7 Dicas para Praticar Meditação Mindfulness com Crianças

Praticar Mindfulness com crianças é uma tarefa deliciosa. No nosso blog, dedicamos uma publicação para apresentar uma série de 18 exercícios que podemos fazer com crianças e adolescentes. Desde os 2 anos de idade, a criança pode ser convidada a meditar, a experimentar a atenção plena. Obviamente, pela tão pouca idade, os exercícios se dão em poucos segundos. Pouco a pouco, ela vai ampliando sua capacidade de concentração.

Dentre os benefícios do mindfulness para as crianças e os adolescentes podemos destacar a concentração, pois aprende a ignorar as distrações e colocar foco no momento presente. Também é uma excelente ferramenta de desenvolver a inteligência emocional, posto que a criança aprende a regular suas emoções.

Através da prática da meditação mindfulness, podemos aprender muito das crianças e com elas. Mas, antes de qualquer coisa, para que leve adiante essa tarefa de ajudar seu filho na prática dessa atividade, busque seguir os conselhos abaixo:

1. Tenha constância e paciência.

É preciso que você escolha horários fixos para a prática de Mindfulness. Além disso, também defina a constância, por exemplo, 2 ou 3 dias por semana. Escolha as atividades e defina o tempo a desenvolver a técnica. Considere a idade da criança. Tenha em conta de que o resultado não é imediato. A meditação Mindfulness requer uma prática continua para que se obtenham maiores benefícios.

2. Lugar tranquilo

Escolha um espaço tranquilo onde saiba que não haverá interrupções. Se vai praticar em casa com seu filho, busque um canto da casa que não tenha estímulos que possam distrair a criança, tais como brinquedos, televisão, etc.

Recomendamos que leia também os posts:

  • Ideias para criar uma mesa da paz: aprendendo a se acalmar

  • Trocamos o cantinho da disciplina pelo cantinho da calma?

3. Atitude lúdica

Para as crianças, a meditação deve ser apresentada como uma atividade lúdica, cheia de humor e de aventura. Não pense que será fácil para seu filho sentar-se por 4 ou 5 minutos e ficar quieto porque sim. Para isso, há uma série de atividades que você pode fazer com as crianças.

4. Repita alguns exercícios

Prove as várias atividades de Mindfulness que propomos na nossa seção ‘Mindfulness para crianças’. Observe quais são as preferidas de seu filho. Ainda que o exercício seja o mesmo, a experiência pessoal pode mudar em cada ocasião.

5. Participação ativa

Motive seu filho a praticar a atividade. Para tal, pratique junto com ele. Durante um bom tempo, será necessário que você conduza as atividades, já que é preciso que ele entenda o que é meditar e os benefícios que sua prática continua possa trazer para seu dia a dia. No entanto, esteja atento sempre aos gostos de seu filho. Pode ser que ele queira praticar sozinho. Oriente-o, mas respeite seu desejo.

6. Aceitação das emoções

Explique a seus filhos que é preciso aceitar suas emoções com amabilidade. Há dias em que nos sentimos bem, e outros em que algo nos deixa triste. É preciso que a criança aprenda a reconhecer cada uma emoções que um dia bom ou ruim possa provocar-lhe. Você pode dizer a ele: “Mesmo que hoje não tenha sido um bom dia, você está fazendo bem ao aceitar as coisas tal como são neste momento. Não julgue as experiências das crianças, todas estão bem e fazem parte de seu crescimento como pessoa.

7. Escute

Para uma criança, reconhecer suas emoções é algo muito difícil e complicado. Por isso, busque sempre falar com seu filho sobre as distintas emoções, nominando-as e explicando-as para que ele possa expressar o que sente. Ao final de cada atividade que realize, peça que explique o que sente, que possa dizer se suas sensações são boas ou más, simplesmente fazem parte da vivencia de cada momento. No entanto, não force nada. Caso não queira comentar, respeite sua vontade. Dia pós dia você conseguirá despertar a confiança de seu filho.

10 maneiras de estabelecer a comunicação empática com o seus filhos

Muitas vezes ouvimos queixas de pais que afirmam fazer de tudo pelo filho mas que não conseguem se conectar com eles o suficiente. Acreditam que erraram em algo, mas não sabem onde nem quando. Essa sensação de culpabilidade, tão própria da (p)maternidade, não deveria nos dominar, já que nos bloqueia. Ela nos impede de perceber que, na maioria das vezes, estabelecer uma comunicação empática, simples, efetiva e respeitosa nos permite conectar melhor com nossos filhos.

Uma comunicação ativa que demonstra a nossos filhos que o que dizem importa é a chave para melhorar o comportamento, posto que reforça o sentimento de pertencimento e valorização que todos desejamos sentir.

  • Como ter uma comunicação ativa com nossos filhos
  • Escuta ativa e seus benefícios para as crianças

Comunicação empática entre pais e filhos

Carla Herrera, treinadora de Disciplina Positiva e diretora de Pequeño Gran Humano, nos convida a praticar estas 10 formas de estabelecer uma comunicação empática com nossos filhos em casa.

1. Olhe nos olhos para demonstrar atenção e interesse.

2. Coloque-se no seu nível. Use linguagem compreensível e entre em seu mundo.

3. Valide as emoções: “Sei como se sente. Também me senti assim alguma vez”.

4. Quando falar com seu filho, deixe o celular de lado.

5. Demonstre-se humano. Nós, pais, também cometemos erros.

6. Pratique escutar sem interromper.

7. Pergunte sua opinião no lugar de sempre dar a sua: “E você, o que opina sobre o que me está contando?”

8. Não minta nem mascare as coisas. Fale com a verdade adaptada ao nível da criança.

9. Fale de seus próprios sentimentos. Dessa maneira, mostrará como expressá-los.

10. Acompanhe o crescimento de seu filho e aproveite o processo.

Disciplina Positiva

Através da Disciplina Positiva aprendemos a centrar-nos em potenciar habilidades em nossos filhos para que possam ser capazes de solucionar problemas por eles mesmos. Também reconhecemos que castigos físicos e psicológicos não são recursos que favoreçam a criar crianças com autonomia, responsáveis e independentes.

Você faz PHUBBING com seu filho?

O Phubbing consiste em ignorar as pessoas presentes em um mesmo espaço (neste caso, nada mais e nada menos, que nossos filhos) para nos dedicarmos às atividades nos celulares (como navegar na rede, conversar no whatsapp, entrar nas redes sociais ou, simplesmente, revisar o celular).

Em poucas palavras, é quando prestamos mais atenção ao aparelho do que naqueles que estão a nosso lado mendigando nossa atenção. Estamos descuidando da interação com eles.

Parece que prestamos mais atenção aos sinais, sons e ruídos VIRTUAIS que fazem os “filhos” de Android/Apple (que se comportam como crianças caprichosas que precisam ser, constantemente, atendidos), e não às necessidades afetivas REAIS das criaturas que trazemos ao mundo.

Levante a mão quem cometeu esse erro… Pois eu também o cometi, e meu filho me fez sabê-lo.

Em seguida, deixo a vocês algumas recomendações que podemos implementar em casa:

  • Antes de mais nada, estar claros de qual é a prioridade no momento. Para tudo há seu tempo, não acham?
  • Explique à criança se estamos esperando uma chamada ou mensagem importante, esclarecendo que devemos atendê-la e, depois disso, deixe o telefone.
  • Nem todos somos neurocirurgiões nem traumatólogos. Isso quer dizer que NEM TODAS AS MENSAGENS que recebemos SÃO URGENTES, ainda que sejam importantes. Portanto, certamente não é caso de vida ou morte.
  • Por último, com a mesma energia e firmeza com a que não lhes permitimos comer na cama ou ver televisão para ficar dormidos, NÃO DEVEMOS LEVAR O CELULAR À MESA, já que esse momento é de conexão… não conexão de WIFI.

5 maneiras de liderar em uma era de mudança constante

Quem disse que a mudança tem que ser difícil? O especialista em mudança organizacional Jim Hemerling acredita que adaptar o seu negócio no mundo atual, que está em constante evolução, pode ser revigorante em vez de cansativo. Ele salienta cinco imperativos, centrados na priorização de pessoas, para tornar a reorganização da empresa uma tarefa fortalecedora e energizante para todos.

 

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Os impressionantes benefícios da meditação para controlar o estresse, melhorar a saúde e alcançar a alta performance (comprovados cientificamente)

Quem pratica regularmente, já conhece muito bem os benefícios da meditação.

Mas para muitos esta ainda é uma prática desconhecida ou que não faz parte da rotina.

E se você ainda não pratica pode estar desperdiçando muito do seu potencial!

Márcia é uma mulher bastante atarefada. Divide seu tempo entre a gestão de sua agência de publicidade, seus dois filhos pequenos e um mestrado em uma das universidades mais conceituadas do país.

Quem olha de fora não consegue entender como ela consegue dar conta de todos seus compromissos e ainda manter o bom humor e a disposição. E sem perder prazos e desapontar seus clientes ou sua família.

Mas nem sempre foi assim!

Há meses atrás, para ela era normal acordar cansada, explodir com seus funcionários ou com os filhos e negligenciar sua saúde.

A transição para um comportamento equilibrado só aconteceu após um momento delicado: um infarto que quase custou sua vida!

O seu médico na época sugeriu que Márcia mudasse completamente seus hábitos e adotasse uma nova prática para auxiliar no controle do estresse: a meditação.

A princípio ela não conseguiu entender como sentar em um local silencioso, fechar os olhos e prestar atenção na respiração poderia ajudá-la a lidar com a ansiedade e o nervosismo. Fato tão constante em seu dia a dia.

O começo foi bastante tumultuado, difícil e ela chegou a pensar em desistir. Mas ela decidiu continuar.

Aos poucos foi vendo pequenas mudanças acontecendo, tanto no seu humor quanto no seu nível de produtividade

Na verdade, sua vida continuou sendo a mesma correria de antes. Com mil compromissos e uma agenda bastante conturbada.

Ainda assim, não só ela, mas também as pessoas que a cercavam, começaram a conviver com uma pessoa muito mais pacientetranquila e feliz.

Alguém que vive todo o seu potencial, antes escondido.

A Márcia, personagem desta história, não existe.

Mas garanto que você deve conhecer alguém muito parecido com ela. Ou talvez até você mesmo(a) se identifique com a descrição que fiz acima.

E seja para a Márcia ou para você, os benefícios da meditação estão disponíveis para quem quiser. Basta começar a praticar!

Ficou curioso(a) para conhecer os benefícios da meditação? Então continue lendo este artigo para aprender mais sobre:

  • Será que a meditação não passa de um modismo?
  • Benefícios da meditação para a saúde
  • Benefícios da meditação contra o envelhecimento
  • Benefícios da meditação para a alta performance
  • Grandes empreendedores que adotaram a prática da meditação

Meditação é a nova moda?

benefícios da meditação

A palavra “meditação” vem do latim “meditatum”, que significa ponderar. A primeira vez que o termo foi utilizado foi pelo Monge Guigo II, no século 12.

Os primeiros registros da prática eram geralmente associados a um contexto religioso. Especialmente em alguns registros pré-históricos, onde as civilizações mais antigas entoavam mantras e entravam em uma espécie de êxtase durante os rituais de oferenda para seus deuses.

Escrituras na Índia sugerem que a forma de meditação mais próxima do que conhecemos hoje surgiu há cerca de 3 mil anos antes de Cristo.

Com o passar do tempo, a prática se espalhou pela Ásia.  E foi sofrendo pequenas transformações ao ser adotada por diversas religiões como o Budismo, o Hinduísmo e o Judaísmo.

Apesar dos métodos serem diversos, o objetivo da meditação era um: entrar em contato com a essência e evoluir.

Durante muito tempo, a meditação ficou restrita a países orientais.

Somente no século 20  a meditação foi popularizada nos Estados Unidos por Paramehansa Yogananda, guru indiano que definiu como propósito de vida difundir a prática no Ocidente.

Como a meditação ganhou tanta popularidade

beneficios meditação

Hoje, se você não pratica meditação com regularidade, certamente conhece alguém que é adepto.

São inúmeras academias de Ioga e escolas de meditação espalhadas por todo lugar. O que faz parecer que meditar é apenas uma modinha para parecer “cool“.

Mas nem sempre foi assim.

A princípio houve uma grande resistência à prática da meditação no Ocidente. Tanto pela sua associação com religiões não praticadas no Ocidente, quanto pela crença de que para praticar seria necessário se isolar do mundo. Exatamente como os monges budistas.

Foi somente a partir de 1960 que os benefícios da meditação começaram a ser seriamente estudados por pesquisadores como o professor de Harvard, Dr Hebert Benson.

Em 1967,  ele descobriu que pessoas em estado meditativo usavam cerca de 17%menos oxigênio. Além disso,  apresentavam menor pressão sanguínea e aumento na produção de ondas cerebrais. Essenciais para  ajudar a melhorar a qualidade do sono.

Os benefícios da meditação foram validados pela ciência através de inúmeros estudos.

Assim, a prática foi sendo adotada por celebridades como os Beatles na década de 70. E mais tarde, já nos anos 90, por atores de Hollywood, atletas de alta performance e empreendedores.

Ao invés de focar apenas no desenvolvimento espiritual, a meditação passou a ser utilizada como ferramenta para promover o relaxamento, obter mais saúde e afiar a mente.

Provando que veio para ficar.

Mas o que é meditação exatamente?

o que é meditação

Se você perguntar a qualquer pessoa o que é meditação, ela certamente saberá responder.

No entanto, você vai ouvir respostas como: “sentar de pernas cruzadas”, “fazer silêncio” e “não pensar em absolutamente nada”.

Mas eu pergunto: você já tentou não pensar em nada?

Se ainda não tentou, eu garanto, é uma missão impossível!

Meditar nada tem a ver com esvaziar a mente de pensamentos. No mínimo você teria que pensar para não pensar : )

Mais do que isso, a meditação é um exercício de foco e concentração que promove relaxamento físico e equilibra o psicológico de quem pratica.

Algumas linhas de meditação usam mantras como instrumento para entrar no estado de flow, enquanto outras focam em apenas observar a respiração.

Nossa mente, especialmente em um mundo cheio de estímulos, tende a desfocar rapidamente.

E durante a prática da meditação, principalmente se você está iniciando, isso também acontece com bastante frequência.

Uma lição que aprendi quando estava ainda começando minha prática diária de meditação, foi justamente prestar atenção na minha respiração.

E toda vez que percebia minha mente divagando para outros pensamentos, voltava minha atenção à respiração.

Com treino, você consegue se concentrar cada vez mais facilmente e por mais tempo.

Mas se ainda assim parece impossível, deixe os pensamentos fluírem pela sua mente. Porém seja apenas um observador; não julgue e não se envolva, apenas deixe que passem.

Você vai começar a perceber que conseguir usufruir dos benefícios da meditação não é nem de longe tão difícil como contaram para você.

Mindfulness: a meditação do ponto de vista da ciência

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Você conhece o termo “Mindfulness” ou Atenção Plena?

Pois a popularidade da meditação que vemos hoje tem muito a ver com o conceito de Mindfulness.

O novo tipo de meditação separou, de uma vez por todas, a parte mística e religiosa da prática vinda do Oriente. E decidiu focar somente nas descobertas científicas sobre os benefícios da meditação.

Mindfulness não usa mantras, não tem a intenção de elevar o espírito e nem de ser uma maneira de encontrar Deus. Não está ligada ao budismo, hinduísmo ou taoismo, já que não leva em consideração o lado religioso.

O foco está em prestar atenção às sensações do corpo. Em especial à respiraçãopara assim interromper a bagunça de pensamentos desordenados e acalmar a “monkey mind“, ou seja, a mente lotada de pensamentos desordenados.

Atualmente é usada em hospitais, clínicas, escolas, bases militares, em treinamentos de atletas de elite e em empresas.

O médico americano Jon Kabat-Zinn criou um programa chamado “Redução de estresse com Mindfulness em 1979. O intuito era tratar de pacientes com dores crônicas que não respondiam aos tratamentos convencionais.

Apesar dele ter usado como base seus conhecimentos prévios em meditação e Ioga, a espiritualidade e nem a religião foram considerados requisitos básicos para iniciar a prática.

Se você quiser começar a usufruir dos benefícios da meditação Mindfulness, você não precisa de mais nada além da atenção plena.

Benefícios da meditação para a saúde

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Mais do que uma prática religiosa ou mística, hoje a meditação é prescrita por médicos.  Sua aplicação vai desde o tratamento auxiliar em casos de dores persistentes, doenças crônicas como hipertensão e diabetes e até mesmo para tratamento de diversos tipos de câncer.

Existem centenas de estudos para embasar os benefícios da meditação na saúde.

estudo feito pela Unifesp, em parceria com o Hospital São Matheus, contou com um grupo de 140 idosos praticando meditação por 2 meses, 2 vezes por semana.

Metade dos participantes que seguiu a risca a prática da meditação duas vezes por semana e relataram resultados bastante significativos:

  • 71,19% relataram melhorias na postura;
  • 64,41% afirmaram estar respirando melhor;
  • 62,71% conseguiram aumentar a disposição;
  • 57,63% experimentaram redução de dores físicas
  • 45,76% tiveram melhorias em doenças crônicas (junto com o tratamento convencional);
  • 37,29% relataram mudanças no hábito intestinal.

A meditação também pode ser um alívio para uma das dores mais chatas que existem: a dor de cabeça.

Segundo o estudo da Universidade de Harvard, 19 pessoas que sofriam com crises de enxaqueca constante começaram a meditar, por 8 semanas.

Os resultados foram animadores: a dor foi ficando menos intensa e as crises mais curtas. O que não dispensou totalmente a necessidade de aliar aos remédios para este tipo de dor.

Meditar é algo completamente natural para o nosso corpo.

Se você seguir uma prática correta, a tendência é que seu organismo faça uma espécie de autocura. Irá livrar sua mente do estresse e da ansiedade, dois fatores responsáveis pelo aparecimento de diversas doenças.

Falei melhor sobre os efeitos da meditação para o controle da ansiedade e no estresse nesse vídeo aqui:

Benefícios da meditação contra o envelhecimento

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Além de dar um up na sua saúde no geral, a meditação pode deixar você mais jovem e mudar a forma do seu cérebro.

Dependendo das áreas que ativamos ao longo da vida, o cérebro possui a capacidade de aumentar ou encolher algumas regiões.

Essa flexibilidade explica o por quê da meditação realmente interferir no formato do órgão (e logicamente em suas capacidades).

Com o passar dos anos, o córtex cerebral, aquela parte que você e eu tanto usamos para criar ideias e guardar memórias, vai diminuindo.

Você começa a esquecer onde deixou a chave do carro, de tomar seu remédio pela manhã…

Mas a neurocirurgiã do Hospital Geral de Massachusetts, Sara Lazar, descobriu em um estudo com praticantes de meditação versus não praticantes dados bastante interessantes.

A região do córtex pré-frontal de praticantes de meditação que já haviam passado dos 50 anos tinha a mesma quantidade de massa cinzenta de jovens de 25 anos!

Em seguida, a pesquisadora realizou um segundo estudo. Dessa vez com pessoas que nunca haviam praticado meditação, para verificar se a prática realmente aumentava a densidade da massa cinzenta.

Depois de 8 semanas, o grupo que meditou regularmente apresentou aumento em áreas do cérebro que regulam a capacidade cognitiva, a memória e as emoções.

Além de uma mente muito mais jovem. E isso em apenas 8 semanas!

Um cérebro mais jovem e menos estimulado é o primeiro passo para a alta performance.

Você está sentindo dificuldade de começar ou manter a prática da meditação diária? Então não deixe de clicar aqui embaixo para conhecer as 15 dicas que funcionaram para mim e que com certeza vão ajudar você também.

Benefícios da meditação para a alta performance

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Manter a mente concentrada e focada é pré-requisito para quem deseja atingir o máximo de resultados possível.

Mas confesso que nem sempre foi fácil manter minha mente clara e sem pensamentos aleatórios. O que vivia atrapalhando minha produtividade.

Só depois que comecei o projeto de meditar por 365 dias que percebi que estava, literalmente, jogando tempo fora ao me distrair com coisas sem nenhuma importância.

A mente desfocada pula de um pensamento para outro. Além disso, mistura lembranças do passado com idealizações de futuro e, principalmente, nos tira do momento presente.

Você vive o ontem e o amanhã, mas o hoje fica esquecido, dando espaço para procrastinação. E se você sofre com esse problema, sabe o quanto pode ser frustrante viver deixando planos importantes para amanhã.

Eu descobri, por experiência própria que um dos benefícios da meditação é o aumento da alta performance.

No entanto, uma pesquisa feita pelo departamento de psicologia da Universidade de Santa Bárbara comprovou que, em apenas algumas semanas, a meditação melhorou a capacidade de concentração e de memória dos participantes.

Além de proporcionar uma mente atenta, um dos benefícios da meditação é a melhora da criatividade e da capacidade de inovar.

Como a meditação exige que você preste atenção aos pensamentos que surgem, mas de uma forma não caótica, ajudando até mesmo em episódios de bloqueio criativo.

É mais fácil olhar para aquelas ideias que surgem ao “acaso” mas que podem vir a gerar um imenso valor para sua vida, seu trabalho ou seu negócio.

Para entender o mensurável, a mente precisa estar extraordinariamente quieta, parada – Jiddu Krishnamurti

A meditação traz um benefício que é essencial para uma comunicação efetiva em nossa dia-a-dia: a clareza. Até falei um pouco a respeito nesse vídeo aqui embaixo:

Grandes empreendedores também reconhecem os benefícios da meditação

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A vida de um empreendedor não é nada fácil. Lidar com riscos, alta carga de trabalho e gerenciar pessoas são tarefas que exigem muito do nosso físico e da mente.

Para conseguir ser bem-sucedido e manter a mente clara e criativa, muitos empreendedores estão aproveitando os benefícios da meditação.

Uma prática que não leva mais que alguns minutos é ideal para quem não tem tempo a perder e um dia a dia lotado de compromissos.

Steve Jobs, dono de uma das mentes mais inovadoras que o mundo já viu, começou a praticar meditação em 1973, antes mesmo da criação da Apple.

Pioneiro não só nos negócios mas também na maneira de expandir sua consciência e usar sua criatividade, Jobs acreditava que, ao meditar, estaria mais aberto a ouvir sua intuição. E claro, estar mais presente no momento.

Além de Steve Jobs, outros notáveis empreendedores como a apresentadora Oprah Wifrey, Arianna Huffington, presidente do Huffington Post Group e Pat Flynn, autor do blog Smart Passive Income, são adeptos da meditação como forma de aumentar seus resultados.

E não só empreendedores decidiram praticar meditação para aumentar sua performance nos negócios.

Grandes empresas como Google, Ford e General Mills também passaram a ensinar seus funcionários a formar grupos de meditação e praticar em intervalos no trabalho.

O interesse das empresas vem das mudanças favoráveis para seus negócios trazida pela mudança interna dos seus colaboradores, como o aumento na velocidade da tomada de decisão e maior produtividade.

Mas como já vimos, os benefícios da meditação transcendem o mundo dos negócios e promovem transformações em todos os aspectos da vida de quem pratica.

Seja para melhorar o relacionamento com seus familiares ou colegas de trabalho, não se estressar com o trânsito ou ter mais paciência com o cachorro do vizinho que não para de latir, a meditação pode ser um santo remédio.

Você está sentindo dificuldade de começar ou manter a prática da meditação diária? Então não deixe de clicar aqui embaixo para conhecer as 15 dicas que funcionaram para mim e que com certeza vão ajudar você também.

Conclusão

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Eu decidi escrever sobre os benefícios da meditação porque realmente senti mudanças profundas em minha vida.

A melhor coisa da prática é que ela é acessível a todos. Você não precisa comprar nenhum equipamento especial. Não precisa fazer cursos. Nem dedicar horas e horas do seu dia para ter acesso aos resultados.

É incrível como apenas 15, 20 minutos pela manhã podem mudar todo o seu dia, sua semana e até sua maneira de enxergar a vida.

Agora eu quero saber de você. Se você medita, conte aqui nos comentários quais os maiores benefícios da meditação na sua vida.

Se ainda não começou a praticar, o que está impedindo você de experimentar todo seu potencial e descobrir um futuro incrível?

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O Poder da Vulnerabilidade | Brené Brown

O que possibilita que as pessoas se conectem, e o que impede a conexão humana?

Estas perguntas motivaram o estudo intensivo de Brené Brown sobre vulnerabilidade. Neste renomado TED Talk, a pesquisadora e contadora de histórias, explica com humor como ela aprendeu a abraçar a sua vulnerabilidade – e por que você deve abraçar a sua. O tema dessa palestra é fundamental para quem busca ter conexões mais profundas com as pessoas e consigo mesmo.

“Nossa rejeição da vulnerabilidade deriva com frequência da associação que fazemos entre ela e as emoções sombrias como o medo, a vergonha, o sofrimento, a tristeza e a decepção – sentimentos que não queremos abordar, mesmo quando afetam profundamente a maneira como vivemos, amamos, trabalhamos e até exercemos a liderança. O que muitos não conseguem entender, e que me consumiu uma década de pesquisa para descobrir, é que a vulnerabilidade é também o berço das emoções e das experiências que almejamos. Quando estamos vulneráveis é que nascem o amor, a aceitação, a alegria, a coragem, a empatia, a criatividade, a confiança e a autenticidade.” – Brené Brown

 

Nesta palestra, Brene Brown explica:

  • O que impede a conexão humana;
  • Como algumas pessoas evitam ou anestesiam a sua vulnerabilidade;
  • Como abraçar a sua vulnerabilidade e ser emocionalmente corajoso.
Assista a palestra completa no vídeo abaixo:
                               
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Indo além dos rótulos

Você já deve ter ouvido este ditado: “Quem vê cara, não vê coração”. Parece simples seguir este sábio conselho de ver “o coração”, mas sabemos que não é tanto assim. Principalmente com as pessoas que já fazem parte das nossas vidas há bastante tempo, as pessoas que achamos que já conhecemos. São elas as que mais carregamos de rótulos e julgamentos.

Veja como vencê-los e levar seus relacionamentos a um nível de conexão muito maior!

  • Rótulos são necessários

Como assim rótulos são necessários? Sim. É natural que no processo de conhecer uma pessoa nova, a gente sinta a necessidade de ter algumas perguntas respondidas, por exemplo: “Quem você é?”, “O que você faz” ou “Do que você gosta”.

Saber que uma pessoa tem a mesma profissão ou religião que a minha, por exemplo, facilita a comunicação com ela. Rótulos são atalhos para a comunicação. Utilizá-los em nossas vidas é uma forma mais fácil de entender o mundo que nos cerca.

  • Rótulos são barreiras que precisamos vencer

Por outro lado, a maior barreira para a conexão humana são os rótulos. Nos nossos relacionamentos, de forma inconsciente, tomamos como ponto de partida os rótulos que cada um carrega. Desta forma, limitamos nossa percepção da totalidade do ser da outra pessoa.

Eles vão além das aparências físicas ou formações acadêmicas. Por incrível que pareça, rótulos como “mãe”, “pai”, “filh@”, “marido”, “esposa”, “chefe”, “amig@” podem ser bem pesados. Eles são carregados de expectativas que estão só esperando para serem quebradas, ou de árduos esforços para correspondê-las a qualquer custo.

Mães são seres humanos, mulheres, que já foram filhas, namoradas. Chefe é mãe ou pai, marido ou esposa, já foi aluno e funcionário. Marido é homem, que pode ser irmão, e já foi menino. Todos são seres humanos em constante mudança. Precisamos sempre nos lembrar que, se o mundo fosse uma empresa, todos nós estaríamos vestindo o uniforme “em treinamento”.

Os adjetivos que nos perseguem desde nossos primeiros dias de vida também fazem parte dos rótulos que nos imobilizam. “Você é muito teimoso”, “Ela é muito sorridente”, “Ele é preguiçoso”.

  • Comunicação Não-Violenta

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Vamos começar a ir além dos rótulos através do primeiro componente da Comunicação Não-Violenta: diferenciando observações de avaliações.

As observações são relatos de fatos que podem ser imediatamente verificáveis por qualquer pessoa que percebe algo. Relatos que sejam compatíveis com o que uma câmera filmadora pode captar.

As avaliações são nossas opiniões, pensamentos, impressões, julgamentos. Geralmente consistem de generalizações, ou rótulos.

​É muito mais fácil usar avaliações em vez de observações em nossas conversas. É mais fácil dizer “toda vez você faz isso” do que pensar com cuidado e dizer “das últimas 3 vezes você fez isso”. Usar avaliações é escolher o caminho aparentemente mais curto, mas ele acaba sendo o mais longo, pois nos distancia da conexão com o outro.​

Tendo como ponto de partida as avaliações, nós distorcemos por completo nossa leitura dos fatos, e assim ela adquire a cor dos medos, das esperanças e das projeções que habitam em nós.

Veja alguns exemplos:

AVALIAÇÕES (↓conexão)OBSERVAÇÕES (↑conexão)
“Você me ignorou o dia inteiro”.“Você é muito relaxado”.“Eu te liguei 5 vezes hoje e você não atendeu.”“Você não retornou nenhuma ligação minha hoje.”
“Eu arruinei a vida do cliente.”“Eu não sirvo para nada.”“Eu não entreguei o trabalho dentro do prazo combinado.”“Eu disse que entregaria o trabalho até ontem mas não entreguei.”
“Você é muito ruim em matemática.”“Você está prejudicando seu futuro.”“Você tirou nota 3 na prova de matemática.”“Sua professora disse que você dormiu durante as duas últimas aulas dela.”

Manter o foco nos acontecimentos é uma forma eficaz de gerar estratégias para solucionar os problemas. Assim conseguimos sair do ciclo vicioso das críticas e da culpabilização.

Permanecer no campo das críticas e a culpa é como estar em um incêndio. Não é possível respirar, nem enxergar uma saída. E aos poucos o relacionamento vai se desgastando.

  • Observar não é instintivo

Formamos nossas avaliações a partir dos nossos juízos de valor e julgamentos.

A espécie humana só chegou até aqui porque julgamos o que é bom e o que é ruim para nós. Para uma questão de sobrevivência, julgar que cobras e onças são perigosas foi essencial.

Porém chegamos ao ponto na civilização urbana que julgar tomou proporções exageradas. Julgamos sem nem mesmo observar e em questões muito distantes de serem tão vitais quanto sobrevivência.

A CNV não nos obriga a permanecermos completamente objetivos e a nos abstermos de avaliar. Ela apenas sugere que mantenhamos a separação entre nossas observações e nossas avaliações. Que saibamos reconhecer quando estamos observando, e quando estamos avaliando.

Pois ao combinarmos a observação com a avaliação, diminuímos a probabilidade de que os outros ouçam a mensagem que desejamos lhes transmitir. Em vez disso, é provável que eles a escutem como crítica e, assim, resistam ao que dizemos.

Pratique:

 

  • Procure trocar palavras e termos como “sempre”, “nunca”, “tudo”, “todo mundo”, “toda vez” por uma descrição específica de cada evento.
    • Não é fácil pois muitas vezes é preciso deixar para trás o que a memória não alcança mais. Fica mais difícil ainda em ambientes em que as conversas são escassas e só acontecem quando ninguém aguenta mais permanecer naquela situação. Por isso procure expor seus pensamentos e sentimentos em momentos próximos aos acontecimentos.
    • “Você nunca vem me visitar” pode ser dito de forma mais específica, por exemplo, “Nas últimas três vezes que te convidei para vir aqui em casa, você cancelou de última hora”.
  • O mesmo vale para os adjetivos. Quando vier aquele impulso de adjetivar alguém, fale sobre a ação dela, inclusive nos elogios.
    • “Você é o melhor marido”, por exemplo, pode ser complementado por “Fico muito feliz quando você faz um jantar para mim”.
    • “Você é inconsequente” também pode ser trocado por “Fico preocupada com você quando viaja sem me avisar”.
  • Pergunte antes de fazer afirmações. Se dê a oportunidade de saber mais sobre os acontecimentos antes de construir suas conclusões. Muitas vezes você fará descobertas que mudarão completamente sua forma de ver a situação.
    • “Por que você se atrasou?”, “Aconteceu alguma coisa?”, por exemplo podem ter respostas que te deixarão arrependido depois de ter dito “Você é muito irresponsável por ter se atrasado”.
  • Definitivamente o mais importante: Nos momentos de fortes emoções, principalmente da raiva, dê um passo para trás. Respire. Só assim é possível limpar o olhar de todos os julgamentos para conseguir ver a situação com o máximo de neutralidade. Foco nos acontecimentos!
Como melhorar os relacionamentos

Para melhorar seu relacionamento, comece por aqui…

É muito comum que o relacionamento mais difícil que você tenha, seja com uma das pessoas mais próximas a você.

Pais, mães, filhos, irmãos, maridos, esposas, parentes próximos, colegas de trabalho…

Lidar com esses relacionamentos, quando são difíceis, são desafios dos quais não podemos fugir. Meu pai sempre diz que não pode existir ‘ex-pai, ex-mãe, ex-irmão’. E que quando pode ser ex (ex-marido ou ex-esposa), é ex para sempre.

Por mais difíceis que sejam, esses relacionamentos são também oportunidades únicas de aprendizado e evolução.

Quando o relacionamento com uma pessoa que você ama não vai bem, pode ter certeza que a comunicação entre vocês não vai bem.

Portanto se você quer mesmo melhorar um relacionamento, é preciso antes de qualquer coisa, melhorar a comunicação entre vocês.

Quando pensamos no ato de “conversar”, muitos de nós remetemos à ação de falar. Mas lembre-se disso: tudo começa no escutar.

Eu já sei ouvir! Isso não é o suficiente?

“Ouvir é a capacidade biológica que possuem algumas espécies vivas de ser engatilhadas por perturbações ambientais de tal forma que provocam o domínio sensorial chamado som.” – Rafael Echeverria

Ouvir é perceber sons. Estamos ouvindo todos os sons o tempo todo. Carros, latidos, máquinas, vozes, pássaros.

Um sinal bem evidente de que você está só ouvindo (e não escutando) a outra pessoa falar, é quando não está com o olhar direcionado para ela, e a responde com um indiferente “Aham”.

 

Mais que ouvir, é preciso ESCUTAR!

“Quando escutamos, geramos um mundo interpretativo. O ato de escutar sempre implica compreensão e, portanto, interpretação. O fator interpretativo é de tal importância no fenômeno de escutar que é possível escutar ainda quando não há sons. Efetivamente podemos escutar os silêncios. Também escutamos os gestos, as posturas do corpo e os movimentos, na medida em que sejamos capazes de atribuir-lhes sentido.” – Rafael Echeverria

Escutar faz parte do domínio da linguagem. Escutar é interpretar, entender, compreender. O deficiente auditivo tem capacidade de ouvir reduzida, mas a de escutar preservada.

Pode ser que você já tenha visto esta frase em algum lugar: “A maior distância entre duas pessoas é o mal entendido”. É incrível como estamos distantes das pessoas mais próximas a nós. Mas como bem entender a outra pessoa, se não a escutamos?

O princípio da escuta

escuta

“É na escuta que o amor começa. E é na não-escuta que ele termina.”

Rubem Alves

Escutar é uma questão de escolha!

Em uma conversa, você pode escolher ser submisso aos seus impulsos, pelas suas vontades imediatas, pela sua natureza dominante de auto defesa.

Ou você pode escolher ser o mestre do seu próprio comportamento.

Optar pela escuta é uma escolha consciente.

Assim como todas as outras escolhas que fazemos para sermos pessoas melhores todos os dias.

Sobre escolhas, não perca a oportunidade de assistir este vídeo:

 

Dicas essenciais para escutar mais:

O que você vai encontrar aqui:

  • Comprometa-se hoje consigo mesmo de escutar as pessoas que você ama, como se fosse a primeira vez.
  • Esteja aberto para aprendizados e mudanças
  • Tente escutar as necessidades por trás do que a outra pessoa está dizendo
  • Esteja presente mentalmente
  • Inspire… Expire…
  • Pergunte mais, afirme menos
  • Lembre-se que essa pessoa que está na sua frente é a pessoa mais importante do mundo

Vamos lá!

  • Comprometa-se hoje consigo mesmo de escutar as pessoas que você ama, como se fosse a primeira vez.

A intenção te levará à ação, mesmo que não seja fácil, nem rápido ou indolor.

O comprometimento consigo mesmo irá te ajudar a superar as dificuldades que surgirão no caminho.

Quando você escolher escutar, lembre-se que o foco não é você. Não são as suas opiniões, os seus sentimentos, as suas experiências.

Agora é a vez de quem fala. Você terá sua oportunidade.

“Seja a mudança que você quer ver no mundo.”

Mahatma Gandhi

 

  • Esteja aberto para aprendizados e mudanças

mudanças

“A coisa mais importante que aqui se pode aprender é o caminho para além de si mesmo, vencendo as sutilezas da vaidade e de perto escutar profundamente o que a existência do outro tem a ensinar.””

Will Goya

É a parte mais difícil, abandonar nosso orgulho, nossas certezas. Mas se você entrar numa conversa convicto de que já tem todas as respostas, a conversa se faz desnecessária. Dê espaço para novos conceitos, novas informações, e para desconstruir outros. Você não precisa abandonar os seus julgamentos, apenas pedir um tempo para eles.

“Eu já sei o que ele vai dizer”

“Ele sempre se comporta assim”

“Não adianta”

Na conversa, quando esses pensamentos vierem, ou mesmo quando forem falados, se conscientize que estes são seus julgamentos, seus pré-conceitos, apenas seus. E que  o apego a eles engessam o processo da conversa, impedindo o avanço.

Lembre-se do seu passado. Como você era, os erros que você já cometeu. Os rótulos do passado não definem quem você é hoje. Você mudou!

Então não se prenda aos rótulos que você colocou nos outros também.

Dê liberdade, para se sentir livre também!

“Eu quero dizer agora o oposto do que eu disse antes
Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante”

Raul Seixas

  • Tente escutar as necessidades por trás do que a outra pessoa está dizendo

Marshall Rosenberg, criador da comunicação não violenta nos apresentou uma nova forma de escutar: não identificando as críticas no que outro diz sobre você, e sim necessidades dela não atendidas.

Quando uma outra pessoa te faz sofrer, é porque ela própria está sofrendo no fundo do seu ser, e este sofrimento transborda. Ela não precisa de punição; precisa de ajuda. Essa é a mensagem que ela está enviando.”

Thich Nhat Hanh

Quando uma pessoa diz uma acusação, antes de reagir, veja o que pode haver por trás disso. Necessidade de ser escutada? De que suas opiniões sejam consideradas?

Como ela deve estar se sentindo por isso? Triste? Solitária?

O objetivo não é acertar a resposta. Mas sim que a pessoa perceba que você está tentando se colocar no lugar dela para compreendê-la. Isso é escutar com empatia.

É importante lembrar aqui que para dar escuta, é preciso se escutar.

Quando você se perceber em um momento ruim, tente identificar que emoção você está sentindo.

Pode ter certeza que por trás dela tem uma necessidade sua não atendida. Você está precisando de segurança? De descanso? De confiança? De compreensão?

A lista de necessidades humanas do livro de Marshall Rosenberg pode ajudar nos primeiros passos,  Clique Aqui para baixar!

  • Esteja presente mentalmente

Solte o celular, esqueça as pessoas em volta, desligue a televisão. Agora você está escutando.

“O momento presente é tudo o que temos. Todo o resto é passado, já foi. Nosso futuro ainda não chegou. A única coisa que está acontecendo é o momento presente, tão rápido que já quase o perdemos antes mesmo de ele chegar.”

Jetsunma Tenzin Palmo

É impossível ser multitarefa durante uma conversa significativa.

Só estaremos escutando se estivermos totalmente presentes no momento, com atenção focada na pessoa que fala, no que ela diz, nas reações corporais, no reconhecimento das emoções envolvidas, nos seus próprios pensamentos, no tom de voz.

Para possibilitar a presença mental quando você estiver com as pessoas que você ama, veja essas dicas:

– Organize sua rotina, tenha uma lista simples de tarefas do dia, procure evitar levar serviço para ser feito em casa, nos momentos únicos que você tem com a sua família.

– Faça as mudanças necessárias na sua rotina para que você possa estar presente mentalmente onde quer que você esteja.

– Pratique a presença mental em outras atividades além das conversas. Você pode dirigir, cozinhar, comer, fazer sua higiene pessoal de forma completamente atenta. Deixando os pensamentos com o passado e o futuro passarem como se fossem nuvens. As mesmas ações serão vivenciadas de uma nova e surpreendente forma.

  • Inspire… Expire…

A respiração curta e insuficiente nos leva a estados de ansiedade e estresse. Por isso, quando você se pegar interrompendo a fala do outro, ou com os pensamentos pesados repletos de julgamentos, respire. E então volte a consciência para a escuta.

Respirar de forma lenta e profunda é um mecanismo que notifica o seu organismo que está tudo bem. Que ele não precisa se preocupar. É uma forma poderosa de mudar padrões de comportamento.

Você terá a sua chance de falar. E ela será muito melhor aproveitada após escutar tudo que a outra pessoa tem a dizer.

Assista este vídeo! É rápido e essencial. (Ative as legendas em Português!)

  • Pergunte mais, afirme menos

Mesmo que você tenha certeza que já saiba a resposta certa, pergunte, explore. Garanto que novas respostas interessantes virão. Respostas que podem dar um rumo diferente para as suas conversas.

– Nos conflitos, troque as acusações por perguntas:

“Você não se importa comigo” por “Por que você não ligou para mim?”

“Você é preguiçoso, não me ajuda em casa.” por “Por que você não lavou a sua louça?”

“Pare de ser chorão” por “Por que você está chorando?”

Você vai ver que escutando o outro, tendo curiosidade para entender por que a pessoa pensa e age daquela forma, perguntando em vez de trazer suas respostas prontas, o rumo das suas conversas vai ser totalmente diferente.

– Backtracking

É uma ferramenta simples e valiosa da PNL (Programação Neurolinguística). Você pode aplicar o Backtracking se atentando ao tom de voz, à linguagem corporal e as palavras chave que a outra pessoa utiliza, e através de perguntas, reafirmar ou confirmar os pontos colocados por ela.

Você pode começar com “Deixa eu ver se eu entendi…” e parafraseia o que ela disse, nunca se esquecendo da empatia.

A outra pessoa perceberá que você está mesmo a acompanhando. Você vai ser para ela alguém mais confiável, mais agradável de ter ao lado para conversar.

  • Lembre-se que essa pessoa que está na sua frente é a pessoa mais importante do mundo

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Imagine que a pessoa com quem você está conversando é a Rainha Elisabeth, o Nelson Mandela, o Dalai Lama. Se uma dessas pessoas estivesse na sua frente, só você e ela, você não desviaria o olhar por nada nesse mundo.

Mostre que você está escutando:

Com o seu olhar. Evite desviar o olhar para as pessoas que passam atrás, para a televisão, para o celular.

Com a sua postura. O tronco levemente inclinado para frente demonstra que você está interessado na pessoa que está com você. Assim como a cabeça em posição neutra ou inclinada para o lado.

Com o seu posicionamento. Prefira estar ao lado da pessoa com quem você está conversando, ou em 90º. Isso evita a ideia de enfrentamento.

Com a fala. Confirme que você está entendendo, “aham”, “nossa!”, “sério?”, assim a pessoa tem certeza que você está envolvido.

São dicas importantes, mas mostrar que você está escutando é uma preocupação desnecessária se você REALMENTE estiver prestando atenção na pessoa! Não mostre estar escutando se isso não for verdadeiro, lembre-se do primeiro passo: ter a intenção de escutar.

Sobre a escuta para melhorar seu relacionamento, é importante lembrar…

Que não existe a forma certa e a forma errada de conversar. Mas sim, a forma que aproxima e a forma que distancia as pessoas de nós.

A melhoria da qualidade das conversas aumenta muito as chances de pessoas conseguirem manter um relacionamento, uma amizade, uma sociedade.

Mas o objetivo de conversas mais humanas não deve ficar limitado a manter os relacionamentos unidos a qualquer custo. E sim à manutenção ou recuperação  da integridade e da legitimidade de cada indivíduo.

Você também acredita que melhores conversas podem melhorar os relacionamentos?

Então compartilhe este artigo com o máximo de pessoas possível!

Assim você estará contribuindo com a construção de seres humanos se reconhecendo como humanos, e consequentemente, de uma sociedade que seja capaz de conversar e viver em paz.

como-se-proteger-das-ofensas

Como se proteger das ofensas

Recebemos ofensas quase todos os dias, de graça, sem pedir, e é impossível fugir delas sem fugir da convivência social. Saiba como se fortalecer internamente para lidar e aprender com elas!

Quando começamos a enxergar os efeitos desastrosos que uma comunicação deficiente causa, é comum que surja o desejo de que todas as pessoas do mundo fossem mais cuidadosas com o poder da linguagem que elas detêm.

Ou seja, que elas parassem de ofender as pessoas de uma vez por todas, para que a paz se instalasse.

Mas nós vivemos no mundo real. E em grande parte dele, felizmente, todos temos o direito de expressar nossas opiniões e ideias. Inclusive as que podem desagradar outras pessoas.

A liberdade de expressão deve ser um direito de todos, até mesmo das pessoas com ideias que te incomodam muito. E que não medem o tom de voz e a forma de dizer.

Somos todos diferentes. Não só na aparência física, personalidade, preferências mas também em relação ao bom senso. O meu bom senso é diferente do seu, e o seu é diferente do outro. O que é óbvio para mim, pode não ser para o você.

O que é ofensa para uma pessoa, não é para a outra. Ofensas podem vir sem querer ou de propósito. Um dia você é ofensor, e no outro é ofendido.

Por isso, precisamos, além de fazer a nossa parte para melhor conviver em grupo e criar medidas para conter a violência, nos proteger dos ataques em forma de ofensas que certamente nos atingirão.

“Paz não é ausência de conflito. É administrar o conflito em paz.”

Desconhecido

 

Mas por que é tão importante que saibamos nos proteger?

  • Para continuar aprendendo e descobrindo juntos

Jessica Thomasson apresenta bons argumentos sobre por que temos que conseguir conviver com ideias contrárias, e com as ofensas. Não perca a chance de escutá-la!

(Ative as legendas em português)

Temos que nos proteger das ofensas para nos preservar legítimos como indivíduos, para nos manter com a mente sã.

Mas também para que não nos isolemos, no temor das ofensas que possam nos atingir.

Para continuarmos a nos expor a novas experiências, a conhecer novos lugares e novas pessoas, e possamos continuar aprendendo com elas.

Em um mundo em que a tecnologia favorece tanto o isolamento, é preciso um esforço consciente para que não terminemos escondidos atrás das redes sociais, sozinhos em nossos apartamentos com nossas ideias imutáveis.

O filósofo Heinrich von Kleist cita o provérbio francês “O apetite surge do comer”, e observa que é igualmente o caso de “As ideias surgem do falar”. Os melhores pensamentos, no ponto de vista dele, são quase impossíveis de entender quando emergem; o que mais importa é a conversa arriscada e emocionante como caldeirão de descobertas. 1

 

  • Para não se machucar tanto

Falar é arriscado, podemos sem querer ofender alguém, e sermos ofendidos. Mas é necessário nos expor aos riscos da vida.

“Não podemos criar um mundo em que todas as circunstâncias e todos os seres sejam e ajam de acordo com os nossos desejos.

A terra está cheia de pedras e espinhos e, à medida em que andamos por aí, certamente iremos bater nossos dedos em pontas afiadas. Então, o que faremos? Vamos atapetar o mundo inteiro para que tudo sob os nossos pés seja macio? Não é possível, nem mesmo com todo o dinheiro do mundo. Mas não há necessidade de ir a tal extremo. Necessitamos somente de um pedaço de couro sob as solas dos nossos pés em forma de sandálias ou sapatos e então poderemos caminhar em qualquer lugar.” 2

Mas como criar esse ‘pedaço de couro’? Como nos proteger das pedras e espinhos que encontraremos no caminho?

Como podemos nos proteger das ofensas?

  • Diferenciando Dano de Ofensa (Lou Marinoff) 3

“O que é dano?

Suponhamos que você esteja no metrô e alguém grande e pesado pise sem querer em seu pé. Suponhamos que seu pé fique bem machucado – talvez até com alguns ossinhos quebrados. Isto é um dano; ou seja, um ferimento físico em sua pessoa.

Agora, suponhamos que você precise de pés saudáveis para fazer seu trabalho; que seja, talvez, carteiro ou bailarino. Com o pé quebrado, estaria temporariamente impedido de ganhar a vida. Este é um dano colateral; ou seja, um obstáculo ao cumprimento de seus deveres e interesses normais, que só desaparece quando o dano desaparecer.

Se a pessoa que pisou no seu pé lhe pediu desculpas, com certeza você tem o poder de aceitá-las. Contudo, as desculpas e sua aceitação delas não revertem o dano causado ao seu pé ou o dano colateral à sua carreira.

De qualquer modo, um dano é causado ativamente a uma vítima não consentida que não tem possibilidade de aceitar nem de rejeitar o ato e que não concorda com ele. Ou seja, as vítimas de dano não buscam sofrer o dano. Se alguém tenta lhe causar dano, você pode ou não ser capaz de defender-se.

 

O que é Ofensa?

Agora suponhamos que você está no metrô, com pés saudáveis, e observa que um outro viajante fita os dedos que saem de sua sandália. Isso lhe parece um pouco estranho ou ameaçador (o olhar fixo é uma ameaça entre primatas adultos) ou, no mínimo, bem pouco educado, e assim, pergunta:

– O que você está olhando?

– Seus pés – vem a resposta. – São os pés mais feios que já vi; mal posso acreditar em meus olhos!

Você se sente provocado, zangado e irritado; experimenta mal-estar. Foi ofendido.

No entanto, não sofreu nenhum dano. Seus pés estão ótimos e também não houve dano colateral.  Pode continuar andando ou dançando, vivendo sua vida cotidiana, realizando o seu trabalho sem impedimentos.

Agora tenho uma novidade para você: os ofendidos têm um papel ativo ao serem ofendidos. A ofensa é meramente oferecida alguém, que deve então decidir se aceita ou não. Se alguém tenta ofendê-lo, você sempre tem a opção de recusar-se a se ofender, contanto que saiba como exercê-la. Não se pode ser ofendido sem seu próprio consentimento. (Mas pode-se sofrer dano sem consentimento próprio. Vê a diferença?)

Se alguém pede desculpas por olhar seus pés, você pode perdoá-lo e não se sentir insultado. E se a ofensa é oferecida mas não aceita, não há ofensa nem dano e nenhum mal estar.

É possível maximizar seu bem-estar recusando-se a se ofender, ou maximizar seu mal estar buscando a ofensa a cada passo.”

 

“O veneno só funciona se for bebido.”

 

  • Examinar as ofensas racionalmente

Somos emoção e razão

Nós somos seres sensíveis, emotivos. Sim, as ofensas afetam profundamente nossos sentimentos.

O sistema límbico é a região do cérebro responsável pelas emoções. Dentro do sistema límbico estão as amígdalas, que são os centros de comando que transmitem nossas reações emocionais ao cérebro. Uma reação instintiva de medo, por exemplo, estimula a liberação de hormônios como cortisol e adrenalina na corrente sanguínea para que o corpo entre em estado de alerta. Ocorre o aumento da frequência respiratória, da pressão arterial e dos batimentos cardíacos. 4

Queremos nos proteger! É assim que descemos do salto, reagimos de forma irracional, perdemos a razão.

Felizmente, a natureza é sábia.

A evolução nos muniu de mais uma estrutura, o neocórtex, cujos Lobos Frontais são responsáveis pelo nossa capacidade de raciocínio e planejamento. É onde ocorre a mediação das emoções, permitindo estruturar o caos e manter as amígdalas em controle. 4

Portanto, por mais que uma ofensa atinja nossos sentimentos de imediato, nós temos atributos que permitem a mediação dessas reações instintivas, sejam de autodefesa ou de ataque. É comum que fiquemos paralisados, tristes ou irados após alguém nos ofender, direta ou indiretamente. Mas dê um tempo para que o seu cérebro processe racionalmente suas emoções.

Converse consigo mesmo, reflita

Reflexão significa movimento de volta sobre si mesmo ou movimento de retorno a si mesmo. A reflexão é o movimento pelo qual o pensamento volta-se para si mesmo, interrogando a si mesmo. 5

Pensa que se ofendeu? Pense de novo. Questione-se sobre a ofensa que você está abraçando. Reflita, interrogue-se.

Refletir sobre a ofensa nos ajuda não só a nos proteger delas. Mas quem sabe, a aprender algo com elas também. Afinal, dizem que os olhos não são capazes de se enxergar.

Este é um trecho de uma palestra ministrada por Leandro Karnal, onde ele discorre e exemplifica construção de pensamentos para lidar com as ofensas.

A quem pertence a sua paz?

Leandro Karnal

Nós escolhemos a quem pertence a nossa paz. Muitas vezes a deixamos nas mãos dos outros, até mesmo de pessoas que nem mesmo conhecemos.

Escutar o que não é dito

A capacidade essencial na consciência social é a empatia – sentir o que os outros estão pensando e sentindo, sem que eles nos digam em palavras. Estamos continuamente recebendo sinais dos outros sobre seus sentimentos por meio do seu tom de voz, da expressão facial, dos gestos e numerosos outros canais não verbais. A empatia cognitiva é “eu sei como você vê as coisas; posso entender sua perspectiva.” 4

Neste trecho da palestra, Leandro Karnal se coloca na posição de receptor e de gerador de uma possível ofensa. E coloca exemplos de ambas situações sob o ponto de vista da empatia.

“O que me irrita revela muito sobre mim, e muito pouco sobre o outro.”

Leandro Karnal

Tentar entender as dores que o ofensor esteja sentindo é uma forma de lembrar que aquela ofensa mais pertence a quem te fez, do que a você mesmo.

“Recebi as palavras dele não como ataques, mas como presentes de outro ser humano que estava disposto a compartilhar comigo sua alma e suas profundas vulnerabilidades.”

Marshall Rosenberg

Marshall Rosenberg, criador da Comunicação Não Violenta, nos ensina a reformular a maneira pela qual nos expressamos e escutamos os outros. A ver as críticas, insultos e ofensas não como tais, mas como necessidades não atendidas da pessoa que as emite.Isso requer uma grande dose de empatia.

Assista o vídeo a seguir, onde Marshall discorre sobre as expressão de necessidades humanas (Ative as legendas em português):

Mas segue aqui uma importante ressalva sobre oferecer sua empatia a quem te ofende.

A capacidade de entender e sentir nossas próprias emoções é crítica para o entendimento e a empatia com as emoções dos outros. Sintonizarmo-nos com como estamos nos sentindo desempenha um papel central em como sentimos e entendemos o que qualquer outra pessoa está sentindo.4

É impossível dar algo a alguém se nós próprios não o temos. Precisamos de empatia para podermos dar empatia.6

A sociedade, o mundo, os bilhões de habitantes do planeta, nunca se encontrarão em um completo e permanente estado de paz. Em uma sociedade, as conquistas acontecem em meio a retrocessos. Mas isso não significa que deixamos de progredir. O mundo real nunca estará ‘resolvido’, e mesmo assim, temos que procurar viver da melhor maneira possível nele.

Enquanto são realizadas iniciativas de promoção de igualdade e contenção de todas as formas violência, podemos nos fortalecer e nos proteger das ofensas, para que estejamos aptos a contribuir para um mundo melhor.

 

Referências

  1. Turkle, Sherry. Reclaiming Conversation: the power of talk in a digital age. New York: Penguin Books, 2015.
  2. Marinoff, Lou. Pergunte a Platão – 6ª ed. – Rio de Janeiro: Record, 2008.
  3. Palmo, Jetsnunma Tenzin. No coração da vida: sabedoria e compaixão para o cotidiano. Rio de Janeiro: Lúcida Letra, 2014.
  4. Goleman, Daniel. O cérebro e a inteligência emocional: novas perspectivas. Rio de Janeiro: Objetiva, 2012.
  5. Chaui, Marilena. Convite à filosofia. 13ª. São Paulo: Ática, 2003.
  6. Rosenberg, Marshall B. Comunicação não violenta: técnicas para aprimorar relacionamentos pessoais e profissionai. São Paulo: Ágora, 2006.
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Um conto chinês: O velho e o cavalo

Neste conto, você conhecerá um velho chinês em quem poderá se inspirar na busca pela paz e confiança.

“Um pobre camponês despertava a inveja das pessoas mais ricas da região por possuir um extraordinário cavalo branco. Sempre que lhe ofereciam uma fortuna pelo animal, o ancião respondia: “Este cavalo é muito mais do que um animal para mim, é um amigo. Não posso vendê-lo.”

Certo dia o cavalo desapareceu. Os vizinhos, reunidos diante do estábulo vazio, logo começaram a dar palpites: “Pobre idiota, era previsível que o roubassem. Por que não o vendeu?” O camponês se mostrou mais circunspecto: “Não exageremos”, comentou. “Digamos que o cavalo não se encontra mais no estábulo. É um fato. Tudo o mais não passa de mera especulação. Como saber se é uma felicidade ou uma desgraça? Conhecemos apenas um fragmento da história. Quem pode dizer o que acontecerá?”Os aldeões zombaram do velho.

Quinze dias depois, o cavalo branco voltou. Não havia sido roubado; apenas escapara e retornara acompanhado de uma dúzia de cavalos selvagens. Os aldeões tornaram a se reunir: “Você tinha razão quando disse que não era uma desgraça, mas uma bênção.” “Digamos somente que o cavalo branco voltou. Como saber se é uma sorte ou uma maldição? Isso não passa de um episódio. Podemos conhecer o conteúdo de um livro lendo apenas uma frase?”, comentou o camponês.

Os aldeões se dispersaram, convencidos de que o velho tinha perdido o juízo. Ganhar 12 lindos cavalos sem dúvida era um presente dos céus. Quem poderia negar isso? O filho do camponês encarregou-se de domar os animais. No entanto, um deles o derrubou no chão e o pisoteou. Os aldeões mais uma vez foram opinar: “Pobre amigo! Você tinha razão, esses cavalos selvagens não trouxeram sorte. Seu filho único ficou aleijado. Quem irá ajudá-lo na velhice? Coitado, temos pena de você.” “Não tirem conclusões precipitadas”, retrucou o camponês. “Meu filho não pode mais usar as pernas, só isso. Quem sabe o que esse fato representa? A vida se revela pouco a pouco, ninguém pode prever o futuro.”

Algum tempo depois, a guerra eclodiu e todos os jovens da aldeia foram obrigados a se alistar, exceto o filho do camponês, que ficara inválido. “Velho”, queixaram-se os aldeões, “você tinha razão, seu filho não pode mais andar, mas ele vai permanecer ao seu lado enquanto os nossos vão acabar mortos na guerra.” “Não julguem assim tão rápido”, respondeu. “Seus filhos foram convocados, o meu permanece em casa, é tudo o que podemos dizer. Só Deus sabe se isso é bom ou ruim.”

Dualidade

A realidade é infinitamente mais rica e diversificada que as pobres e limitadas categorias nas quais tentamos aprisioná-la.

Com este hábito de dividir tudo em positivo e negativo, certo e errado, é de se esperar que nossas conversas terminem em “quem está enganado e quem tem razão”. Em vez de valorizar tudo que nos agrega, damos mais atenção a tudo que nos separa.

Isso gera conversas onde pessoas não escutam umas as outras. Elas ficam só esperando uma brecha na fala do outro para contra atacar com seus argumentos. Escutam mais suas vozes interiores em vez de ter mais curiosidade sobre o que o outro pensa e diz.

Que possamos dar mais espaço ao que existe entre o certo e o errado.

Impermanência

Beautiful butterfly in a butterfly park

Observar a realidade tal como ela é – em constante transformação – sem receios nem fantasia, é uma forma de estar presente nos acontecimentos sem julgá-los.

A única coisa fixa neste planeta foi inventada pelo homem: a ideia fixa.

Thomas D’ansembourg

Aceitar a impermanência nos ajuda a aceitar nossa metamorfose ambulante. E também a das pessoas que nos cercam. Mudamos de opinião, retiramos o que dissemos, somos pessoas diferentes de quem éramos. Vida é movimento.

Um dia o vizinho não te cumprimentou no elevador. Você pensa: “Que cara mal educado, não gosto dele”. Mas no outro dia ele te dá um bom dia e abre caminho para você passar.

Há alguns anos você não era capaz de ter uma conversa sem gritos com sua irmã. Você dizia: “Minha irmã é muito impaciente e ríspida”. Hoje não há outra pessoa com quem você queira conversar quando precisa desabafar.

Permita que as pessoas mudem. Permita-se de mudar.

 

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