Como fazer amizade com o que você está sentindo

Sinta-se bem agora! O caminho para mais leveza e bem-estar.

A vida tem aqueles momentos onde de repente nos encontramos extremamente confusos e desanimados. Nossos pensamentos estressados se emaranham de tal forma que temos dificuldade de enxergar o que estamos fazendo ali, como chegamos nesse ponto e como sair dele.

A cabeça parece não conseguir traçar o caminho de volta para o equilíbrio e os pensamentos se acumulam como uma pilha de roupa que após algum tempo te impede de ver a cadeira que está por baixo. E olhar para isso dessa forma só traz mais forte o sentimento de cansaço e frustração.

Quando esse nível de bagunça interior se instala é desafiador achar uma saída acolhedora, porque por vezes não sabemos nem ao menos a origem dessa desordem.

Quais sentimentos nos trouxeram aqui? Por que esses sentimentos surgiram em primeiro lugar? E principalmente, existe uma maneira de achar equilíbrio e bem-estar em meio a tudo isso?

No mundo onde vivemos é realmente complicado achar tempo para se cuidar. Sempre existe uma urgência, um horário, uma entrega, algo a ser cumprido e com prazos cada vez mais apertados. O mundo tecnológico das facilidades que tanto nos “aproximam”, mas que potencialmente nos afastam de nós mesmos.

Mas de novo nos perguntamos, como nos achar no meio disso? Como achar o bem-estar e equilíbrio?

Talvez seja hora de parar e olhar verdadeiramente para os seus sentimentos. E sim, eu sei que muitas vezes é desafiador simplesmente parar o que estamos fazendo para dar aquela olhada com mais cuidado para o que realmente se passa dentro das nossas cabeças.

Mas o que isso pode estar te trazendo de ruim que você nem percebe?

O que poderia te trazer de bom que você nem imagina?

Será que é possível ter mais qualidade de vida apenas escutando seus sentimentos?

Se você está buscando se sentir melhor e se conectar com você mesmo acompanhe esse artigo e entenda mais sobre os benefícios que essa presença de você com você mesmo pode te trazer!

Como começar: um passo definitivo de bem-estar

É compreensível que nos dias de hoje tirar um tempo para você possa parecer impossível. Tudo é muito rápido, muito dinâmico, prazos para ontem e a constante pressa de alcançar os objetivos o mais rápido possível. E quando isso tudo diminui, talvez ao final do dia, você já esteja tão cansado que é muito mais fácil só ver algum filme ou ficar rolando o feed das redes sociais até que seja hora de dormir.

Mas estar atento aos sentimentos é uma oportunidade incrível de olhar para si mesmo. Saber o que você gosta ou não gosta, o que faz sentido e o que não faz. Isso permite com que sejamos mais verdadeiros e consequentemente abre espaço para que nossas decisões estejam mais alinhadas com quem somos. E isso definitivamente aumenta as chances de bem estar e felicidade.

Além disso, ignorar um sentimento e uma necessidade por muito tempo pode fazer isso surgir de forma mais brusca e desagradável, em doenças psicossomáticas, por exemplo. Essas reações são basicamente nosso corpo falando um pouco mais alto alguma coisa que não estávamos ouvindo direito. E quanto mais alto ele fala mais desconforto temos que lidar.

Então é hora da decisão, como você quer se sentir todos os dias?

Se relacionando com você mesmo

O primeiro passo para sair desse looping mecânico onde nos afastamos cada dia mais da nossa essência é a decisão e junto com essa decisão vem a autoanálise. Tire um momento para olhar para dentro com mais cuidado e carinho. Como você se relaciona com você mesmo? Você se dá tempo para entender o que os sentimentos significam para você? ou o que está por traz deles?

Então antes de tudo, para começar é preciso identificar os sentimentos, nomeá-los. Perceba em quais momentos surgem determinados pensamentos e sensações, com qual frequência eles aparecem e a intensidade deles. Para isso a presença é essencial, mesmo que sejam apenas alguns segundos, mas o bastante para reconhecer a existência daquele sentimento ali.

Uma ajuda nesse início é anotar os gatilhos e o que surge com eles durante o dia. Isso pode ajudar a trazer essa visão mais ampla da gama de sentimentos que experienciamos e muitas vezes nem notamos.

Pode ser estranho e até incômodo olhar para isso a princípio, como uma leitura crua da nossa mente. Essa lista de sentimentos que agora temos uma ideia mais clara que experienciamos pode despertar vergonha, raiva, tristeza. E é exatamente aí que fica a parte mais valiosa e relevante para alcançarmos bem-estar com o reconhecimento dos nossos sentimentos e necessidades, o não julgamento, de quem somos e do nosso reflexo que são os sentimentos.

Fazendo as pazes com seus sentimentos

Nessa fase entender o que está por trás de um sentimento pode ser extremamente valioso para enxergar a humanidade em si mesmo e consequentemente se relacionar consigo com mais acolhimento e amor. Todos buscamos princípios parecidos, por mais que optemos por formas diferentes de demonstrar isso e é exatamente isso que nos aproxima. É nossa humanidade compartilhada.

Respeito é importante para muita gente e talvez por isso a pessoa que fura a fila na sua frente desperte tanta raiva, porque esse princípio não foi cuidado nesse momento. Então o foco aqui seria ir além da raiva e achar o que te conecta com todos os outros humanos, porque isso é uma expressão do seu verdadeiro eu. Nesse caso seria respeito, mas sempre há uma busca muito humana por trás dos sentimentos. Seja por consideração, segurança, autonomia etc. Coisas que são importantes para todos.

É imprescindível não julgar nossos próprios sentimentos, porque são eles que exatamente nos levam para esse princípio que está mais no fundo, que nos conecta conosco e com os outros. Eles nos mostram partes importantes de nós mesmos. São como fumaça para o fogo. O fogo somos nós, nossa essência e a fumaça são os sentimentos, ela é visível e provavelmente a avistamos primeiro e a partir dela somos guiados para sua origem, que é o fogo.

Acolher tudo o que surge (nossos sentimentos) como parte do todo que faz de nós quem somos é um caminho e uma escolha que traz mais leveza para a vida. Além disso existe grande força em acolher todas essas partes de nós, é como um deque de cartas que faz jogos melhores quando está mais completo, tem mais opções. Então note que aqui também estão inclusas até mesmo as sensações mais densas que podem surgir, como a angústia, a raiva e a tristeza.

Por mais estranho que possa parecer “aceitar” esses sentimentos densos é importante ouvir o que eles nos trazem. Lembrando sempre que permitir ouvir o sentimento não quer dizer que você seja esse sentimento, apenas que está dando espaço para ele mostrar o que veio mostrar, como um amigo.

Imagine como se você estivesse sentado num banco onde os sentimentos que surgem se sentam ao seu lado e conversam com você. Se existe algum sentimento que estamos evitando, quanto mais fugimos e mudamos de banco mais ele nos persegue e aparece em momentos aleatórios nos surpreendendo e falando cada vez mais alto. É muito mais fácil permitir que ele se sente, fale o que veio falar e vá embora quando for a hora certa.

Entender, aceitar e acolher nossos sentimentos nos aproxima cada vez mais de nós mesmos, traz leveza para as decisões, nos permite ter melhores relacionamento e nos ajuda a desenvolver a inteligência emocional necessária para viver de forma leve e equilibrada todos os dias.

Como navegar em conversas difíceis

4 passos definitivos para facilitar conversas difíceis a partir de agora

Já se encontrou enrolando ao máximo para evitar uma daquelas conversas difíceis?

Logo vem aquela sensação de angústia que faz o coração palpitar e as mãos ficarem suadas. Pode ser uma conversa de namorados ou mais formal entre você e um chefe, por exemplo. Ou até mesmo uma conversa em grupo, entre amigos.

Certamente você já passou por uma situação como essa. Por mais intima que seja a nossa relação com a outra pessoa alguns assuntos podem trazer uma sensação assustadora.

Mas algumas vezes não tem jeito, seja por iniciativa sua ou da outra pessoa, possivelmente com o temido “precisamos conversar”, o assunto surge e você se vê obrigado a encarar.

E agora, o que fazer?

Se você deseja ter uma conversa difícil e ainda está com receio acompanhe esse texto para descobrir como é possível tornar uma conversa difícil numa conversa produtiva. Ou talvez o menos desconfortável possível.

Realmente existem muitos assuntos que merecem uma boa avaliação antes de serem abordados, quanto mais delicado for, mais cuidado devemos tomar para que o resultado seja positivo para todos.

Sob a ótica da Comunicação Não Violenta algo muito importante a se manter em mente em qualquer relacionamento e, portanto, em qualquer conversa é a empatia. Que pode ser entendido em partes como a nossa capacidade de realmente enxergar o outro e ver o mundo pelos seus olhos. Nossa habilidade de escutar e permitir-se ser mudado.

Esse “músculo” da empatia é algo que precisa ser exercitado e estar presente para que não só tenhamos a capacidade de navegar conversas difíceis, mas todas as conversas com mais clareza e tranquilidade. Essa aptidão resulta em uma leveza num nível além do nosso pessoal, mas também sistêmico na nossa comunidade.

Todas as pessoas têm dúvidas, angústias, medos e uma forma pessoal e peculiar de olhar o mundo. Levando isso em consideração e com a ajuda de uma boa comunicação conseguiremos nos expressar de forma mais saudável, alcançar melhor nossos objetivos e ainda contribuir para um mundo mais leve.

Acompanhe a seguir algumas dicas para te ajudar a abordar assuntos delicados com mais tranquilidade possível.

saiba o que sente e busca com a conversa

Toda comunicação tem um objetivo e com conversas difíceis não é diferente. Essa clareza tem que se fazer presente antes e durante a conversa, porque se você não sabe o que quer transmitir existe uma chance bem grande de a conversa não levar a lugar algum, só servir para causar mais desconforto e atrito.

Então respire fundo e tente se lembrar do porquê você está buscando essa conversa, o que você quer transmitir? O que você busca alcançar com ela?

E mais importante ainda é entender o que está por trás da sua intenção. Discutir sobre o quão irritante é o fato do seu colega usar de novo suas coisas e deixar tudo largado é possivelmente uma conversa sobre respeito e consideração. Lembre-se disso ao trazer o tópico à tona.

Atitude

Esse ponto serve para todos os tipos de conversas, mas se torna mais importante ainda nas que são mais desafiadoras. Acabamos de estabelecer o objetivo buscado na conversa, mas é importante manter a atitude mental flexível.

Permita-se escutar, avaliar e reagir ao que surge no momento presente, mantendo a cabeça aberta para enxergar pequenas vitórias que podem passar despercebidas se estivermos com os olhos focados apenas no que queremos falar.

Ajuste a efetividade da conversa, colocando a intenção de que não importa o que aconteça algo de bom sempre pode sair de uma troca onde estamos dispostos a buscar verdadeiramente o melhor caminho.

Abrir-se para a possibilidade que o interlocutor possa ter algo realmente importante a adicionar ou que ele tem uma opção melhor do que a que você tinha em mente no início é muito útil para o crescimento pessoal e traz leveza as relações.

Então aqui temos tanto uma atitude positiva quanto uma de flexibilidade, de quem está disposto a mudar para alcançar a melhor opção para todos.

Fale de você

Uma parte importante é falar sobre a sua perspectiva, o que você está sentindo. Fale em primeira pessoa, trazendo seus sentimentos e suas percepções sobre o assunto. Por exemplo, ao invés de dizer “você me deixa com raiva” tente dizer “eu sinto raiva”.

Duas coisas muito boas podem surgir disso, a primeira é que você passa a respeitar o limite do que é seu e o que é do próximo. Estamos falando de algo que você está vivenciando, então é importante firmar isso tanto para você quanto para o interlocutor.

E a segunda é que pessoas se conectam com o que elas identificam nelas mesmas. Então ao trazer um sentimento logo de cara existe uma chance maior de acessarmos a empatia no outro.

Raiva é um sentimento comum, assim como tristeza, angústia, felicidade. Ao dizer que está sentindo isso você se aproxima do outro, porque ele vai reconhecer a sensação que você está vivendo. Isso coloca os dois mais como parceiros do que como oponentes e aumenta bastante a chance de resultados positivos para a conversa.

Preze por todos os envolvidos

Esse ponto tem grande conexão com os anteriores, ao considerar todos os envolvidos na conversa não só trazemos a flexibilidade na conversa, mas também achamos novamente um ponto em comum que pode ser a chave para a efetividade da discussão.

Essa clareza dos sentimentos e princípios por trás do que está sendo falado serve como guia para nortear e manter a conversa num caminho produtivo. Então tão importante quanto a análise do que está por trás do que nós estamos trazendo é buscar entender o que está por trás do que os outros estão expressando.

Pode parecer que seu chefe só briga cobrando os relatórios diariamente porque ele é chato e não sabe o quanto isso te estressa, mas analisando profundamente talvez isso seja uma busca por segurança. Para ele os relatórios trazem os dados necessários para tomar decisões assertivas que tragam melhores resultados e que façam ele se sentir mais seguro.

É muito mais fácil se conectar com o medo que alguém pode sentir de tomar decisões erradas ou que acarretem perdas. Todos querem tomar decisões seguras e lembrar desse princípio compartilhado vai com certeza aproximar os participantes da conversa.

Nesse sentido muito provavelmente os outros participantes ou seu interlocutor precisem de ajuda, porque raramente as pessoas costumam tirar o tempo para analisar isso dentro delas mesmas.

Parte do seu trabalho para conseguir navegar essa conversa mais difícil pode ser exatamente trazer luz a esses pontos tão importantes e que podem ser a grande diferença para ter uma boa conversa.

Então é isso, agora que você já sabe como tornar qualquer troca mais produtiva e evitar tensões extras, respire fundo, dê uma boa olhada para seus motivos, positive as atitudes e boa sorte com a sua conversa!

como desenvolver empatia

Como desenvolver empatia – 16 Técnicas para uso diário

Uma das expressões que mais se faz necessária em seu entendimento hoje em dia é “EMPATIA”, e ela vem ganhando cada vez mais espaço. Líderes empresariais, políticos, professores, cientistas.. todos estão falando sobre isso. Mas você sabe o que é empatia?

Acompanhe esse artigo até o final que irei te explicar o que significa e ainda te ensinarei técnicas para desenvolver essa maravilhosa prática no dia-a-dia.

Você tem empatia?

Ter empatia é enxergar com o ponto de vista do próximo, é a habilidade de se colocar no lugar do outro e entender os seus problemas, necessidades, sentimentos. A prática ajuda na melhora de nossa qualidade de vida, aprendemos a escutar e compreender melhor e ainda relativizamos o nosso “eu” em prol do outro.

A empatia nos traz inúmeros benefícios, na família, com os amigos, com desconhecidos, com o companheiro(a), no trabalho, em todos os lugares e situações.

É bem simples nos colocarmos no lugar do outro, essa prática é extremamente benéfica quando entendemos e agimos de forma correspondente a ela, isso contribui de forma grandiosa em nosso autodesenvolvimento.

É necessário estarmos atentos aos pequenos detalhes, sempre podemos aperfeiçoar nossa capacidade de compreensão do próximo. Se todos praticassem a empatia e se perguntassem com mais frequência “e se fosse comigo?”, certamente o mundo seria um lugar bem melhor.

A empatia é essencial para o bom funcionamento das relações na sociedade, assim como para nossa vida pessoal e profissional. Mas sabemos que nem sempre é fácil reconhecer, entender e aceitar as diferenças e os sentimentos alheios.

Para criarmos sintonia com alguém, temos que analisar aquela pessoa a agir de tal forma, interpretando os seus sentimentos, vez que na maior parte das vezes, essa comunicação se dá de maneira não-verbal, ou seja, muitas vezes as pessoas emitem sinais do que querem. Portanto, se faz necessário essa percepção no que diz respeito a postura, gestos, tom de voz, entre outros fatores.

Porém, antes de partir para essa prática, é importante que você compreenda a si mesmo. A jornada do autoconhecimento é fundamental para quem deseja praticar a empatia. Quanto mais conscientes estamos de nossas ações e emoções, mais fácil se torna o entendimento do ponto de vista do outro, sendo improvável que haja algum julgamento de nossa parte.

O autor da obra Empatia, Roman Krznaric, define a expressão da seguinte forma: “A identificação psicológica com a experiência empírica e psicológica dos sentimentos, pensamentos ou atitudes do outro”, e ainda diferencia o termo empatia e simpatia: “A simpatia é sentir um tipo de afinidade com alguém, mas  sem esse passo extra de compreender o que essa pessoa está passando ou como está vivenciando o mundo”.

o que é empatia

Técnicas para desenvolver a empatia no dia a dia

 

  1. Autoconhecimento 

Esse ponto é extremamente importante no caminho da empatia. Lembre-se que cada pessoa é um universo diferente, portanto se empenhe em conhecer e desenvolver os seus pontos fortes, aprenda a prestar atenção e reconhecer seus sentimentos quando surgem e interprete-os. Para entender o próximo, você precisa entender primeiro a si mesmo, entendendo a si próprio não correrá o risco de achar que os outros tem os mesmos pensamentos, motivações, comportamentos e valores que você. 

  1. Sorria

Faça dessa maravilhosa prática um hábito. Um sorriso transmite harmonia, confiança e simpatia. A leveza e a abertura que um sorriso verdadeiro proporciona são capazes de acalmar até mesmo uma pessoa que esteja altamente enraivecido.

  1. Vivencie as principais diferenças entre as pessoas

Pessoas com pouca ou quase nada de habilidade empática podem ter uma consciência dessas diferenças entre os problemas nas vidas dos outros, porém, é muito mais efetivo quando realmente experenciamos essas diferenças, quando cabíveis claro, como por ex: trabalhar viajando para ambientes multiculturais, assim você expande muito a sua visão de como o outro pensa, age e sente.

  1. Converse com empatia

Quando você for conversar com alguém ou vierem falar com você a respeito de algo, demonstre que está compreendendo o que está sendo repassado, utilize expressões como: “eu te entendo”, “sei que você tem total capacidade de resolver isso”, “imagino como deve ser difícil”, “seja forte”, entre outras do mesmo gênero e claro, que se adeque a conversa em pauta.

  1. Não julgue

As pessoas que mais julgam são as que menos tem conhecimento de si. Evite olhar para o outro com base em suas próprias opiniões, valores e sentimentos. Entenda a situação como ela realmente é. Fique alerta para não rotular o próximo, busque compreendê-lo para saber o que o incomoda. 

  1. Pare para entender o problema alheio 

Antes de qualquer coisa, escute bem a pessoa que se aproxima de você para compartilhar sobre alguma ocorrência, aguarde ela acabar e depois a console, aconselhe ou fale de seus problemas, para exemplificar se for o caso, mas claro, sem minimizar a situação pela qual a pessoa está passando, demonstre que você se solidariza com o problema dela. 

  1. Identifique seus próprios sentimentos

Muitas pessoas têm um bloqueio quando se trata de reconhecer os próprios sentimentos, uma autoanálise é muito eficaz nesse momento. Saiba diferenciar os seus sentimentos de seus pensamentos racionais, e ainda, aprenda a distinguir emoções parecidas, como por ex: felicidade de excitação, irritabilidade de frustração. Isso é um problema sério, que deve ser encarado com uma vigília e compreensão diárias das nossas emoções e dos sentimentos do próximo.

  1. Aprenda a ouvir com atenção

Por determinado momento, silencie os seus pensamentos e esqueça os seus afazeres, quando for conversar com alguém esteja presente de corpo e alma. Escute com atenção o que lhe for transmitido, preste atenção na linguagem corporal emitida, nos gestos, respiração, postura, expressões. Ninguém gosta de ser interrompido o tempo todo em uma conversa, respeite o momento de fala do outro e aguarde a sua hora de falar.

 

  1. Seja gentil se não puder dar atenção no momento

Sabemos que nossas responsabilidades nem sempre nos deixam livres para nos dedicarmos ao próximo. Quando você estiver sem tempo para ouvir, ou mesmo estiver sem condições de ajudá-la naquele instante, expresse isso de forma cordial e delicada, assegurando à pessoa que vai separar um tempo para ouvi-la e ajuda-la com mais atenção. A pessoa se sentirá tão grata por esse simples gesto, que irá agir com plena compreensão.

  1. Evite demonstrar tédio, cansaço ou pressa

Se alguma pessoa parar para conversar com você, demonstre interesse genuíno e fique atento para não cair no hábito da correria diária, mesmo sem querer, pois assim irá passar uma imagem ruim de quem não quer ouvi-la, se realmente não puder falar, seja sincero e explique de forma cortês.

  1. Pergunte a outras pessoas o seu ponto de vista referente a alguma situação 

Essa habilidade te ajudará a apurar ainda mais suas próprias habilidades empáticas. Quando te falarem o ponto de vista diverso, compare em silêncio com a sua forma de pensar e entenda com a cabeça do outro também. Quanto mais praticar, mais expandirá suas formas de resolução e compreensão acerca de algum fato.

  1. Demonstre interesse

Através de sua postura, mostre que está interessado. Conforme o teor da conversa e da intimidade com a pessoa que se fala, interaja com empolgação verdadeira, fale para o próximo expressões como: “que legal”, “nossa”, “que interessante”.

  1. Utilize a linguagem corporal 

Os gestos são extremamente eficazes na hora de confortar alguém que estiver passando por um momento desagradável. Emita um olhar compreensivo, um abraço caloroso, um segurar de mãos verdadeiro, tudo isso, muitas vezes vale mais do que palavras. 

  1. Cultive a curiosidade por estranhos

Pessoas muito empáticas têm uma imensa curiosidade pelo desconhecido. Geralmente elas falam com pessoas em todos os lugares, no banco ao lado do ônibus, no metrô, shopping, shows, em templos, são muito sociáveis, é uma curiosidade nata. A curiosidade aumenta a nossa empatia quando falamos com pessoas fora do nosso círculo social habitual, pois são vidas e pontos de vistas totalmente diferentes.

Semear a curiosidade vai além de uma conversa simples sobre o clima, é um mergulho dentro da cabeça de outra pessoa, temos a chance de desenvolver essa tática todos os dias, sempre tem alguém novo. Para conversar com um estranho toda semana exige-se coragem.

  1. Pratique a empatia com quem te irrita

Para desenvolver a tolerância social, esse é um tópico relevante também, esforce-se para entender todos, até os que te tiram do sério, ao final desse exercício você pode ter uma opinião diferente sobre o ponto de vista de tal pessoa.

  1. Lembre-se que cada pessoa é um universo

Cada pessoa nesse mundo tem uma personalidade e princípios diferentes, somos todos únicos. Ter empatia é a capacidade de se relativizar perante o outro e tentar compreender com essa visão.

REFLEXÕES SOBRE A EMPATIA

“Na maioria das vezes, as pessoas falam e agem partindo de seu próprio ponto de vista. Raramente veem ou procuram ver o lado da outra pessoa. Se, por alta de compreensão, você entrar em conflito com alguém, lembre-se de que é tão culpado quanto o outro, independentemente de quem começou a discussão”. – Paramahansa Yogananda (A Eterna Busca do Homem).

“Quando nosso coração está repleto de empatia, um forte desejo de eliminar o sofrimento alheio surge dentro de nós.” – Matthew Quick

“A maior expressão de empatia é sermos compreensivos com alguém de quem não gostamos.” – Mark W. Baker

“É muito diferente se as pessoas se podem comportar para com as outras como espectadoras ou se participam sempre do seu sofrimento, da sua alegria ou da sua culpa: estas são as que verdadeiramente vivem.” – Hugo Von Hofmannstha

“O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar. Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referenciais. Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca.” – Arnaldo Jabor

“Para compreender as pessoas devo tentar escutar o que elas não estão dizendo, o que elas talvez nunca venham a dizer.” – Sir John Enoch Powell

“A verdadeira felicidade está na aquisição da empatia. Se você pode se sentir feliz por alguém, pode ser feliz por alguém, pode ser feliz consigo mesmo até nos momentos mais difíceis. O valor real não está no tradicionalismo barato, e sim, na ação altruísta de quem vive acreditando que o melhor do mundo é aquele que se preocupa com o próximo.” – Matheus Horácio

“A verdadeira compaixão não significa apenas sentir a dor de outra pessoa, mas ser motivado a eliminá-la”. – Daniel Goleman

“Tudo na vida é difícil, desde que a compreensão e a boa vontade não sejam utilizadas.” – François Rabelais

“Cultivar estados mentais positivos como a generosidade e a compaixão decididamente conduz a melhor saúde mental e a felicidade.” – Dalai Lama

“A empatia é uma das únicas capacidades que nos salva de generalizarmos nossas verdades pessoais em detrimento da realidade que é fornecida pelo outro.” – Josie Conti

“O amor é filho da compreensão; o amor é tanto mais veemente, quanto mais a compreensão é exata.” – Leonardo Da Vinci

“A comunicação olhos nos olhos com verdade e empatia é a melhor ferramenta para criar sentimentos e moral. A melhor e mais verdadeira religião a seguir, sem coação psicológica no medo.” – Armando Ribeiro

CONCLUSÃO

Por fim, entenda que o que é verdade para você não necessariamente será para outra pessoa, afinal, o que é verdade? Depende do ponto de vista, cada um tem a sua verdade e não tem nada de errado com isso, cada um vive a realidade que cria para si conforme seus princípios, e com a empatia aprendemos a entender um pouco mais sobre esse imenso universo de pensamentos alheios aos quais estamos direta ou indiretamente interconectados.

Agora que você chegou até aqui e viu os diversos benefícios que a empatia poderá manifestar na sua vida, que tal praticar um pouco? Não precisa fazer tudo o que eu falei acima, vá aos poucos, conforme se sentir confortável.

Desenvolva os seus relacionamentos interpessoais e sua capacidade empática diariamente.

“A verdadeira viagem do descobrimento não consiste em procurar novas paisagens, mas em ver com novos olhos.” – Marcel Proust.

A empatia é para todos!

O que é Pubbhing? Você pode praticar ou ser vítima sem saber

Desde que esses dispositivos surgiram, com ênfase nos smartphones, apareceram tudo ficou mais fácil, e tem ajudado em tudo praticamente virou uma extensão das pessoas, mas além dos benefícios, a dependência dessa ferramenta fica cada vez mais evidente. Não raramente, muitos se sentem perdidos ou isolados quando se esquece ou a bateria do aparelho acaba. Quem se identificou?

Atualmente essa prática tem se tornado cada vez mais comum com os avanços da tecnologia, claro que não estou falando que o avanço tecnológico é ruim, ao contrário, é maravilhoso, porém assim como tem o lado bom, também vem o lado perigoso e desequilibrado do seu uso. 

SIGNIFICADO 

De acordo com o site Wikipédia Phubbing é um termo inglês criado como parte de uma campanha pela Macquarie Dictionary a partir das palavras snubbing (esnobar) e phone (telefone) para descrever o ato de ignorar alguém usando como desculpa, um telefonema, mensagem ou outros através de um smartphone.

Conscientemente ou inconscientemente, quem nunca fez isso? Quem nunca teve a sensação de conversar com alguém que presta mais atenção ao celular do que no que está sendo falado?

Para muitos essa prática já virou hábito, ocorre que, isso está aumentando com o tempo, e devemos ver com olhos de alerta para não praticarmos ou cairmos nessa cilada.

VÍTIMAS DO PUBBHING

No Texas, foi realizado um estudo da Universidade de Baylor University, onde 46% dos 145 entrevistados confirmaram o uso do celular como problema nos relacionamentos com seus parceiros de diferentes formas e intensidades. “Às vezes”, “frequentemente” e “o tempo todo” foram as expressões utilizadas para mensurar a regularidade do desconforto. Em mais de 20% dos casos, a situação encerrou em conflito.

A pesquisadora Meredith David em seu relatório de estudo afirmou o seguinte: “Nas interações sociais diárias, as pessoas acham que distrações momentâneas com o celular não são um problema sério. Mas essa pesquisa mostra que, na medida em que isso ocorre com um casal, é pouco provável que o indivíduo ignorado esteja feliz no relacionamento”.

A Pew Internet fez uma pesquisa nos Estados Unidos com 2277 adultos, dessas pessoas 13% admitiram que fingem usar o celular para evitar o contato com outras pessoas, dentre elas, a maioria entre 18 e 29 anos.

A terapeuta de casal, família e uma das fundadoras do Instituto do Casal, Denise Miranda de Figueiredo afirma que “O mais sério disso é que, hoje em dia, o celular entra como terceiro elemento. Você não consegue mais estar só com seu amigo ou parceiro. Em vez de entrar como um elemento que comunica, ele afasta”.

A especialista explica que as pessoas que vão ao instituto reclamam muito sobre como o outro não presta atenção nelas, não interage ou não tem mais interesse nelas. As queixas são parecidas: desvalorização, falta de amor, falta de consideração, “é como se elas perdessem o espaço para o celular, que acaba representando esse universo de interesse que compete com a outra pessoa”.

Os pesquisadores de um estudo publicado no Journal of Applied Social Psychology afirmaram que essa prática pode ser bem prejudicial, já que vem ocorrendo com frequência. O estudo demonstrou que o phubbing ameaça quatro carências do ser humano: 1. o sentimento de pertencimento, 2. a existência significativa, 3. a autoestima e 4. o autocontrole das pessoas esquecidas.

Conforme um artigo publicado pela Computers in Human Behavior, o simples ato de enviar mensagens de texto enquanto se conversa com alguém torna o diálogo insatisfatório.

O celular é capaz de distrair a atenção de alguém até mesmo quando está desligado. Muitos não conseguem dividir os seus horários, sofrem de ansiedade, de não conseguir esperar para responder as mensagens, e-mails, entrar nas redes sociais, etc… a lista de afazeres é imensa, sempre tem algo pra fazer no celular e isso deixa a pessoa em um loop inconsciente.

A esse respeito, outra pesquisa feita pelo Journal of Social and Personal Relationships, descobriu que quando tem um celular presente, mesmo que ninguém esteja usando, as pessoas próximas se sentem menos conectadas umas com as outras.

Nesse caso, inicia-se a dúvida, o celular vem para desenvolver o contato social ou serve de barreira para o contato humano? Tudo depende de como essa ferramenta é utilizada.

O site Gazeta do Povo, em sua sessão Viver Bem compartilha conosco uma entrevista com a Arquiteta Cíntia Rocha Santos, de 40 anos, uma vítima do ato:

“Depois do WhatsApp meu casamento foi ladeira abaixo”, Para Cíntia, o aplicativo de mensagens foi um dos principais motivos que levaram sua união de 11 anos ao fim. “Tudo começou ali. Ele acordava e já pegava o telefone, ia ao banheiro com o aparelho, ficava conectado nas horas de descanso. Todo o tempo livre que a gente tinha era assim”, desabafa.” “Durante as refeições, a família – composta por Cíntia, o marido e as duas filhas de 11 e 5 anos –, parecia nunca estar só. Dezenas de notificações pipocavam dos grupos do WhatsApp: amigos do futebol, colegas de trabalho, primos e primas “falavam” ao mesmo tempo.

Na ânsia do marido em responder a todos e se manter na conversa, quem ficava de fora dos papos eram a esposa e as filhas. “Pedi que ele não o usasse enquanto estivesse na mesa com as crianças”, lembra. Em uma tentativa de despertar a atenção do pai, as filhas escreveram bilhetinhos pedindo para que ele ficasse longe do celular. Não deu certo e, aos poucos, Cíntia se adaptou à situação. “Nossa comunicação começou a ser via WhatsApp. Eu mandava mensagem dizendo que o jantar estava pronto ou que ele precisava cuidar das crianças. Isso potencializou a falta de interesse. Me senti abandonada”, conta. Dois anos depois, o divórcio. Ela notificou o ex-marido de que estava saindo de casa através de uma mensagem, como já era costume.”

 

NOMOFOBIA – VOCÊ SABE O QUE É?

É a necessidade de estar sempre ‘por dentro’ de tudo o que acontece e o receio de ficar sem celular, a expressão vem da junção de ‘no’ (não) + ‘mo’bile (celular) + fobia (medo). 

A terapeuta Denise Miranda define da seguinte forma: “Há um movimento em que as pessoas não podem perder nada, porque acham que isso as coloca fora dos acontecimentos”. 

O coordenador do Grupo de Dependências Tecnológicas do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas, Cristiano Nabuco, fala que duas coisas poderão ocorrer: a depressão pode levar alguém ao uso desmoderado do celular ou o contrário. E ainda afirma: “quanto mais as pessoas se abstém das relações e vive no seu mundo, a gente percebe que o uso excessivo já está cumprindo alguma função”.

 

“Ela acha que alguém pode estar falando dela, que está perdendo algo. A necessidade é tanta, que ela imagina que o celular está vibrando e não pode pensar que a bateria vai acabar”, afirma Cristiano Nabuco.

Em 2015, os cientistas turcos da Universidade Osmangazi Eskisehir (ESOGU), em um estudo pioneiro sobre phubbing, definiram o comportamento como uma soma de vícios: vício de celular, vício de SMS, vício de mídias sociais, vício de internet e vício de games, vício de SMS, hoje em dia, praticamente desapareceu, para dar lugar a um vício talvez mais forte, o de, Messenger, WhatsApp e apps de mensagens semelhantes.

As numerosas ferramentas que um dispositivo (por exemplo, o smartphone), traz são um ‘atrativo’ para o cérebro, e sabemos que muitos deles são apenas distrações. O terapeuta Nabuco, explica que “O cérebro, na medida em que percebe que o aparelho oferece várias possibilidades, elege o celular como item de suma importância de forma inconsciente. Estima-se que o cérebro começa a liberar dopamina, hormônio neurotransmissor ligado aos efeitos de satisfação e motivação”.

O coordenador explica que a nomofobia é como se a tecnologia roubasse uma sequência de prioridades da vida de uma pessoa. Se a princípio essa prática é impulsiva, com o decorrer do tempo ela se tornará ainda mais viciante e inconsciente.

Com o tempo, as pessoas sequer se dão conta da gravidade desse ato e acabam perdendo a sensatez para enxergar isso, diz o especialista. É aí que esse hábito começa a ser praticado em todos os momentos. Nabuco aponta: “Perdeu-se o ‘cuidado’ de que as coisas não estão bem. Para a pessoa do lado, passa a sensação de que o que está no celular é mais importante do que a pessoa”.

COMO EVITAR O PHUBBING 

Para evitar esta prática é necessário desenvolver bons hábitos. Para começar, pare de evitar as pessoas com a desculpa do celular, ao entrar em contato com uma alma humana, tenha empatia, as pessoas têm sentimentos.

Desenvolva o autocontrole, se você tem consciência de que utiliza o celular o tempo todo e muitas vezes quando está conversando com outras pessoas, pare e repense, isso é saudável de alguma forma? Sabemos que não.

Se for fazer uma viagem, evite o uso do celular o tempo inteiro, aproveite para apreciar o local, conhecer pessoas novas, a cultura local, apreciar o momento e as companhias que estão viajando com você.

Muitas pessoas praticam o pubbhing para escapar dos problemas pessoais. Se autoanalise, reconheça seus sentimentos e pare de usar o celular como uma desculpa para não encarar o que você está em seu interior.

Reserve momentos a sós com seu parceiro ou com quem quer que seja que você ache que precise de atenção e deixe o celular de lado, se dedique a este momento, pratique a conversa, desenvolva ou reavive o interesse pela vida do outro.

Se o pubbing vem sendo praticado no ambiente familiar entre pais e filhos, perceba com que frequência isso está ocorrendo e qual o sentimento e consequências isso vem gerando? Elabore programas em que todos os integrantes possam participar sem uso do celular, livre de interrupções, uma conversa, um jogo, um filme em grupo, existem infinitas possibilidades.

Uma outra ótima dica é evitar o celular nas horas de refeições, um artigo do Journal of Experimental Social Psychology, revela que as pessoas que olham para seus celulares enquanto comem em companhia apreciam menos sua comida e se sentem menos envolvidas em comparação com aquelas pessoas que preferem não utilizar a ferramenta durante a refeição. 

Em nenhuma hipótese tente proibir o uso do celular para alguém, isso não resolverá nada e apenas irá piorar a situação. Esteja disposto a resolver essa questão com uma conversa honesta, se você é a vítima, explane como você se sente com relação a isso.

CONCLUSÃO 

De acordo com os psicólogos, informatas e economistas que estudam o assunto, o pubbhing tem consequências expressamente negativas na vida das pessoas, pois provoca conflitos no que se refere ao uso do celular, diminui a satisfação e entusiasmo nos relacionamentos e inconscientemente reflete nem uma menor satisfação com a vida.

O fato é que os celulares e as mídias sociais, destinados a conectar as pessoas, talvez estejam impedindo que se conectem.

O celular é uma ferramenta maravilhosa no que diz respeito à interconexão social, mas o seu uso de forma desequilibrada, definitivamente tem de ser encarado como um alerta e extremamente prejudicial às interações humanas.

Receber atenção de pessoas que gostamos ou de quem nem sequer conhecemos, já melhora muito o nosso dia. É muito bom ter alguém disposto a nos escutar, a nos fazer rir, é ótimo saber que essas pessoas estão por perto se um dia precisarmos e ainda que gostam de nossa companhia. Com isso, percebemos que não estamos sozinhos e que tem pessoas no mundo que realmente se importam conosco.

 

Faça uso da tecnologia de uma forma consciente e equilibrada, demonstre consideração pelas pessoas ao seu redor e lembre-se a mudança começa por você.

Uma meditação de 10 minutos sobre amor e conexão

Tara Brach e seu marido, professor de meditação Jonathan Foust, desenvolveram uma prática regular para manter as linhas de comunicação abertas e manter uma conexão profunda e amorosa entre o casal. Eles praticam duas vezes por semana.

Veja abaixo como ela sugere praticar

Praticar: Mantenha as linhas abertas

1) Comece sentado silenciosamente juntos por 10 a 20 minutos, conforme o tempo permitir.

2) Em seguida, revezem-se dizendo um ao outro pelo que são gratos , o que está animando seu coração no momento. “Isso se chama alegrar o coração e serve como uma boa maneira de abrir o canal de comunicação”, diz Tara.

3) Depois de expressar gratidão individualmente, reveze-se nomeando quaisquer desafios específicos com os quais você está lidando e que atualmente estão causando estresse. Essas são dificuldades que você enfrenta além do seu relacionamento.

4) Em seguida, aprofunde sua investigação revezando-se em algo que possa estar restringindo o senso de amor e abertura que você sente em relação ao seu parceiro(a). Primeiro, você pode se perguntar: “O que há entre mim e sentir-se aberto e íntimo com meu parceiro?” Essa é potencialmente a parte mais complicada da prática, além da mais gratificante.

“O que há entre mim e sentir-me aberto e íntimo com meu parceiro?” Essa é potencialmente a parte mais complicada da prática, além da mais gratificante.

“Nomear verdades difíceis é a melhor maneira de trazer mais amor e compreensão para um relacionamento”, explica Tara. Por exemplo, ela diz: “Há momentos em que fico ocupado e Jonathan assume uma parte maior das responsabilidades domésticas e acaba se sentindo desvalorizado, e preciso ser lembrado para expressar minha gratidão. Quando reconhecemos o que poderia causar ressentimento se não for dito, isso nos aproxima mais. ”Mas, ela alerta, para que essa etapa seja produtiva, é essencial que os dois parceiros pratiquem a fala e a audição de um local de vulnerabilidade , sem culpar o outro. pessoa.

5) Em seguida, expanda sua pergunta para ver se há alguém em seu círculo mais amplo de família, amigos ou sociedade em geral que seja importante para você como indivíduo ou como casal, e que também chame sua atenção. Reveze-se na identificação deles e sinta o que pode servir ao bem-estar nesse domínio maior do relacionamento.

6) Por fim, aproveite alguns momentos de apreciação silenciosa juntos, idealmente em um abraço longo e terno.

 

Como ser feliz o tempo todo

Aonde encontrar aquele “algo mais” que todos procuram? a plena satisfação? Como encontrar a felicidade em tudo e todos?

Este artigo oferece dicas simples, mas profundas, para você ser feliz em todas as circunstâncias.

Se você transformar positivamente o seu estado de consciência, as portas da percepção se abrirão para você! E certamente você conseguirá ser feliz o tempo inteiro.

Então você pensa: “Mas isso é impossível, sempre tem algo para me decepcionar! Como posso ser feliz o tempo todo?”

Então o Universo te responde: “Que assim seja!”

Tudo o que você realmente afirma, sente, acredita como verdade, você acaba manifestando em sua realidade, e isso já foi comprovado pela física quântica.

O universo é pura energia vibrando, quanto mais vibramos na energia do Amor e da Felicidade, mais situações que nos façam feliz e plenos de amor em nossos corações atrairemos. É bem simples, não acha?

Então você deve estar se perguntando: “Sim, é bem simples! Mas eu já fiz isso e não deu certo, por quê?”

Podemos dizer que você tomou a iniciativa de mudar, mas lá no fundo de sua alma você não acreditou nessa mudança, e o seu subconsciente te jogou no loop da negatividade mais uma vez.

No pensamento positivo não existe espaço para dúvidas, podemos enganar as pessoas ao nosso redor, mas não podemos enganar a nós mesmos, nem a Inteligência Divina existente no universo. Atraímos sempre o que vibramos, isso é fato.

Quando você entende isso, a sua percepção de realidade começa a mudar, bem como as experiências de sua vida vão se alinhando com os sentimentos que você está emitindo.

A Felicidade é a base do sucesso em qualquer aspecto da nossa vida.

“A felicidade depende, até certo ponto, de condições externas, mas, principalmente, das nossas atitudes mentais […] Em essência, as condições não são nem boas nem más; são sempre neutras, parecendo ser depressivas ou animadoras por causa da atitude mental triste ou alegre do indivíduo que as considera”. – Paramahansa Yogananda (2008, p. 115).

A BUSCA PELA FELICIDADE NO LUGAR ERRADO

A Felicidade não é algo que você possa alcançar somente no mundo externo, a felicidade é um estado mental. Tentar buscar a felicidade fora de nós mesmos é mesma coisa de tentar agarrar uma nuvem.

Muitas pessoas colocam a sua “felicidade” dependente de algo ou alguém, jamais faça isso! É muito perigoso, pois ao mero deslize de fatores externos você cairá em tristeza, e isso abala o seu bem-estar físico, mental e espiritual, não se deixe abalar por situações externas, a sua felicidade é muito valiosa para depender de fatores externos.

A felicidade também não se compra, o poder temporal e o dinheiro não são um estado mental. Certamente você sabe disso! Quantas pessoas já alcançaram de tudo na vida material, porém ainda continuam infelizes, ou buscando melhorar, ou buscando “algo mais”, e a satisfação nunca vem.

Ninguém aqui está falando que o dinheiro é algo ruim e que não traz felicidade, com certeza traz felicidade sim, podemos fazer coisas maravilhosas com a energia do dinheiro, pois somos todos merecedores de prosperidade ilimitada, somos feitos à imagem Divina, o que realmente faz a diferença nesse quesito é o estado de consciência que você lida com essa energia.

A felicidade nunca será encontrada fora do seu Eu. Precisamos nos internalizar e encontrar a alegria sempre nova dentro de nós mesmos.

“Mude seus pensamentos, se desejar mudar as circunstâncias da sua vida. Uma vez que é o único responsável por seus pensamentos, somente você poderá muda-los. Você vai querer fazê-lo quando compreender que cada pensamento cria as coisas de acordo com a sua própria natureza. Lembre-se de que essa lei atua sempre, e que o que você exibe está sempre de acordo com a espécie de pensamentos que tem habitualmente. Portanto, comece agora a ter apenas os pensamentos que lhe trarão saúde e felicidade.” – Paramahansa Yogananda (2008, p. 116).

A FELICIDADE É UMA ESCOLHA

Se você teima em afirmar que a sua vida é cansativa e decepcionante, nada no universo poderá mudar isso, porém, quando você começa a acreditar que tudo à sua volta é um mar de rosas, se prepare, pois rios de bênçãos cairão sobre você.

O padrão do pensamento negativo muitas vezes pode estar enraizado no seu subconsciente desde criança e você sequer se dá conta disso. A forma que uma pessoa pensa, depende de uma gama de fatores e uma delas são as influências externas, como por ex: família, amigos, programações de tv, músicas, etc.

Todas as informações que crescemos acreditando não brotaram de nossa própria conclusão, mas de conclusões dos fatores ao nosso redor e nem sempre isso é positivo.

Uma expressão extremamente limitante que eu cresci ouvindo e acreditei por um bom tempo foi que “Não dá pra ser feliz o tempo todo”.

Hahaha! Hoje eu dou risada disso, pois sei que é uma limitação mental que me foi imposta por crenças externas, quando me dei conta disso, despertei e me libertei e mudei a forma como eu enxergava a realidade, e de fato, tudo mudou e vem mudando mais e mais todos os dias de forma positiva.

Hoje acredito extremamente nos poderes do Amor e da Felicidade como modeladores para uma vida harmoniosa.

Liberte a sua mente da sua própria prisão interior, permita-se acreditar em uma vida bela, feliz, cheia de prosperidade, saúde, amor e tudo que há de bom.

Basta você realmente acreditar. Sei que no início pode não ser fácil, mas quando você conseguir reprogramar a sua mente para o lado positivo, você perceberá as mudanças ocorrerem. Vale o esforço!!

Um ótimo conselho para desenvolver o sentimento da felicidade o tempo inteiro é começar a prática da meditação, pois ao mergulhar dentro de você mesmo, você encontrará a maior das felicidades, o reflexo Divino em seu interior.

A meditação diária nos equilibra na esfera física, mental e espiritual. Esta maravilhosa prática nos leva a encontrar o nosso paraíso portátil interior e externalizá-lo.

O mundo externo é um reflexo do mundo interno. Quando entramos em sintonia com a nossa paz interior, a nossa realidade se alinha à mesma sintonia.

“Muitas vezes, ficamos sofrendo sem fazer um esforço para mudar. É por isso que não encontramos paz e contentamento duradouros. Se perseverássemos, certamente seríamos capazes de superar todas as dificuldades. Precisamos nos esforçar para passar da infelicidade à felicidade, do desânimo à coragem.” – Paramahansa Yogananda (2008, p. 117)

EVITE OS LADRÕES DA FELICIDADE

Se você está buscando a alegria duradoura, evite a influência dos maus hábitos, pois cedo ou tarde, essas más ações acabam por gerar infelicidades.

Muitos se permitem ser escravizados pelos próprios hábitos.

O pensamento negativo é uma ignorância mental, pensar e agir negativamente somente atrairá mais do mesmo. E é isso o que você quer? Claramente que não, ninguém quer isso!

Evite reclamar, julgar, fofocar, mentir. Quando você se concentra no lado mau das coisas, acaba perdendo de vista o lado bom, e isso é mais fácil do que você imagina. Muitos agem de forma negativa com extrema naturalidade. O importante é estar vigilante!
Esteja alerta! Não deixe que seus pensamentos e hábitos te controlem, tome as rédeas da situação e controle você as suas ações e formas de pensar, entenda, você é a alma observadora por traz da mente e corpo carnal.

Por quê reclamar da vida, quando existe tanta beleza para se apreciar? Vivemos em um mundo de dualidade, tudo o que você percebe tem um lado positivo e um negativo.

Lhe sugiro um desafio: Ficar um dia inteiro sem reclamar de absolutamente nada da vida e apenas agradecer por tudo.

Ao fim do dia, você perceberá que estará se sentindo bem melhor. Se você praticar isso todos os dias, verá o maravilhoso poder universal conspirar a seu favor.

A gratidão é a chave que abre as portas da felicidade. Alinhe-se com essa energia.

“Você afirma a tristeza o tempo todo; portanto, ela existe. Negue-a em sua mente, e ela não existirá mais. Afirmar o Eu desse modo é o que chamo de herói no homem. É isso que constitui a sua natureza essencial ou divina. A fim de ficar livre da tristeza, o homem tem de afirmar seu eu heroico em todas as suas atividades diárias.” – Paramahansa Yogananda (2008, p. 116).


O SEGREDO É A SIMPLICIDADE

Muitos ligam a simplicidade à miséria, mas essa expressão nada tem a ver com escassez.

Simplicidade é viver uma vida equilibrada, moderando os extremos da vida. Esse é o segredo da felicidade interior.

Nós, seres humanos, somos felizes de nascença, a nossa natureza é o amor, apenas esquecemos isso as vezes, muitos ainda não se recordaram desse fato, por isso vivem uma vida de infelicidades constantes.

A simplicidade consiste em esforçar-se ao máximo em reduzir necessidades e desejos, pois estes não têm fim, nunca terão, a menos que busque a plena satisfação em seu interior. Seja tão feliz internamente que nada possa te abalar externamente.

Procure a felicidade em sua alma, interiorize-se, medite, marque um encontro consigo mesmo e deixe que o seu Eu te conduza ao seu estado mais elevado, de encontro ao Divino.

COMPARTILHE A SUA FELICIDADE COM O PRÓXIMO

Quando abandonamos os nossos desejos egoístas e passamos a fazer os outros felizes, estamos indo de encontro à verdadeira felicidade.

Quando ajudamos o próximo, estamos ajudando a nós mesmos, pois no final viemos todos da mesma Fonte Divina, Deus é a divina consciência que se manifesta em muitos, criando a ilusão da separação, quando nos damos conta disso, percebemos que sempre fomos todos um, brincando de vários.

Proporcionar felicidade aos nossos semelhantes é uma ação extremamente gratificante. Quão feliz você será! não há nada no mundo que pague um coração agradecido por uma boa ação.

Ao ajudar o próximo, você perceberá que o universo se encarregará de suprir as suas próprias necessidades. Que maravilhoso, não é? Essa é a Lei do Retorno.

“Viver só para si mesmo é a origem de todo sofrimento.” – Paramahansa Yogananda (2008, p. 127)

LIBERDADE E ALEGRIA INTERIORES

Você é uma poderosa fonte de Luz e foi criado à imagem de Deus, desperte do sonho da infelicidade e perceba que você pode criar uma realidade cheia de milagres.

A verdadeira felicidade reside em seu interior, desenvolver a calma em todas as situações da vida é muito importante, quanto mais você fizer isso, mais elevará a sua vibração e conseguirá lidar com suas emoções e fatos externos de uma forma mais fácil e leve.

Assim como em um pesadelo, quando estamos dormindo, ficamos desesperados, mas quando acordamos percebemos que está tudo bem, a mesma coisa é com a felicidade, quando descobrimos que podemos criar uma vida linda, acordamos da ilusão do pesadelo de uma vida desafortunada.

O equilíbrio é a chave, não fique eufórico nem deprimido com as situações que acontecerem em sua vida, contemple o espetáculo cósmico com a mente tranquila, pois os altos e baixos da vida não passam de ondas marinhas em um fluxo constante, basta que você não se envolva emocionalmente com ela, mas permaneça calmo e feliz no seu templo de paz interior.

Enquanto o conquistador que existe no homem estiver desperto, nenhuma tristeza poderá projetar sua sombra no limiar de seu coração. (…) Desperte o homem vitorioso em você mesmo. Levante o herói adormecido, e – eis aí! – nenhuma tristeza jamais o oprimirá novamente” – Paramahansa Yogananda (2008, p. 118).

JAMAIS PERCA A ESPERANÇA

Por mais que você pense que a sua vida é difícil, pense como você mesmo pode ajudar a mudar a sua realidade e trazer a alegria constante para o seu dia-a-dia.

Vamos lá! Não é difícil colocar em prática tudo o que eu falei neste artigo, é uma questão de pensar, agir e sentir o lado positivo da vida. Você verá que com o tempo ficará mais fácil e se você tiver força de vontade você se pegará pensando apenas coisas boas, é uma questão de vigiar a própria mente.

Lembre-se, você não é os seus pensamentos, você é a alma observadora por trás dos seus pensamentos! Medite no pensamento: “Eu sou grato(a) pela minha vida abençoada, chuva de bênçãos caem sobre mim!”

“Se você desistiu de ter a esperança de ser feliz um dia, alegre-se. Jamais perca a esperança. Sua alma, reflexo do Espírito eternamente cheia de alegria, é, em essência, a própria felicidade. […] Se é felicidade o que você deseja, tenha-a! Não há nada que o possa impedir.” – Paramahansa Yogananda (2008. p. 115).

Lembre-se, não é quantas vezes você cai, mas quantas vezes você se levanta! Nunca perca a esperança de melhorar.

 

Referências:

Paramahansa Yogananda,  Onde Existe Luz – Discernimento e Inspiração para Enfrentar os Desafios da Vida. Los Angeles – Califórnia (USA). Self-Realization Fellowship, 2008.

 

por-que-devemos-conversar-com-estranhos-universo-empatico

Por que devemos conversar com estranhos | Kio Stark – TED

“Sou obcecada por falar com estranhos. Eu olho nos olhos, digo oi, ofereço ajuda, escuto. Ouço todo tipo de histórias. Por volta de sete anos atrás, comecei a documentar minhas experiências para tentar descobrir o porquê. Descobri que havia algo muito lindo acontecendo. Quase poético. Essas experiências eram muito profundas. Eram prazeres inesperados. Eram conexões emocionais genuínas. Eram momentos libertadores. Quando conversamos com estranhos, fazemos interrupções lindas na narrativa prevista das nossas rotinas diárias e das deles”, diz Kio Stark.

Nesta palestra encantadora, Stark explora os benefícios negligenciados de ultrapassarmos nosso desconforto implícito de conversar com estranhos e de abraçarmos aqueles momentos breves, porém lindos, de conexão genuína.

É maravilhoso quando podemos sair da nossa zona de conforto e nos abrir para as inúmeras possibilidades que a vida oferece a cada momento. Assista a palestra abaixo, experimente conversar com pessoas desconhecidas no seu dia a dia e depois compartilhe  suas experiências conosco.

Por que Devemos Conversar com Estranhos

Autocuidado, para cuidar do outro

 

“Em caso de despressurização da cabine, máscaras de oxigênio cairão automaticamente. Puxe uma das máscaras, coloque-a sobre o nariz e a boca ajustando o elástico em volta da cabeça e respire normalmente, depois auxilie a criança ao seu lado.”

Primeiro você, depois a criança. Essa é a orientação dos comissários de bordo nas viagens de avião. Há tanto tempo, eles estão nos dando essa lição tão importante: é preciso cuidar de você, para que você possa cuidar dos outros.

Acontece que fomos criados numa cultura onde crianças “boazinhas” são as crianças merecedoras de amor. Onde só são dignos de inclusão e pertencimento aqueles que dizem Sim para tudo e para todos, menos para si. Fomos ensinados a sermos bons para os outros, e não para nós mesmos.

Com toques de ironia, Kelly Bryson escreveu em seu livro Não seja Bonzinho, Seja Real:
“As recompensas de ser um bom menino ou uma boa menina incluem depressão, suscetibilidade para explosão, confusão profissional ou falta de realização, ansiedade, não conseguir se conscientizar das suas necessidades, relacionamentos chatos ou conturbados, rancor em ser vítima de ‘pessoas más’, um sutil ódio por si e várias doenças psicossomáticas.”

Autocuidado não é sobre ser egoísta, pensar nas nossas necessidades e não pensar nas dos outros. É sobre entender que para levar alguém a algum lugar, precisamos ter combustível no nosso tanque. Porque quando tentamos levar uma pessoa para algum lugar sem combustível suficiente, acabamos ficando nós dois parados sem chegar a lugar nenhum.

Ana Claudia Quintana Arantes é médica, especialista em geriatria e cuidados paliativos, e escritora do livro A morte é um dia que vale a pena viver. Ela se dedica ao desafio de cuidar das pessoas para que elas tenham uma boa morte. Com ela aprendi que, para que a gente não esgote a nossa capacidade de cuidar, precisamos cuidar de nós mesmos. Ela diz que, “salvando a sua vida, você salva a de todos que você cuida.”

Mas primeiro precisamos saber identificar o nível de combustível no nosso tanque. Entretanto, nem isso a nossa cultura nos incentiva a fazer. Precisamos saber escutar nossas sensações (sinais do corpo) e nossos sentimentos (emoções), que indicam as necessidades que precisam ser atendidas ou valorizadas.

“O benefício de reconhecer nossos sentimentos e nossas necessidades é que eles nos ensinam a ter respeito por nós mesmos. Os sentimentos são como botões piscando no painel de um avião: eles indicam qual função está ou não funcionando, e se uma necessidade está ou não sendo satisfeita.” Thomas d’Ansenbourg

Identificar nossos sentimentos e necessidades é uma prática da Comunicação Não-Violenta chamada Autoconexão.

Diante de uma situação específica conflitante:

Como me sinto?
Qual a minha necessidade não atendida?

Existem algumas ferramentas que podem te ajudar nessa prática de busca por clareza:

Listas de auxílio para a prática da Comunicação Não-Violenta
Como não fomos incentivados a desenvolver um vocabulário que expresse nossos sentimentos e necessidades, é muito comum que tenhamos dificuldades de encontrar palavras que descrevam o que estamos sentindo ou precisando. Podem muito úteis nas práticas individuais de autoconexão.

Cartas de sentimentos e necessidades

Praticar a autoconexão com as palavras que expressem sentimentos e necessidades em forma de cartas pode ser mais fácil, leve e intuitivo do que o uso de listas. É a proposta trazida pelo Baralho da Empatia  e o Jogo Grok.

Escuta empática

A prática da Escuta Empática acontece quando uma pessoa te escuta com atenção, com presença, e sem julgamentos. Sem avaliar, ou diagnosticar, ela, apenas através da empatia, faz hipóteses do que você pode estar sentindo ou precisando.

Se você sente fome, seria muito bom se alimentar. Se você sente sono, imagino que seria bom dormir. Se você sente tristeza, pode ser que precise de acolhimento. Se você sente raiva, pode ser que precise de expressão. Se se sente sozinho, pode ser uma necessidade de apoio.

Apenas quando você conseguir identificar o que você precisa, será possível pensar em estratégias de ação que realmente funcionem. Autoconhecimento é pré requisito para o autocuidado.

Não se trata de encontrar a resposta certa. Ou a solução definitiva para todos os problemas. Mas sim de encontrar o que você dá conta de fazer neste momento.

Sim, pode ser que você perceba que queira fazer uma transição de carreira, mudar de cidade, sair de um relacionamento. Sim! Legal!

Mas pergunte-se também: Hoje, o que eu posso fazer para cuidar de mim? O que pode me ajudar a atender minhas necessidades neste momento?

Autocuidado também é tomar um chá para dor de garganta. É parar e respirar por 1 minuto. É ficar em casa e dormir. É sair para ver os amigos. É pedir comida. É fazer uma comidinha gostosa. É sair sem se arrumar. É sair arrumado. É pedir ajuda.

Quer escutar melhor os outros? Escute a si primeiro. Não é possível escutar outra pessoa com atenção e presença se você estiver cansado demais, morrendo de fome, ou tomado por suas próprias emoções.

Quer ser gentil com as outras pessoas? Seja gentil com você mesmo. Num conflito, num momento desafiador, quando você não conseguir sustentar mais sua máscara de “bonzinho”, é muito provável que, a voz que você usa para falar consigo mesmo, seja a voz que vai escapar quando você estiver falando com os outros.

O primeiro passo para se comunicar de uma forma mais amorosa, mais clara e cuidadosa com os outros, é se comunicando de uma forma mais amorosa, mais clara e cuidadosa com você mesmo.

7 Dicas para Praticar Meditação Mindfulness com Crianças

Praticar Mindfulness com crianças é uma tarefa deliciosa. No nosso blog, dedicamos uma publicação para apresentar uma série de 18 exercícios que podemos fazer com crianças e adolescentes. Desde os 2 anos de idade, a criança pode ser convidada a meditar, a experimentar a atenção plena. Obviamente, pela tão pouca idade, os exercícios se dão em poucos segundos. Pouco a pouco, ela vai ampliando sua capacidade de concentração.

Dentre os benefícios do mindfulness para as crianças e os adolescentes podemos destacar a concentração, pois aprende a ignorar as distrações e colocar foco no momento presente. Também é uma excelente ferramenta de desenvolver a inteligência emocional, posto que a criança aprende a regular suas emoções.

Através da prática da meditação mindfulness, podemos aprender muito das crianças e com elas. Mas, antes de qualquer coisa, para que leve adiante essa tarefa de ajudar seu filho na prática dessa atividade, busque seguir os conselhos abaixo:

1. Tenha constância e paciência.

É preciso que você escolha horários fixos para a prática de Mindfulness. Além disso, também defina a constância, por exemplo, 2 ou 3 dias por semana. Escolha as atividades e defina o tempo a desenvolver a técnica. Considere a idade da criança. Tenha em conta de que o resultado não é imediato. A meditação Mindfulness requer uma prática continua para que se obtenham maiores benefícios.

2. Lugar tranquilo

Escolha um espaço tranquilo onde saiba que não haverá interrupções. Se vai praticar em casa com seu filho, busque um canto da casa que não tenha estímulos que possam distrair a criança, tais como brinquedos, televisão, etc.

Recomendamos que leia também os posts:

  • Ideias para criar uma mesa da paz: aprendendo a se acalmar

  • Trocamos o cantinho da disciplina pelo cantinho da calma?

3. Atitude lúdica

Para as crianças, a meditação deve ser apresentada como uma atividade lúdica, cheia de humor e de aventura. Não pense que será fácil para seu filho sentar-se por 4 ou 5 minutos e ficar quieto porque sim. Para isso, há uma série de atividades que você pode fazer com as crianças.

4. Repita alguns exercícios

Prove as várias atividades de Mindfulness que propomos na nossa seção ‘Mindfulness para crianças’. Observe quais são as preferidas de seu filho. Ainda que o exercício seja o mesmo, a experiência pessoal pode mudar em cada ocasião.

5. Participação ativa

Motive seu filho a praticar a atividade. Para tal, pratique junto com ele. Durante um bom tempo, será necessário que você conduza as atividades, já que é preciso que ele entenda o que é meditar e os benefícios que sua prática continua possa trazer para seu dia a dia. No entanto, esteja atento sempre aos gostos de seu filho. Pode ser que ele queira praticar sozinho. Oriente-o, mas respeite seu desejo.

6. Aceitação das emoções

Explique a seus filhos que é preciso aceitar suas emoções com amabilidade. Há dias em que nos sentimos bem, e outros em que algo nos deixa triste. É preciso que a criança aprenda a reconhecer cada uma emoções que um dia bom ou ruim possa provocar-lhe. Você pode dizer a ele: “Mesmo que hoje não tenha sido um bom dia, você está fazendo bem ao aceitar as coisas tal como são neste momento. Não julgue as experiências das crianças, todas estão bem e fazem parte de seu crescimento como pessoa.

7. Escute

Para uma criança, reconhecer suas emoções é algo muito difícil e complicado. Por isso, busque sempre falar com seu filho sobre as distintas emoções, nominando-as e explicando-as para que ele possa expressar o que sente. Ao final de cada atividade que realize, peça que explique o que sente, que possa dizer se suas sensações são boas ou más, simplesmente fazem parte da vivencia de cada momento. No entanto, não force nada. Caso não queira comentar, respeite sua vontade. Dia pós dia você conseguirá despertar a confiança de seu filho.

Você faz PHUBBING com seu filho?

O Phubbing consiste em ignorar as pessoas presentes em um mesmo espaço (neste caso, nada mais e nada menos, que nossos filhos) para nos dedicarmos às atividades nos celulares (como navegar na rede, conversar no whatsapp, entrar nas redes sociais ou, simplesmente, revisar o celular).

Em poucas palavras, é quando prestamos mais atenção ao aparelho do que naqueles que estão a nosso lado mendigando nossa atenção. Estamos descuidando da interação com eles.

Parece que prestamos mais atenção aos sinais, sons e ruídos VIRTUAIS que fazem os “filhos” de Android/Apple (que se comportam como crianças caprichosas que precisam ser, constantemente, atendidos), e não às necessidades afetivas REAIS das criaturas que trazemos ao mundo.

Levante a mão quem cometeu esse erro… Pois eu também o cometi, e meu filho me fez sabê-lo.

Em seguida, deixo a vocês algumas recomendações que podemos implementar em casa:

  • Antes de mais nada, estar claros de qual é a prioridade no momento. Para tudo há seu tempo, não acham?
  • Explique à criança se estamos esperando uma chamada ou mensagem importante, esclarecendo que devemos atendê-la e, depois disso, deixe o telefone.
  • Nem todos somos neurocirurgiões nem traumatólogos. Isso quer dizer que NEM TODAS AS MENSAGENS que recebemos SÃO URGENTES, ainda que sejam importantes. Portanto, certamente não é caso de vida ou morte.
  • Por último, com a mesma energia e firmeza com a que não lhes permitimos comer na cama ou ver televisão para ficar dormidos, NÃO DEVEMOS LEVAR O CELULAR À MESA, já que esse momento é de conexão… não conexão de WIFI.