos sair do ciclo vicioso das críticas e da culpabilização.

Permanecer no campo das críticas e a culpa é como estar em um incêndio. Não é possível respirar, nem enxergar uma saída. E aos poucos o relacionamento vai se desgastando.

  • Observar não é instintivo

Formamos nossas avaliações a partir dos nossos juízos de valor e julgamentos.

A espécie humana só chegou até aqui porque julgamos o que é bom e o que é ruim para nós. Para uma questão de sobrevivência, julgar que cobras e onças são perigosas foi essencial.

Porém chegamos ao ponto na civilização urbana que julgar tomou proporções exageradas. Julgamos sem nem mesmo observar e em questões muito distantes de serem tão vitais quanto sobrevivência.

A CNV não nos obriga a permanecermos completamente objetivos e a nos abstermos de avaliar. Ela apenas sugere que mantenhamos a separação entre nossas observações e nossas avaliações. Que saibamos reconhecer quando estamos observando, e quando estamos avaliando.

Pois ao combinarmos a observação com a avaliação, diminuímos a probabilidade de que os outros ouçam a mensagem que desejamos lhes transmitir. Em vez disso, é provável que eles a escutem como crítica e, assim, resistam ao que dizemos.

Pratique:

 

  • Procure trocar palavras e termos como “sempre”, “nunca”, “tudo”, “todo mundo”, “toda vez” por uma descrição específica de cada evento.
    • Não é fácil pois muitas vezes é preciso deixar para trás o que a memória não alcança mais. Fica mais difícil ainda em ambientes em que as conversas são escassas e só acontecem quando ninguém aguenta mais permanecer naquela situação. Por isso procure expor seus pensamentos e sentimentos em momentos próximos aos acontecimentos.
    • “Você nunca vem me visitar” pode ser dito de forma mais específica, por exemplo, “Nas últimas três vezes que te convidei para vir aqui em casa, você cancelou de última hora”.
  • O mesmo vale para os adjetivos. Quando vier aquele impulso de adjetivar alguém, fale sobre a ação dela, inclusive nos elogios.
    • “Você é o melhor marido”, por exemplo, pode ser complementado por “Fico muito feliz quando você faz um jantar para mim”.
    • “Você é inconsequente” também pode ser trocado por “Fico preocupada com você quando viaja sem me avisar”.
  • Pergunte antes de fazer afirmações. Se dê a oportunidade de saber mais sobre os acontecimentos antes de construir suas conclusões. Muitas vezes você fará descobertas que mudarão completamente sua forma de ver a situação.
    • “Por que você se atrasou?”, “Aconteceu alguma coisa?”, por exemplo podem ter respostas que te deixarão arrependido depois de ter dito “Você é muito irresponsável por ter se atrasado”.
  • Definitivamente o mais importante: Nos momentos de fortes emoções, principalmente da raiva, dê um passo para trás. Respire. Só assim é possível limpar o olhar de todos os julgamentos para conseguir ver a situação com o máximo de neutralidade. Foco nos acontecimentos!
Como melhorar os relacionamentos

Para melhorar seu relacionamento, comece por aqui…

É muito comum que o relacionamento mais difícil que você tenha, seja com uma das pessoas mais próximas a você.

Pais, mães, filhos, irmãos, maridos, esposas, parentes próximos, colegas de trabalho…

Lidar com esses relacionamentos, quando são difíceis, são desafios dos quais não podemos fugir. Meu pai sempre diz que não pode existir ‘ex-pai, ex-mãe, ex-irmão’. E que quando pode ser ex (ex-marido ou ex-esposa), é ex para sempre.

Por mais difíceis que sejam, esses relacionamentos são também oportunidades únicas de aprendizado e evolução.

Quando o relacionamento com uma pessoa que você ama não vai bem, pode ter certeza que a comunicação entre vocês não vai bem.

Portanto se você quer mesmo melhorar um relacionamento, é preciso antes de qualquer coisa, melhorar a comunicação entre vocês.

Quando pensamos no ato de “conversar”, muitos de nós remetemos à ação de falar. Mas lembre-se disso: tudo começa no escutar.

Eu já sei ouvir! Isso não é o suficiente?

“Ouvir é a capacidade biológica que possuem algumas espécies vivas de ser engatilhadas por perturbações ambientais de tal forma que provocam o domínio sensorial chamado som.” – Rafael Echeverria

Ouvir é perceber sons. Estamos ouvindo todos os sons o tempo todo. Carros, latidos, máquinas, vozes, pássaros.

Um sinal bem evidente de que você está só ouvindo (e não escutando) a outra pessoa falar, é quando não está com o olhar direcionado para ela, e a responde com um indiferente “Aham”.

 

Mais que ouvir, é preciso ESCUTAR!

“Quando escutamos, geramos um mundo interpretativo. O ato de escutar sempre implica compreensão e, portanto, interpretação. O fator interpretativo é de tal importância no fenômeno de escutar que é possível escutar ainda quando não há sons. Efetivamente podemos escutar os silêncios. Também escutamos os gestos, as posturas do corpo e os movimentos, na medida em que sejamos capazes de atribuir-lhes sentido.” – Rafael Echeverria

Escutar faz parte do domínio da linguagem. Escutar é interpretar, entender, compreender. O deficiente auditivo tem capacidade de ouvir reduzida, mas a de escutar preservada.

Pode ser que você já tenha visto esta frase em algum lugar: “A maior distância entre duas pessoas é o mal entendido”. É incrível como estamos distantes das pessoas mais próximas a nós. Mas como bem entender a outra pessoa, se não a escutamos?

O princípio da escuta

escuta

“É na escuta que o amor começa. E é na não-escuta que ele termina.”

Rubem Alves

Escutar é uma questão de escolha!

Em uma conversa, você pode escolher ser submisso aos seus impulsos, pelas suas vontades imediatas, pela sua natureza dominante de auto defesa.

Ou você pode escolher ser o mestre do seu próprio comportamento.

Optar pela escuta é uma escolha consciente.

Assim como todas as outras escolhas que fazemos para sermos pessoas melhores todos os dias.

Sobre escolhas, não perca a oportunidade de assistir este vídeo:

 

Dicas essenciais para escutar mais:

O que você vai encontrar aqui:

  • Comprometa-se hoje consigo mesmo de escutar as pessoas que você ama, como se fosse a primeira vez.
  • Esteja aberto para aprendizados e mudanças
  • Tente escutar as necessidades por trás do que a outra pessoa está dizendo
  • Esteja presente mentalmente
  • Inspire… Expire…
  • Pergunte mais, afirme menos
  • Lembre-se que essa pessoa que está na sua frente é a pessoa mais importante do mundo

Vamos lá!

  • Comprometa-se hoje consigo mesmo de escutar as pessoas que você ama, como se fosse a primeira vez.

A intenção te levará à ação, mesmo que não seja fácil, nem rápido ou indolor.

O comprometimento consigo mesmo irá te ajudar a superar as dificuldades que surgirão no caminho.

Quando você escolher escutar, lembre-se que o foco não é você. Não são as suas opiniões, os seus sentimentos, as suas experiências.

Agora é a vez de quem fala. Você terá sua oportunidade.

“Seja a mudança que você quer ver no mundo.”

Mahatma Gandhi

 

  • Esteja aberto para aprendizados e mudanças

mudanças

“A coisa mais importante que aqui se pode aprender é o caminho para além de si mesmo, vencendo as sutilezas da vaidade e de perto escutar profundamente o que a existência do outro tem a ensinar.””

Will Goya

É a parte mais difícil, abandonar nosso orgulho, nossas certezas. Mas se você entrar numa conversa convicto de que já tem todas as respostas, a conversa se faz desnecessária. Dê espaço para novos conceitos, novas informações, e para desconstruir outros. Você não precisa abandonar os seus julgamentos, apenas pedir um tempo para eles.

“Eu já sei o que ele vai dizer”

“Ele sempre se comporta assim”

“Não adianta”

Na conversa, quando esses pensamentos vierem, ou mesmo quando forem falados, se conscientize que estes são seus julgamentos, seus pré-conceitos, apenas seus. E que  o apego a eles engessam o processo da conversa, impedindo o avanço.

Lembre-se do seu passado. Como você era, os erros que você já cometeu. Os rótulos do passado não definem quem você é hoje. Você mudou!

Então não se prenda aos rótulos que você colocou nos outros também.

Dê liberdade, para se sentir livre também!

“Eu quero dizer agora o oposto do que eu disse antes
Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante”

Raul Seixas

  • Tente escutar as necessidades por trás do que a outra pessoa está dizendo

Marshall Rosenberg, criador da comunicação não violenta nos apresentou uma nova forma de escutar: não identificando as críticas no que outro diz sobre você, e sim necessidades dela não atendidas.

Quando uma outra pessoa te faz sofrer, é porque ela própria está sofrendo no fundo do seu ser, e este sofrimento transborda. Ela não precisa de punição; precisa de ajuda. Essa é a mensagem que ela está enviando.”

Thich Nhat Hanh

Quando uma pessoa diz uma acusação, antes de reagir, veja o que pode haver por trás disso. Necessidade de ser escutada? De que suas opiniões sejam consideradas?

Como ela deve estar se sentindo por isso? Triste? Solitária?

O objetivo não é acertar a resposta. Mas sim que a pessoa perceba que você está tentando se colocar no lugar dela para compreendê-la. Isso é escutar com empatia.

É importante lembrar aqui que para dar escuta, é preciso se escutar.

Quando você se perceber em um momento ruim, tente identificar que emoção você está sentindo.

Pode ter certeza que por trás dela tem uma necessidade sua não atendida. Você está precisando de segurança? De descanso? De confiança? De compreensão?

A lista de necessidades humanas do livro de Marshall Rosenberg pode ajudar nos primeiros passos,  Clique Aqui para baixar!

  • Esteja presente mentalmente

Solte o celular, esqueça as pessoas em volta, desligue a televisão. Agora você está escutando.

“O momento presente é tudo o que temos. Todo o resto é passado, já foi. Nosso futuro ainda não chegou. A única coisa que está acontecendo é o momento presente, tão rápido que já quase o perdemos antes mesmo de ele chegar.”

Jetsunma Tenzin Palmo

É impossível ser multitarefa durante uma conversa significativa.

Só estaremos escutando se estivermos totalmente presentes no momento, com atenção focada na pessoa que fala, no que ela diz, nas reações corporais, no reconhecimento das emoções envolvidas, nos seus próprios pensamentos, no tom de voz.

Para possibilitar a presença mental quando você estiver com as pessoas que você ama, veja essas dicas:

– Organize sua rotina, tenha uma lista simples de tarefas do dia, procure evitar levar serviço para ser feito em casa, nos momentos únicos que você tem com a sua família.

– Faça as mudanças necessárias na sua rotina para que você possa estar presente mentalmente onde quer que você esteja.

– Pratique a presença mental em outras atividades além das conversas. Você pode dirigir, cozinhar, comer, fazer sua higiene pessoal de forma completamente atenta. Deixando os pensamentos com o passado e o futuro passarem como se fossem nuvens. As mesmas ações serão vivenciadas de uma nova e surpreendente forma.

  • Inspire… Expire…

A respiração curta e insuficiente nos leva a estados de ansiedade e estresse. Por isso, quando você se pegar interrompendo a fala do outro, ou com os pensamentos pesados repletos de julgamentos, respire. E então volte a consciência para a escuta.

Respirar de forma lenta e profunda é um mecanismo que notifica o seu organismo que está tudo bem. Que ele não precisa se preocupar. É uma forma poderosa de mudar padrões de comportamento.

Você terá a sua chance de falar. E ela será muito melhor aproveitada após escutar tudo que a outra pessoa tem a dizer.

Assista este vídeo! É rápido e essencial. (Ative as legendas em Português!)

  • Pergunte mais, afirme menos

Mesmo que você tenha certeza que já saiba a resposta certa, pergunte, explore. Garanto que novas respostas interessantes virão. Respostas que podem dar um rumo diferente para as suas conversas.

– Nos conflitos, troque as acusações por perguntas:

“Você não se importa comigo” por “Por que você não ligou para mim?”

“Você é preguiçoso, não me ajuda em casa.” por “Por que você não lavou a sua louça?”

“Pare de ser chorão” por “Por que você está chorando?”

Você vai ver que escutando o outro, tendo curiosidade para entender por que a pessoa pensa e age daquela forma, perguntando em vez de trazer suas respostas prontas, o rumo das suas conversas vai ser totalmente diferente.

– Backtracking

É uma ferramenta simples e valiosa da PNL (Programação Neurolinguística). Você pode aplicar o Backtracking se atentando ao tom de voz, à linguagem corporal e as palavras chave que a outra pessoa utiliza, e através de perguntas, reafirmar ou confirmar os pontos colocados por ela.

Você pode começar com “Deixa eu ver se eu entendi…” e parafraseia o que ela disse, nunca se esquecendo da empatia.

A outra pessoa perceberá que você está mesmo a acompanhando. Você vai ser para ela alguém mais confiável, mais agradável de ter ao lado para conversar.

  • Lembre-se que essa pessoa que está na sua frente é a pessoa mais importante do mundo

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Imagine que a pessoa com quem você está conversando é a Rainha Elisabeth, o Nelson Mandela, o Dalai Lama. Se uma dessas pessoas estivesse na sua frente, só você e ela, você não desviaria o olhar por nada nesse mundo.

Mostre que você está escutando:

Com o seu olhar. Evite desviar o olhar para as pessoas que passam atrás, para a televisão, para o celular.

Com a sua postura. O tronco levemente inclinado para frente demonstra que você está interessado na pessoa que está com você. Assim como a cabeça em posição neutra ou inclinada para o lado.

Com o seu posicionamento. Prefira estar ao lado da pessoa com quem você está conversando, ou em 90º. Isso evita a ideia de enfrentamento.

Com a fala. Confirme que você está entendendo, “aham”, “nossa!”, “sério?”, assim a pessoa tem certeza que você está envolvido.

São dicas importantes, mas mostrar que você está escutando é uma preocupação desnecessária se você REALMENTE estiver prestando atenção na pessoa! Não mostre estar escutando se isso não for verdadeiro, lembre-se do primeiro passo: ter a intenção de escutar.

Sobre a escuta para melhorar seu relacionamento, é importante lembrar…

Que não existe a forma certa e a forma errada de conversar. Mas sim, a forma que aproxima e a forma que distancia as pessoas de nós.

A melhoria da qualidade das conversas aumenta muito as chances de pessoas conseguirem manter um relacionamento, uma amizade, uma sociedade.

Mas o objetivo de conversas mais humanas não deve ficar limitado a manter os relacionamentos unidos a qualquer custo. E sim à manutenção ou recuperação  da integridade e da legitimidade de cada indivíduo.

Você também acredita que melhores conversas podem melhorar os relacionamentos?

Então compartilhe este artigo com o máximo de pessoas possível!

Assim você estará contribuindo com a construção de seres humanos se reconhecendo como humanos, e consequentemente, de uma sociedade que seja capaz de conversar e viver em paz.