Como Desenvolver a Coragem: Guia para Superar o Medo

“A coragem não é a ausência do medo, mas o domínio sobre ele – a avaliação de que algo mais é mais importante que o medo.” – Franklin D. Roosevelt

Imagine por um momento que você pudesse enfrentar qualquer desafio sem que o medo paralisasse suas ações. Que você pudesse falar em público, pedir aquela promoção, iniciar um relacionamento ou mudar completamente de carreira sem que a ansiedade ditasse suas decisões. Esta não é uma fantasia – é uma realidade alcançável através do desenvolvimento sistemático da coragem.

A coragem não é a ausência do medo, mas a capacidade de agir mesmo quando sentimos receio. Este sentimento fundamental que nos impulsiona a enfrentar desafios, tomar decisões difíceis e crescer como pessoas é uma habilidade que pode ser desenvolvida e fortalecida ao longo da vida.

Baseando-nos na sabedoria milenar do estoicismo e nos ensinamentos profundos do Bhagavad Gita, onde Krishna orienta Arjuna na maior batalha de todas – a batalha interior contra nossos próprios medos, este artigo oferece um sistema completo para transformar sua relação com o medo e desenvolver uma coragem autêntica e duradoura.

O Que é Coragem e Por Que É Fundamental para o Sucesso

A coragem é muito mais que uma simples ausência de medo – é a virtude cardinal que nos permite agir de acordo com nossos valores mais profundos, mesmo quando enfrentamos incerteza, desconforto ou perigo. Os filósofos estóicos a consideravam uma das quatro virtudes fundamentais, junto com a justiça, temperança e sabedoria.

A coragem é uma virtude multifacetada que se manifesta de diversas formas em nossas vidas. Psicologicamente, ela representa nossa capacidade de enfrentar situações desafiadoras, incertezas e riscos, mesmo quando experimentamos ansiedade ou medo. Diferente do que muitos acreditam, pessoas corajosas não são aquelas que não sentem medo – são aquelas que aprenderam a agir apesar dele.

Os Quatro Pilares da Coragem Verdadeira:

1. 💪 Coragem Física – A capacidade de enfrentar perigos corporais e desconforto físico. Esta forma de coragem nos permite proteger aqueles que amamos, enfrentar desafios físicos e manter nossa integridade corporal. Vai além do simples enfrentamento de perigos – inclui a disciplina de cuidar de nossa saúde, enfrentar dores necessárias e resistir a tentações que prejudicam nosso bem-estar físico.

2. ⚖️ Coragem Moral – A força para defender nossos princípios, mesmo sob pressão social. Esta é talvez a forma mais nobre de coragem, pois envolve fazer o que é certo independentemente das consequências pessoais. Inclui a capacidade de denunciar injustiças, manter a integridade em situações de corrupção e defender os vulneráveis.

3. 💝 Coragem Emocional – A vulnerabilidade de ser autêntico e formar conexões genuínas. Esta forma de coragem envolve a disposição de ser vulnerável, expressar sentimentos verdadeiros e construir relacionamentos autênticos. Significa ter conversas difíceis, admitir nossos erros e mostrar nossa humanidade imperfeita.

4. 🧠 Coragem Intelectual – A humildade de questionar nossas crenças e abraçar o desconhecido. Esta coragem nos capacita a questionar ideias estabelecidas, explorar novos conceitos e admitir quando estamos errados. É a base do crescimento intelectual e da inovação.

“Não há nada neste mundo que um homem corajoso não possa conquistar. Por isso, seja corajoso, ó Bharata!” – Bhagavad Gita 18.78

A neurociência moderna confirma o que os antigos já sabiam: a coragem é literalmente treinável. Quando enfrentamos nossos medos repetidamente, nosso cérebro cria novos caminhos neurais através da neuroplasticidade, tornando mais fácil agir corajosamente no futuro. Pessoas corajosas tendem a ter maior sucesso profissional, relacionamentos mais satisfatórios e uma sensação geral de realização pessoal.

A Batalha Interior: Lições do Bhagavad Gita Para o Guerreiro Moderno

No campo de batalha de Kurukshetra, Arjuna – o maior guerreiro de sua época – foi tomado pelo medo e pela dúvida. Diante de uma guerra que determinaria o destino de seu reino, ele deixou cair seu arco e se recusou a lutar. Esta cena milenar é um espelho perfeito de nossas próprias batalhas interiores.

Para compreender profundamente a natureza do medo, precisamos primeiro entender que ele é uma resposta evolutiva que nos manteve vivos como espécie por milhares de anos. O problema surge quando esta resposta primitiva é ativada por ameaças modernas que não representam perigo físico real. O medo de falar em público, de falhar em um projeto importante, ou de ser rejeitado emocionalmente pode desencadear a mesma resposta biológica que nossos ancestrais experimentavam ao enfrentar predadores.

O Dharma do Guerreiro Interior:

Krishna ensina Arjuna que a verdadeira coragem não vem da ausência de medo, mas da clareza de propósito e do comprometimento com nosso dharma – nosso dever cósmico. Para o guerreiro moderno, isso significa:

🎯 Clareza de Valores: Conhecer profundamente aquilo pelo que vale a pena lutar. Quando nossos valores são claros e internalizados, torna-se mais fácil agir corajosamente porque sabemos que nossa ação está alinhada com nosso propósito mais profundo.

🔥 Ação Desapegada: Agir sem obsessão pelos resultados. Esta é uma das lições mais revolucionárias do Gita – quando nos desapegamos da ansiedade sobre os resultados, podemos focar completamente na qualidade de nossa ação.

⚖️ Equanimidade: Manter a calma tanto na vitória quanto na derrota. O guerreiro interior cultiva uma estabilidade emocional que não é abalada por circunstâncias externas.

🧘 Presença Consciente: Permanecer centrado no momento presente. O medo sempre se alimenta de projeções futuras ou memórias passadas.

“É melhor cumprir o próprio dharma de forma imperfeita do que cumprir perfeitamente o dharma de outro.” – Bhagavad Gita 3.35

As Três Formas de Medo Segundo Krishna:

1. 🌑 Medo da Ação (Tamas) – Paralisia e procrastinação que nos impede completamente de agir, mantendo-nos presos em padrões destrutivos por inércia.

2. 🔥 Medo do Resultado (Rajas) – Ansiedade obsessiva sobre o futuro que contamina nossa ação com desespero e agitação.

3. 💡 Medo da Inadequação (Sattva distorcido) – Síndrome do impostor que nos sabota mesmo quando estamos no caminho correto.

A solução de Krishna é revolucionária: Execute sua ação com perfeição, mas oferece os resultados ao universo. Esta filosofia nos liberta da prisão da ansiedade de performance, permitindo que atuemos com nossa capacidade total.

Sabedoria Estóica: O Manual do Guerreiro Filosófico

Os estóicos desenvolveram um sistema completo para cultivar coragem através da disciplina mental. Marco Aurélio, Epicteto e Sêneca não eram apenas filósofos – eram guerreiros da mente, testando suas filosofias nos campos de batalha reais da vida.

Os Cinco Pilares da Coragem Estóica:

1. A Dicotomia do Controle

“Algumas coisas estão sob nosso controle, outras não.” – Epicteto

A ansiedade nasce quando tentamos controlar o incontrolável. Os estóicos nos ensinam a focar nossa energia apenas naquilo que realmente podemos influenciar:

✅ CONTROLÁVEL:

  • Nossos pensamentos e julgamentos
  • Nossas ações e respostas
  • Nossos valores e princípios
  • Nosso esforço e preparação

❌ INCONTROLÁVEL:

  • Ações e opiniões dos outros
  • Resultados finais
  • Eventos passados ou futuros
  • Circunstâncias externas

2. Visualização Negativa (Premeditatio Malorum)

Ao imaginar conscientemente a perda daquilo que valorizamos, desenvolvemos gratidão no presente e resistência para o futuro. Esta prática antiga prepara nossa mente para adversidades sem criar ansiedade desnecessária.

Exercício Semanal:

  • Dedique 10 minutos imaginando cenários desafiadores
  • Desenvolva planos concretos para cada possibilidade
  • Termine sentindo gratidão pelo que você tem agora

3. A Disciplina do Julgamento

“Não são os eventos que nos perturbam, mas nossos julgamentos sobre eles.” – Marco Aurélio

Cada evento é neutro até que nossa mente lhe atribua significado. A reformulação cognitiva envolve conscientemente questionar e reinterpretar nossos pensamentos automáticos negativos. Em vez de pensar “Eu vou fracassar”, podemos reformular para “Esta é uma oportunidade de aprender e crescer”.

4. Memento Mori e Amor Fati

A lembrança constante da morte não é mórbida – é libertadora. Quando verdadeiramente internalizamos nossa mortalidade, os medos pequenos perdem seu poder sobre nós. Combinado com amor fati (amor ao destino), desenvolvemos uma coragem serena que abraça tanto os desafios quanto as oportunidades.

5. Virtude Como Bem Supremo

Para os estóicos, a coragem não é um meio para um fim – ela é um fim em si mesma. Quando valorizamos a virtude acima de conforto, aprovação ou sucesso externo, encontramos uma fonte inesgotável de força interior.

A Neurociência da Coragem: Reprogramando Seu Cérebro Para a Bravura

A moderna neurociência confirma o que os antigos sabiam intuitivamente: nosso cérebro é moldável e podemos literalmente treinar nossa capacidade de coragem através de práticas específicas.

O Trio Neural do Medo:

🧠 Amígdala: O “alarme de incêndio” cerebral que detecta ameaças
🧠 Hipocampo: Processa memórias e contexto
🧠 Córtex Pré-frontal: O “CEO” racional que toma decisões

Quando desenvolvemos coragem, fortalecemos as conexões entre o córtex pré-frontal e a amígdala, permitindo que a razão module efetivamente nossas respostas emocionais.

As Cinco Técnicas Neurocientíficas Para Desenvolver Coragem:

1. Exposição Gradual

Uma das técnicas mais eficazes é a exposição gradual, onde deliberadamente nos colocamos em situações ligeiramente desconfortáveis para construir nossa tolerância ao desconforto.

Protocolo de 21 Dias:

  • Semana 1: Exposições de 5 minutos a medos leves
  • Semana 2: Exposições de 15 minutos a medos moderados
  • Semana 3: Exposições de 30 minutos a medos significativos

2. Respiração de Poder (Técnica 4-7-8)

Esta respiração ativa diretamente o sistema nervoso parassimpático:

  • Inspire por 4 segundos (ativando foco)
  • Retenha por 7 segundos (construindo poder interior)
  • Expire por 8 segundos (liberando tensão)

3. Visualização de Sucesso

Combine visualização mental com gestos físicos específicos. Quando visualizar-se sendo corajoso, faça um gesto específico. Com a prática, este gesto sozinho ativará seu estado corajoso.

4. Meditação de Bondade Amorosa

Pesquisas mostram que cultivar compaixão reduz a reatividade da amígdala e aumenta nossa coragem social. Comece direcionando bondade para si mesmo, depois expanda para outros.

5. Journaling de Evidências

Documente diariamente evidências de sua própria coragem – por menor que sejam. Seu cérebro começará a buscar automaticamente mais exemplos, criando um ciclo virtuoso de autoconfiança.

Forjando Coragem Física: O Corpo Como Templo da Bravura

Os estóicos entendiam que corpo e mente são indissociáveis. Marco Aurélio treinava intensamente mesmo sendo imperador, sabendo que a disciplina física fortalece diretamente nossa força mental.

Os Quatro Pilares do Condicionamento Corajoso:

1. Treinamento de Resistência (Ponós)

Os gregos antigos usavam ponós (trabalho árduo) para desenvolver resistência mental através do desconforto físico controlado.

Programa Semanal:

  • Segunda: 20 minutos de exercício cardiovascular intenso
  • Quarta: 30 minutos de musculação até a falha muscular
  • Sexta: 15 minutos de exercício que você menos gosta
  • Domingo: 45 minutos de caminhada meditativa na natureza

2. Exposição ao Frio

A exposição regular ao frio ativa o sistema nervoso simpático de forma controlada, treinando nossa resposta ao estresse.

Protocolo de Banho Frio:

  • Semana 1-2: 30 segundos de água fria no final do banho
  • Semana 3-4: 1 minuto de água fria
  • Semana 5+: 2-3 minutos de água fria ou banho completamente gelado

3. Artes Marciais Contemplativas

Pratique artes marciais não apenas como exercício, mas como filosofia em movimento. Cada técnica é uma lição sobre timing, distância, força e gentileza.

4. Jejum Intermitente Consciente

O jejum voluntário desenvolve força de vontade e nos ensina que podemos suportar desconforto muito maior do que imaginamos.

Coragem Social: Dominando a Arte da Conexão Autêntica

A ansiedade social é uma das formas mais paralisantes de medo moderno. Mas quando compreendemos que todos estão fundamentalmente preocupados consigo mesmos, podemos libertar-nos da prisão da aprovação alheia.

O Efeito Holofote

Pesquisas psicológicas demonstram que superestimamos drasticamente o quanto outros notam nossos erros ou inadequações. Este viés cognitivo nos liberta: se ninguém está realmente prestando tanta atenção assim, podemos ser mais autênticos sem medo.

As Cinco Práticas Diárias de Coragem Social:

1. A Regra dos 3 Elogios Genuínos

Diariamente, faça três elogios específicos e autênticos para pessoas diferentes. Observe como isso muda tanto sua percepção sobre os outros quanto a dos outros sobre você.

2. Vulnerabilidade Estratégica

Compartilhe uma pequena vulnerabilidade ou erro em conversas casuais. A vulnerabilidade autêntica cria conexão, não julgamento.

3. Técnica do “Não, Obrigado”

Pratique recusar pedidos educadamente sem justificativas elaboradas. Simplesmente: “Não, obrigado” ou “Isso não funciona para mim”.

4. Conversas de Elevador Transformadas

Transforme pequenas interações em micro-conexões fazendo uma pergunta genuína ou observação positiva.

5. O Desafio da Pergunta Corajosa

Uma vez por semana, faça uma pergunta que você normalmente evitaria por medo da resposta.

Coragem Profissional: Liderança Através da Autenticidade

No ambiente profissional, a coragem frequentemente determina a diferença entre mediocridade e excelência. Líderes corajosos não são aqueles sem medo – são aqueles que agem apesar dele.

Os Quatro Domínios da Coragem Profissional:

1. Coragem de Comunicação

Falar Verdades Difíceis: Ter conversas necessárias mas desconfortáveis
Apresentações Impactantes: Comunicar ideias com paixão e clareza
Feedback Construtivo: Dar e receber críticas de forma produtiva
Negociação Win-Win: Defender seus interesses respeitando os outros

2. Coragem de Inovação

Questionar Status Quo: Desafiar processos obsoletos
Propor Soluções Criativas: Apresentar ideias não-convencionais
Experimentar e Falhar: Testar hipóteses sem medo do fracasso
Liderança de Mudança: Conduzir transformações organizacionais

3. Coragem de Integridade

Alinhamento Valores-Ação: Agir consistentemente com seus princípios
Transparência Radical: Comunicar-se honestamente mesmo quando inconveniente
Responsabilidade Total: Assumir ownership completo dos resultados

4. Coragem de Crescimento

Busca de Feedback: Solicitar ativamente críticas construtivas
Admissão de Ignorância: Dizer “não sei” quando apropriado
Mudanças de Carreira: Fazer transições alinhadas com sua evolução

Estratégias Para Liderança Corajosa:

A Técnica do “Líder-Filósofo”

Antes de reuniões importantes, faça-se três perguntas estóicas:

  1. “O que está sob meu controle nesta situação?”
  2. “Como posso servir ao bem maior?”
  3. “Que virtudes posso demonstrar aqui?”

O Protocolo de Decisões Difíceis

  1. Identifique todos os stakeholders afetados
  2. Liste os valores organizacionais relevantes
  3. Considere as consequências de longo prazo
  4. Escolha a ação mais virtuosa, não a mais conveniente

Transformando Fracasso em Combustível: A Alquimia do Crescimento

“O ouro não teme o fogo, pois sabe que só se purifica através dele.” – Provérbio Árabe

Os estóicos viam as adversidades não como punição, mas como oportunidades de fortalecer virtudes. Cada fracasso é uma universidade disfarçada, cada rejeição é uma redirection divina.

O Framework FIRE para Transformar Fracassos:

F – Face (Encare)

Reconheça o fracasso sem negação ou racionalização. A verdade é sempre seu ponto de partida para a transformação.

I – Investigate (Investigue)

Analise sistematicamente o que funcionou, o que não funcionou e por quê. Seja um detetive imparcial de sua própria experiência.

R – Reflect (Reflita)

Conecte esta experiência com padrões maiores em sua vida. Que lições universais podem ser extraídas?

E – Evolve (Evolua)

Implemente mudanças concretas baseadas em seus insights. Sabedoria sem ação é filosofia estéril.

As Cinco Categorias de Fracasso Produtivo:

  1. Fracassos de Timing – A ideia certa no momento errado
  2. Fracassos de Execução – Boa estratégia, implementação deficiente
  3. Fracassos de Mercado – Solução para problema inexistente
  4. Fracassos de Capacidade – Ambição além das habilidades atuais
  5. Fracassos de Valores – Sucesso que contradiz seus princípios

Cada categoria ensina lições específicas e valiosas para futuras tentativas.

Histórias de Coragem: Lições dos Grandes Guerreiros

Nelson Mandela – A Coragem da Paciência Estratégica

Durante 27 anos de prisão, Mandela cultivou uma forma rara de coragem: a capacidade de manter a visão de longo prazo sem amargura. Ele estudou a língua e cultura de seus captores, transformando conhecimento em poder negocial.

Lição Aplicável: Às vezes a maior coragem é esperar o momento certo para agir, enquanto se prepara constantemente para esse momento.

Marie Curie – A Coragem da Persistência Científica

Em uma época onde mulheres eram excluídas da ciência, Curie não apenas persistiu, mas redefiniu os limites do possível. Trabalhou com materiais radioativos antes de compreender completamente os riscos.

Lição Aplicável: Coragem intelectual significa estar disposto a explorar territórios desconhecidos, mesmo quando outros consideram isso impossível.

Harriet Tubman – A Coragem da Liderança Compassiva

Tubman retornou 19 vezes ao sul escravocrata para libertar outros, mesmo sabendo que havia uma recompensa por sua captura. Sua coragem não era imprudente – era meticulosamente planejada.

Lição Aplicável: Verdadeira coragem combina compaixão com estratégia. Não é suficiente ser corajoso; devemos ser corajosos de forma inteligente.

Práticas Diárias: Construindo Sua Academia de Coragem

Rotina Matinal do Guerreiro Filosófico (20 minutos):

Minutos 1-5: Meditação da Respiração Corajosa

  • Respire conscientemente usando a técnica 4-7-8
  • A cada inspiração, visualize coragem entrando em seu corpo
  • A cada expiração, libere medo e tensão

Minutos 6-10: Journaling Estóico

Responda a estas três perguntas:

  1. “Que desafio posso abraçar hoje?”
  2. “Como posso demonstrar virtude nas interações de hoje?”
  3. “O que está verdadeiramente sob meu controle hoje?”

Minutos 11-15: Visualização de Sucesso

  • Mentalmente ensaie uma situação desafiadora do dia
  • Visualize-se respondendo com calma e coragem
  • Sinta fisicamente a confiança fluindo através de seu corpo

Minutos 16-20: Definição de Intenção

  • Escolha uma pequena ação corajosa para executar hoje
  • Comprometa-se verbalmente com esta ação
  • Visualize-se cumprindo este compromisso

Rotina Noturna de Reflexão (10 minutos):

Revisão Estoica Diária:

  1. Que momentos de coragem demonstrei hoje?
  2. Quando o medo me impediu de agir virtuosamente?
  3. Que lições posso aplicar amanhã?
  4. Como posso ser mais corajoso amanhã?

Seu Plano de 30 Dias Para Desenvolver Coragem

Semana 1-2: Fundações

  • Implemente a rotina matinal diária
  • Pratique respiração corajosa 3x ao dia
  • Execute uma pequena ação corajosa diariamente
  • Comece o journaling de evidências

Semana 3-4: Expansão

  • Adicione exercícios físicos desafiadores
  • Pratique coragem social com elogios genuínos
  • Tenha uma conversa difícil que você tem adiado
  • Experimente exposição ao frio

Mantendo o Momentum:

Comunidade de Apoio

Cerque-se de pessoas que demonstram e celebram coragem. Nossas tendências comportamentais são fortemente influenciadas por nosso círculo social.

Aprendizado Contínuo

Mantenha-se estudante da coragem. Leia biografias de pessoas corajosas, estude filosofia, acompanhe pesquisas em psicologia positiva.

Prática Deliberada

Procure ativamente oportunidades para praticar coragem. Não espere que situações desafiadoras apareçam – crie-as intencionalmente.

Reflexão Regular

Dedique tempo semanal para reflexão profunda sobre seu crescimento em coragem. Que padrões você observa? Onde ainda sente resistência?

Serviço aos Outros

Use sua coragem crescente para servir causas maiores que você mesmo. Quando nossa coragem tem propósito transcendente, encontramos reservas de força que não sabíamos possuir.

Sua Jornada Heroica Começa Agora

“Você é mais forte do que imagina, mais capaz do que sonha, e mais corajoso do que acredita.”

A jornada para desenvolver coragem autêntica é simultaneamente a mais desafiadora e mais recompensadora que você pode empreender. Ela exige honestidade brutal consigo mesmo, disciplina consistente, e a humildade para continuar aprendendo mesmo após fracassos.

Lembre-se da lição fundamental que permeia tanto a filosofia estóica quanto os ensinamentos do Bhagavad Gita: você já possui tudo que precisa para ser corajoso. A coragem não é um talento especial reservado para poucos escolhidos – é uma capacidade inerente ao ser humano que pode ser desenvolvida através de práticas específicas e comprometimento genuíno.

Seu Compromisso Corajoso:

Agora é o momento de transformar conhecimento em ação. Escolha três práticas deste guia que mais ressoaram com você e comprometa-se a implementá-las pelos próximos 30 dias. Não tente fazer tudo de uma vez – coragem sustentável é construída através de passos consistentes, não saltos dramáticos.

A coragem não é um sentimento – é uma decisão. E essa decisão está disponível para você a cada momento de cada dia. Compreender estes mecanismos psicológicos nos dá poder sobre eles. Quando reconhecemos que nosso medo pode estar sendo desproporcional à situação real, podemos começar a questioná-lo e desafiá-lo de forma sistemática.

Sua vida extraordinária está esperando do outro lado do medo. A única pergunta que resta é: você terá a coragem de dar o primeiro passo?

Comece hoje. Comece agora. Seu futuro corajoso está a apenas uma escolha de distância.

Como Ser um Bom Líder: Guia para Inspirar, Criar Impacto e Legado

A liderança é, sem dúvida, uma das competências mais valorizadas e, ao mesmo tempo, uma das mais complexas de se dominar no mundo profissional. No entanto, o equívoco comum é pensar que a liderança é um talento inato, algo que se possui ou não. A realidade é que ser um bom líder é um conjunto de habilidades, mentalidades e práticas que podem ser desenvolvidas por qualquer pessoa disposta a aprender e a se dedicar.

Este guia foi criado para aqueles que aspiram a ir além de um simples cargo de gestão. Ele é para quem deseja se tornar uma fonte de inspiração, uma força motriz para o sucesso da equipe e um catalisador de crescimento profissional e pessoal. Hoje vamos explorar os fundamentos, as habilidades essenciais e as estratégias que separam o gestor do verdadeiro líder, tudo com o objetivo de oferecer um conteúdo completo e prático.

A Distinção Crucial: Liderança vs. Chefia

Antes de aprofundarmos, é vital esclarecer a diferença entre ser um chefe e ser um líder. Embora os termos sejam frequentemente usados de forma intercambiável, eles representam abordagens fundamentalmente distintas para a gestão de pessoas:

  • O Chefe usa sua autoridade formal. Ele dá ordens, exige obediência e foca na hierarquia. A motivação da equipe sob um chefe muitas vezes vem do medo da punição ou da busca por recompensas diretas, mas a lealdade e o engajamento genuíno são raros.
  • O Líder, por outro lado, usa sua influência e inspiração. Ele guia, ensina e empodera sua equipe. As pessoas o seguem por escolha, porque confiam em sua visão, em sua integridade e em seu julgamento. A motivação vem do senso de propósito compartilhado e do desejo de contribuir para um objetivo maior.

O caminho para ser um bom líder começa com a decisão consciente de abandonar a mentalidade de “chefe” e adotar uma filosofia de serviço e inspiração.

4 Pilares Essenciais de uma Liderança Sólida

Uma liderança sólida é construída sobre alicerces robustos. Sem esses pilares, a gestão se torna frágil e ineficaz.

1. A Força da Visão e da Estratégia

Um líder é o farol que ilumina o caminho para a equipe. Ele não apenas sabe para onde ir, mas consegue comunicar essa direção de forma tão clara e envolvente que todos se sentem parte da jornada. A visão de um líder não é um conceito abstrato ou uma simples meta financeira. É um quadro inspirador do futuro, um propósito que dá significado ao trabalho de cada pessoa.

Para desenvolver uma visão forte:

  • Seja o Visionário: Tenha uma compreensão profunda do mercado, dos clientes e das tendências futuras. Identifique as oportunidades e os desafios que estão por vir.
  • Comunique de Forma Envolvente: Transforme sua visão em uma narrativa cativante. Use metáforas, exemplos e uma linguagem que ressoe com os valores e aspirações da equipe.
  • Conecte a Visão à Ação: Garanta que cada membro da equipe entenda como sua contribuição individual se alinha e contribui para o panorama geral. Isso cria um senso de propriedade e pertencimento.

2. A Arte da Comunicação Transparente e Empática

A comunicação é a espinha dorsal de qualquer equipe de sucesso. Um bom líder é um comunicador excepcional, e isso vai muito além de dar ordens claras.

  • Comunicação Verbal: Seja conciso, direto e honesto. Em tempos de crise ou mudança, a equipe precisa de transparência. Disseminar a informação de forma clara, explicando o “porquê” de cada decisão, elimina boatos e constrói confiança.
  • Comunicação Não Verbal: Preste atenção à sua linguagem corporal. Um líder que demonstra confiança e serenidade, mesmo sob pressão, transmite segurança à sua equipe. O contato visual, a postura e os gestos devem reforçar sua mensagem.
  • A Arte de Ouvir Ativamente: A escuta ativa é, talvez, a habilidade de comunicação mais importante de um líder. Em vez de apenas esperar a sua vez de falar, ouça com a intenção de entender. Dê espaço para sua equipe se expressar, faça perguntas abertas e demonstre que você valoriza as suas ideias e preocupações. Quando as pessoas se sentem ouvidas, a confiança e o engajamento aumentam exponencialmente.

3. A Construção de Confiança e Segurança Psicológica

A confiança mútua é a moeda mais valiosa em uma equipe. Líderes que são transparentes, que cumprem suas promessas e que demonstram consistência em suas ações criam um ambiente onde a confiança floresce.

Um bom líder também cultiva a segurança psicológica. Este é o ambiente onde as pessoas não têm medo de:

  • Cometer erros: Eles entendem que o erro é uma oportunidade de aprendizado, não um motivo para punição.
  • Sugestir ideias inovadoras: Eles se sentem à vontade para questionar o status quo e propor soluções criativas, sem o receio de serem ridicularizados.
  • Discordar respeitosamente: O debate saudável e a diversidade de opiniões são vistos como um motor de crescimento, e não como uma ameaça.

Em uma cultura de alta confiança, a equipe se torna mais coesa, mais resiliente e muito mais inovadora.

4. A Coragem na Tomada de Decisão

Um dos maiores fardos da liderança é a necessidade de tomar decisões, muitas vezes sob grande pressão e com informações incompletas. A indecisão é um veneno que paralisa a equipe e a organização.

Um líder eficaz adota um processo de tomada de decisão que envolve:

  • Coletar Dados e Informações: Ouça sua equipe, analise dados e busque diferentes perspectivas antes de formar uma opinião.
  • Confrontar o Risco: Entenda que toda decisão envolve um certo grau de risco. Um bom líder avalia esse risco e toma a decisão com base em um julgamento sólido, não no medo.
  • Comunicar a Decisão com Clareza: Uma vez que a decisão for tomada, defenda-a e explique o seu racional para a equipe. Isso não significa que todos concordarão, mas garante que a equipe entenda a direção e possa executá-la com confiança.

Habilidades Essenciais que Todo Bom Líder Precisa Desenvolver

A liderança é uma habilidade multifacetada. Para dominá-la, é preciso focar no desenvolvimento de competências-chave.

Inteligência Emocional (IE): O Superpoder do Líder

A inteligência emocional é a capacidade de reconhecer, entender e gerenciar suas próprias emoções, bem como as emoções dos outros. Ela é, sem dúvida, a principal habilidade que separa um gestor competente de um líder inspirador.

  • Autoconsciência: Conhecer seus próprios pontos fortes, fracos e gatilhos emocionais permite que você responda a situações com calma e propósito, em vez de reagir impulsivamente.
  • Empatia: A habilidade de se colocar no lugar do outro permite que você se conecte genuinamente com sua equipe, entendendo suas motivações e desafios. A empatia é a base para a confiança e para um ambiente de trabalho mais humano.
  • Motivação: Um líder emocionalmente inteligente é automotivado e usa essa energia para inspirar sua equipe. Ele celebra as conquistas, oferece apoio nos desafios e mantém o foco no objetivo, mesmo diante de obstáculos.

Habilidade de Delegar: Capacitando Pessoas para o Sucesso

Delegar não é apenas transferir tarefas; é um ato de confiança e capacitação. Muitos líderes, especialmente os que vieram de uma base técnica, têm dificuldade em delegar por sentirem a necessidade de ter controle total. No entanto, se você quiser escalar seu impacto e o da sua equipe, a delegação é fundamental.

Para delegar com eficácia:

  • Escolha a pessoa certa: Entenda as habilidades, os interesses e o potencial de cada membro da sua equipe.
  • Dê clareza total: Explique a tarefa, o resultado esperado e os recursos disponíveis.
  • Ofereça suporte, não microgerenciamento: Deixe claro que você está disponível para ajudar e guiar, mas evite controlar cada passo. Dê à sua equipe a autonomia para encontrar o seu próprio caminho para o sucesso.

Resolução de Conflitos: Transformando Desafios em Oportunidades

Onde há pessoas, há conflitos. E um bom líder não foge deles, ele os aborda de forma construtiva. Conflitos, quando bem gerenciados, podem ser uma força motriz para a inovação. Eles forçam a equipe a confrontar ideias, questionar pressupostos e encontrar soluções melhores.

Seja o mediador imparcial:

  • Ouça ambas as partes: Sem julgamentos, permita que cada lado se expresse completamente.
  • Identifique a causa raiz: O conflito geralmente não é sobre o que parece ser. Aprofunde-se para entender a verdadeira questão em jogo.
  • Busque soluções mutuamente benéficas: Incentive as partes a encontrarem uma solução que funcione para todos.
  • Mantenha o foco nos objetivos da equipe: Lembre a todos que, no final das contas, o objetivo é o sucesso do time, não a vitória individual.

Resiliência e Flexibilidade: Liderando na Adversidade

O mundo dos negócios é dinâmico e imprevisível. Um bom líder precisa ser resiliente para se recuperar de falhas e reveses, e flexível para se adaptar rapidamente a novas circunstâncias.

  • A Resiliência: É a capacidade de ver uma falha não como uma derrota, mas como uma valiosa lição. Um líder resiliente assume a responsabilidade, aprende com o erro e segue em frente com mais força e sabedoria.
  • A Flexibilidade: É a habilidade de ajustar a estratégia, a abordagem e até o estilo de liderança conforme a situação exige. Não existe uma abordagem de liderança que sirva para todas as ocasiões. Um líder flexível sabe quando precisa ser mais direto, mais apoiador ou mais colaborativo.

O Papel do Líder na Criação de uma Cultura de Sucesso

O maior legado de um líder não são os resultados financeiros, mas a cultura que ele constrói. A cultura é o conjunto de valores, crenças e comportamentos que moldam o ambiente de trabalho.

  • Defina os Valores: Seja claro sobre os valores que são inegociáveis para a equipe (ex: integridade, inovação, colaboração, respeito).
  • Seja o Exemplo: Um líder é o principal guardião da cultura. Suas ações, e não apenas suas palavras, devem refletir os valores da organização.
  • Recompense os Comportamentos Desejados: Reconheça e recompense publicamente os membros da equipe que demonstram os valores da cultura, reforçando o que é importante.
  • Incentive a Inovação: Crie um ambiente onde a experimentação e o risco sejam encorajados. A inovação não acontece por acaso; ela é o produto de uma cultura que a valoriza.

Como Começar a Sua Jornada de Liderança Hoje

A jornada para se tornar um líder excepcional não espera por um cargo ou uma promoção. O melhor momento para começar é agora.

Procure Feedback Honesto: Peça feedback sincero a seus colegas, superiores e à sua equipe. Pergunte: “O que eu faço bem? O que eu poderia fazer melhor?” Use esse feedback como um mapa para o seu desenvolvimento.

  1. Invista em Autodesenvolvimento: Leia livros sobre liderança, faça cursos, ouça podcasts e busque se conectar com outros líderes. A curiosidade é o motor do crescimento.
  2. Procure um Mentor: Encontre um líder que você admira e que esteja disposto a te orientar. Aprender com a experiência de alguém que já percorreu o caminho é inestimável.Assuma a Responsabilidade: Comece a praticar a liderança em seu dia a dia. Tome a iniciativa em projetos, ajude seus colegas e demonstre responsabilidade por suas ações. A liderança se manifesta na ação.

Lidere com Propósito e Deixe um Legado

A jornada para se tornar um bom líder é longa e desafiadora, mas é também uma das mais gratificantes que você pode empreender. Liderar não é sobre acumular poder ou riqueza; é sobre o impacto que você causa nas vidas das pessoas ao seu redor.

No final do dia, as métricas de sucesso financeiro são importantes, mas o que realmente importa é a cultura que você construiu, as pessoas que você capacitou e o legado que você deixou. Lidere com propósito, sirva sua equipe e nunca pare de aprender. O resto virá como consequência.

Sua jornada de liderança começa hoje.

Práticas diárias para fortalecer seu relacionamento em tempos difíceis

Freqüentemente, damos o melhor de nós mesmos para colegas de trabalho, amigos e estranhos. O resultado? Nossos companheiros testemunham nossos piores momentos quando chegamos em casa.  Conheça três dicas simples de conectar e aumentar a resiliência no relacionamento.

Práticas diárias para ajudar a fortalecer seu relacionamento

1. Respire lentamente cinco vezes quando as coisas ficarem tensas

Décadas de pesquisas científicas sobre respiração sugerem que, quando relaxamos, alongamos e desaceleramos nossa respiração, podemos aliviar a tensão em nosso sistema nervoso que cria ansiedade e irritação. Em um estudo recente , os pesquisadores descobriram que a respiração diafragmática lenta (respiração abdominal) levou a uma melhora do humor, maior concentração e níveis significativamente mais baixos do hormônio do estresse cortisol.

Esta pesquisa – e experiência prática – indicam que sua respiração é como um portal interno para um estado de calma. Talvez seja a maneira mais poderosa de interromper pensamentos sobre o passado e o futuro que geram tensão e ressentimento. Afinal, cada inspiração e expiração não acontecerá amanhã ou no próximo ano (da mesma forma que os pensamentos podem surgir). Você está respirando agora. 

Como você pode trazer a respiração lenta pela barriga para sua vida diária? Observe aqueles momentos em que você é acionado. Use esses momentos como uma dica para desacelerar sua respiração . Uma boa regra prática aqui é se esforçar para respirações de cinco contagens (cinco contagens dentro, cinco contagens fora). Em seguida, traga sua atenção para onde você está respirando. Veja se você sente a subida e a descida sutil de seu abdômen a cada inspiração e expiração.

2. Dê um abraço em seu parceiro sempre que puder

Isso pode soar como um ato trivial. Mas um crescente corpo de pesquisas descobriu que simples atos de toque estão positivamente associados a uma maior satisfação conjugal e podem funcionar como um amortecedor contra conflitos e ansiedade no relacionamento.

Dar um abraço surpresa em seu parceiro é uma dica poderosa de que você está aberto, solidário e presente – uma dica que pode mudar todo o tom e a trajetória de seu tempo juntos.

3. Mostre ao seu parceiro amor e apreciação 

Em vez de examinar as ações de seu parceiro para ver o que ele fez de errado ou como deixou a bola cair, procure o que ele fez de certo. Veja se você consegue pegá-los no ato de contribuir. Ou veja se você pode apreciá-los por todas as formas ocultas de trabalho que realizam para sua família.

pesquisa de John Gottman indica que a simples prática da apreciação pode mudar toda a cultura do seu relacionamento. Sem apreciação, seu relacionamento pode facilmente cair em padrões de crítica, desprezo e atitude defensiva.

Adicione um pouco de apreço, no entanto, e você mudou tudo. Você desencadeou uma mudança de culpa e ressentimento para gratidão e conexão.

Mais importante ainda, essa prática simples de agradecimento pode quebrar o hábito de levar para casa o que há de pior durante esses tempos difíceis. Além do mais, tem uma qualidade contagiante que também pode inspirar seu parceiro a fazer o mesmo.

Como navegar em conversas difíceis

4 passos definitivos para facilitar conversas difíceis a partir de agora

Já se encontrou enrolando ao máximo para evitar uma daquelas conversas difíceis?

Logo vem aquela sensação de angústia que faz o coração palpitar e as mãos ficarem suadas. Pode ser uma conversa de namorados ou mais formal entre você e um chefe, por exemplo. Ou até mesmo uma conversa em grupo, entre amigos.

Certamente você já passou por uma situação como essa. Por mais intima que seja a nossa relação com a outra pessoa alguns assuntos podem trazer uma sensação assustadora.

Mas algumas vezes não tem jeito, seja por iniciativa sua ou da outra pessoa, possivelmente com o temido “precisamos conversar”, o assunto surge e você se vê obrigado a encarar.

E agora, o que fazer?

Se você deseja ter uma conversa difícil e ainda está com receio acompanhe esse texto para descobrir como é possível tornar uma conversa difícil numa conversa produtiva. Ou talvez o menos desconfortável possível.

Realmente existem muitos assuntos que merecem uma boa avaliação antes de serem abordados, quanto mais delicado for, mais cuidado devemos tomar para que o resultado seja positivo para todos.

Sob a ótica da Comunicação Não Violenta algo muito importante a se manter em mente em qualquer relacionamento e, portanto, em qualquer conversa é a empatia. Que pode ser entendido em partes como a nossa capacidade de realmente enxergar o outro e ver o mundo pelos seus olhos. Nossa habilidade de escutar e permitir-se ser mudado.

Esse “músculo” da empatia é algo que precisa ser exercitado e estar presente para que não só tenhamos a capacidade de navegar conversas difíceis, mas todas as conversas com mais clareza e tranquilidade. Essa aptidão resulta em uma leveza num nível além do nosso pessoal, mas também sistêmico na nossa comunidade.

Todas as pessoas têm dúvidas, angústias, medos e uma forma pessoal e peculiar de olhar o mundo. Levando isso em consideração e com a ajuda de uma boa comunicação conseguiremos nos expressar de forma mais saudável, alcançar melhor nossos objetivos e ainda contribuir para um mundo mais leve.

Acompanhe a seguir algumas dicas para te ajudar a abordar assuntos delicados com mais tranquilidade possível.

saiba o que sente e busca com a conversa

Toda comunicação tem um objetivo e com conversas difíceis não é diferente. Essa clareza tem que se fazer presente antes e durante a conversa, porque se você não sabe o que quer transmitir existe uma chance bem grande de a conversa não levar a lugar algum, só servir para causar mais desconforto e atrito.

Então respire fundo e tente se lembrar do porquê você está buscando essa conversa, o que você quer transmitir? O que você busca alcançar com ela?

E mais importante ainda é entender o que está por trás da sua intenção. Discutir sobre o quão irritante é o fato do seu colega usar de novo suas coisas e deixar tudo largado é possivelmente uma conversa sobre respeito e consideração. Lembre-se disso ao trazer o tópico à tona.

Atitude

Esse ponto serve para todos os tipos de conversas, mas se torna mais importante ainda nas que são mais desafiadoras. Acabamos de estabelecer o objetivo buscado na conversa, mas é importante manter a atitude mental flexível.

Permita-se escutar, avaliar e reagir ao que surge no momento presente, mantendo a cabeça aberta para enxergar pequenas vitórias que podem passar despercebidas se estivermos com os olhos focados apenas no que queremos falar.

Ajuste a efetividade da conversa, colocando a intenção de que não importa o que aconteça algo de bom sempre pode sair de uma troca onde estamos dispostos a buscar verdadeiramente o melhor caminho.

Abrir-se para a possibilidade que o interlocutor possa ter algo realmente importante a adicionar ou que ele tem uma opção melhor do que a que você tinha em mente no início é muito útil para o crescimento pessoal e traz leveza as relações.

Então aqui temos tanto uma atitude positiva quanto uma de flexibilidade, de quem está disposto a mudar para alcançar a melhor opção para todos.

Fale de você

Uma parte importante é falar sobre a sua perspectiva, o que você está sentindo. Fale em primeira pessoa, trazendo seus sentimentos e suas percepções sobre o assunto. Por exemplo, ao invés de dizer “você me deixa com raiva” tente dizer “eu sinto raiva”.

Duas coisas muito boas podem surgir disso, a primeira é que você passa a respeitar o limite do que é seu e o que é do próximo. Estamos falando de algo que você está vivenciando, então é importante firmar isso tanto para você quanto para o interlocutor.

E a segunda é que pessoas se conectam com o que elas identificam nelas mesmas. Então ao trazer um sentimento logo de cara existe uma chance maior de acessarmos a empatia no outro.

Raiva é um sentimento comum, assim como tristeza, angústia, felicidade. Ao dizer que está sentindo isso você se aproxima do outro, porque ele vai reconhecer a sensação que você está vivendo. Isso coloca os dois mais como parceiros do que como oponentes e aumenta bastante a chance de resultados positivos para a conversa.

Preze por todos os envolvidos

Esse ponto tem grande conexão com os anteriores, ao considerar todos os envolvidos na conversa não só trazemos a flexibilidade na conversa, mas também achamos novamente um ponto em comum que pode ser a chave para a efetividade da discussão.

Essa clareza dos sentimentos e princípios por trás do que está sendo falado serve como guia para nortear e manter a conversa num caminho produtivo. Então tão importante quanto a análise do que está por trás do que nós estamos trazendo é buscar entender o que está por trás do que os outros estão expressando.

Pode parecer que seu chefe só briga cobrando os relatórios diariamente porque ele é chato e não sabe o quanto isso te estressa, mas analisando profundamente talvez isso seja uma busca por segurança. Para ele os relatórios trazem os dados necessários para tomar decisões assertivas que tragam melhores resultados e que façam ele se sentir mais seguro.

É muito mais fácil se conectar com o medo que alguém pode sentir de tomar decisões erradas ou que acarretem perdas. Todos querem tomar decisões seguras e lembrar desse princípio compartilhado vai com certeza aproximar os participantes da conversa.

Nesse sentido muito provavelmente os outros participantes ou seu interlocutor precisem de ajuda, porque raramente as pessoas costumam tirar o tempo para analisar isso dentro delas mesmas.

Parte do seu trabalho para conseguir navegar essa conversa mais difícil pode ser exatamente trazer luz a esses pontos tão importantes e que podem ser a grande diferença para ter uma boa conversa.

Então é isso, agora que você já sabe como tornar qualquer troca mais produtiva e evitar tensões extras, respire fundo, dê uma boa olhada para seus motivos, positive as atitudes e boa sorte com a sua conversa!

Da raiva ao amor: A arte da autointervenção

A raiva é desconfortável – mas também vicia! Em situações difíceis, a raiva surge como um mecanismo de defesa, uma ferramenta para ajudá-lo a se energizar para que você possa lidar com o que quer que tenha catalisado o sentimento. Sempre nos convencemos, sempre que ficamos com raiva, de que o fogo interior da raiva nos ajudará a lidar com o que quer que seja ou com quem nos feriu. Mal sabemos que muitas vezes nos prejudicamos ainda mais profundamente ao permitir que a toxicidade assuma o controle das nossas vidas.

Podemos intervir em momentos de raiva, à medida que aprendemos que deixar a raiva nos controlar muitas vezes é o maior inimigo de todos.

A boa notícia é que podemos intervir em momentos de raiva, pois aprendemos que permitir que a raiva nos controle muitas vezes é o maior inimigo de todos. Portanto, da próxima vez que você estiver em uma situação que provoque uma reação de raiva, experimente esta prática de autointervenção.

Uma prática para passar da raiva ao amor

  1. Reconheça sua raiva quando ela surgir. Suprimir a raiva apenas torna o sentimento mais intenso e intransponível.
  2. Considere se há algo concreto que você pode fazer ou dizer para melhorar a situação (como sair da sala onde houve uma conversa acalorada ou dar uma caminhada para se acalmar).
  3. Se não houver nada que você possa fazer no momento, mantenha sua atenção no simples reconhecimento de sua raiva. O simples gesto de direcionar sua mente para administrar a situação com atenção o impede de ter uma visão limitada. Este é um ato de autocuidado.
  4. Se parecer impossível tolerar o desconforto de sua raiva, tente abrir sua perspectiva. Pense em todas as coisas pelas quais você é grato no momento. Isso pode ajudá-lo a mudar sua percepção da situação em questão.
  5. Acredite ou não, aceitar a nós mesmos – por mais zangados que estejamos – é um ato de compaixão, de amor. Esses momentos sempre vêm e vão de novo e de novo. A maior pergunta, então, é: como posso transmutar essa raiva em algum ato de amor?

Como Ser Mais Compassivo: Um Guia Atento para a Compaixão

Por meio da bondade amorosa e da prática da consciência, você pode se conectar mais profundamente com você mesmo e com os outros. Explore nosso novo guia para se inclinar para a bondade e cultivar a compaixão todos os dias.

  • O que é compaixão?
  • Pratique a Autocompaixão
  • Meditação de Amor-Bondade
  • Empatia e Compaixão
  • Cultive Compaixão Todos os Dias

A compaixão nos ajuda a nos conectar com os outros, consertar relacionamentos e seguir em frente, ao mesmo tempo que estimula a inteligência emocional e o bem-estar. A compaixão leva a empatia um passo adiante porque acalenta o desejo de que todas as pessoas se livrem do sofrimento e está imbuída do desejo de ajudar.

 

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O que é compaixão?

A compaixão é simplesmente uma presença gentil e amigável em face do que é difícil. Seu poder está nos conectando com o que é difícil – ele nos oferece uma abordagem que difere do afastamento que normalmente fazemos.

Começamos com empatia – aquele sentimento de conexão. Quando podemos reconhecer a semelhança da condição humana, algo belo acontece: diminuímos a crueldade sutil da indiferença.

O que é autocompaixão?

A autocompaixão envolve tratar a si mesmo da maneira como trataria um amigo que está passando por momentos difíceis – mesmo que seu amigo estrague tudo ou se sinta inadequado, ou apenas esteja enfrentando um difícil desafio na vida. A definição mais completa envolve três elementos centrais que usamos quando estamos com dor: bondade própria, humanidade comum (o reconhecimento de que todos cometem erros e sentem dor) e atenção plena.

Por que a autocompaixão é importante

Indivíduos que são mais autocompaixão tendem a ter maior felicidade, satisfação com a vida e motivação, melhores relacionamentos e saúde física, e menos ansiedade e depressão. Eles também têm a resiliência necessária para lidar com eventos estressantes da vida, como divórcio, crises de saúde, fracasso acadêmico e até mesmo para combater traumas.

Quando estamos atentos às nossas lutas e respondemos a nós mesmos com compaixão, bondade e apoio em momentos de dificuldade, as coisas começam a mudar. Podemos aprender a abraçar a nós mesmos e às nossas vidas, apesar das imperfeições internas e externas, e fornecer a nós mesmos a força necessária para prosperar.

Os mitos comuns da autocompaixão

Mito : a autocompaixão nos tornará fracos e vulneráveis .

Verdade : Na verdade, a autocompaixão é uma fonte confiável de força interior que confere coragem e aumenta a resiliência quando enfrentamos dificuldades. A pesquisa mostra que as pessoas autocompaixão são mais capazes de lidar com situações difíceis, como divórcio, trauma ou dor crônica.

Mito : Autocompaixão é realmente o mesmo que ser auto-indulgente .

Verdade : Na verdade, é exatamente o oposto. A compaixão nos inclina para a saúde e o bem-estar de longo prazo, não para o prazer de curto prazo. Pesquisas mostram que pessoas autocompetitivas adotam comportamentos mais saudáveis, como fazer exercícios, comer bem, beber menos e ir ao médico com mais regularidade.

Mito : a autocompaixão é realmente uma forma de desculpar o mau comportamento .

Verdade : Na verdade, a autocompaixão fornece a segurança necessária para admitir os erros, em vez de culpar outra pessoa por eles. A pesquisa mostra que as pessoas autocompaixão assumem maior responsabilidade pessoal por suas ações e são mais propensas a se desculpar se ofenderem alguém.

Mito : a autocrítica é um motivador eficaz 

Verdade : não é. Nossa autocrítica tende a minar a autoconfiança e leva ao medo do fracasso. Se tivermos autocompaixão, ainda estaremos motivados para alcançar nossos objetivos – não porque sejamos inadequados como somos, mas porque nos preocupamos com nós mesmos e queremos alcançar nosso potencial máximo. Pessoas com autocompaixão têm padrões pessoais elevados; eles simplesmente não se culpam quando falham.

 

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Como praticar a autocompaixão

Encontre Compaixão: Escreva uma Carta para Você Mesmo

Você pode encontrar sua voz compassiva escrevendo uma carta para si mesmo sempre que tiver dificuldades ou se sentir inadequado, ou quando quiser se motivar para fazer uma mudança. Pode parecer desconfortável no início, mas fica mais fácil com a prática.

Aqui estão três formatos para experimentar:

  1. Pense em um amigo imaginário que é sábio, amoroso e compassivo e escreva uma carta para si mesmo da perspectiva de seu amigo.
  2. Escreva uma carta como se estivesse falando com um amigo muito querido que está lutando com as mesmas preocupações que você.
  3. Escreva uma carta da parte compassiva de você para a parte que está lutando.

Depois de escrever a carta, você pode colocá-la de lado por um tempo e depois lê-la mais tarde, deixando que as palavras o acalmem e confortem quando você mais precisar.

Uma prática de autocompaixão para renovar seu cérebro para a resiliência

Este é um exercício da especialista em resiliência Linda Graham para mudar nossa consciência e trazer aceitação à experiência do momento. Ajuda praticar essa quebra de autocompaixão quando qualquer perturbação ou angústia emocional ainda é razoavelmente controlável – para criar e fortalecer os circuitos neurais que podem fazer essa mudança e recondicionamento quando as coisas estão realmente difíceis.

  • A qualquer momento que você notar uma onda de emoção difícil – tédio, desprezo, remorso, vergonha – faça uma pausa, coloque a mão no coração (isso ativa a liberação de oxitocina, o hormônio da segurança e da confiança).
  • Tenha empatia com sua experiência – reconheça o sofrimento – e diga a si mesmo: “isso é perturbador” ou “isso é difícil!” ou “isso é assustador!” ou “isso é doloroso” ou “ai! Isso dói ”ou algo semelhante, para reconhecer e se preocupar com você mesmo quando você vivenciar algo angustiante.
  • Repita essas frases para você (ou alguma variação de palavras que funcionem para você):

Que eu seja gentil comigo mesmo neste momento.

Isso quebra a automaticidade de nossas respostas de sobrevivência e ciclos de pensamento negativo.

Posso aceitar este momento exatamente como ele é.

De William James, considerado o fundador da psicologia americana: “Esteja disposto a que assim seja. Aceitar o que aconteceu é o primeiro passo para superar as consequências de qualquer infortúnio. ”

Que eu possa me aceitar exatamente como sou neste momento.

Do psicólogo humanista Carl Rogers: “O curioso paradoxo é que, quando me aceito exatamente como sou, posso mudar.”

Que eu possa dar a mim mesma toda a compaixão de que preciso.

A compaixão é um recurso para a resiliência, e você merece tanto sua própria compaixão quanto os outros.

  • Continue repetindo as frases até sentir a mudança interna: A compaixão, a bondade e o cuidado consigo mesmo se tornando mais fortes do que a emoção negativa original.
  • Faça uma pausa e reflita sobre sua experiência. Observe se surge alguma possibilidade de ação sábia.

A autocompaixão depende do contato direto e honesto com nossa própria vulnerabilidade. A compaixão floresce totalmente quando ativamente cuidamos de nós mesmos. Para ajudar as pessoas a lidar com os sentimentos de insegurança e indignidade, frequentemente introduzo a atenção plena e a compaixão por meio de uma meditação que chamo de CHUVA da Autocompaixão. A sigla RAIN, cunhada pela primeira vez há cerca de 20 anos por Michele McDonald, é uma ferramenta fácil de lembrar para praticar a atenção plena. Possui quatro etapas:

  • Reconheça o que está acontecendo
  • Permita que a experiência esteja lá, assim como é
  • Investigue com gentileza
  • Consciência natural, que vem de não se identificar com a experiência

Você pode levar o seu tempo e explorar RAIN como uma meditação independente ou percorrer as etapas de uma forma mais abreviada sempre que surgirem sentimentos desafiadores.

R – Reconheça o que está acontecendo

Reconhecer significa reconhecer conscientemente, a qualquer momento, os pensamentos, sentimentos e comportamentos que estão nos afetando. Como acordar de um sonho, o primeiro passo para sair do transe da indignidade é simplesmente reconhecer que estamos presos, sujeitos a crenças, emoções e sensações físicas dolorosamente restritivas. Os sinais comuns de transe incluem uma voz interna crítica, sentimentos de vergonha ou medo, o aperto da ansiedade ou o peso da depressão no corpo.

A — Permitindo: Fazendo uma Pausa para Dar Vida

Permitir significa deixar que os pensamentos, emoções, sentimentos ou sensações que reconhecemos simplesmente estejam lá. Normalmente, quando temos uma experiência desagradável, reagimos de uma destas três maneiras: acumulando julgamentos; entorpecendo-nos aos nossos sentimentos; ou focalizando nossa atenção em outro lugar.

Nós permitimos simplesmente fazendo uma pausa com a intenção de relaxar nossa resistência e deixar a experiência ser exatamente como é. Permitir que nossos pensamentos, emoções ou sensações corporais simplesmente existam não significa que concordamos com nossa convicção de que somos indignos.

I – Investigando com Bondade

Investigar significa invocar nossa curiosidade natural – o desejo de saber a verdade – e direcionar uma atenção mais concentrada para nossa experiência presente. Simplesmente fazer uma pausa para perguntar, o que está acontecendo dentro de mim ?, pode iniciar o reconhecimento, mas a investigação adiciona um tipo de investigação mais ativo e pontual. Você pode se perguntar: O que mais precisa de atenção? Como estou sentindo isso no meu corpo? O que estou acreditando? O que esse sentimento quer de mim?

N – Consciência Amorosa Natural

A consciência amorosa natural ocorre quando a identificação com o eu é afrouxada. Essa prática de não identificação significa que nosso senso de quem somos não se funde com nenhuma emoção, sensação ou história limitadora.

Embora os três primeiros passos do RAIN exijam alguma atividade intencional, o N é o tesouro: Um retorno libertador à nossa verdadeira natureza. Não há nada a fazer nesta última parte de RAIN; simplesmente descansamos na consciência natural.

A CHUVA da Autocompaixão não é uma meditação única, nem a realização de nossa consciência natural é necessariamente plena, estável ou duradoura. Em vez disso, à medida que você pratica, pode experimentar uma sensação de calor e abertura, uma mudança de perspectiva. Você pode confiar nisso! RAIN é uma prática para a vida – responder às nossas dúvidas e medos com uma presença curativa. Cada vez que você está disposto a desacelerar e reconhecer, oh, este é o transe da indignidade … isso é medo … isso é magoado … isso é julgamento …, você está prestes a desacondicionar os velhos hábitos e auto-crenças limitantes que aprisionam seu coração. Gradualmente, você experimentará a consciência amorosa natural como a verdade de quem você é, mais do que qualquer história que você já contou a si mesmo sobre ser “não bom o suficiente” ou “basicamente falho”.

Cada um de nós tem o condicionamento para viver por longos períodos de tempo aprisionado por uma sensação de deficiência, impedido de realizar nossa inteligência intrínseca, vivacidade e amor. A maior bênção que podemos dar a nós mesmos é reconhecer a dor desse transe e regularmente oferecer uma chuva purificadora de autocompaixão aos nossos corações que estão despertando.

 

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Como a meditação da bondade amorosa fortalece a compaixão

Se você está familiarizado com a meditação, provavelmente já tentou uma prática básica da bondade amorosa. Envolve trazer à mente alguém que você ama e desejar que essa pessoa esteja segura, bem e feliz – em voz alta ou para você mesmo. A prática continua estendendo esses desejos de boa sorte àqueles ao seu redor: talvez uma parte mais neutra, ou mesmo uma pessoa difícil em sua vida.

Repetir essas frases parece bom no momento, mas elas também podem ter efeitos de longo prazo em nosso cérebro que permanecem conosco depois que terminamos de meditar. Daniel Goleman, autor de Primal Leadership: Unleashing the Power of Emotional Intelligence e co-autor de Altered Traits , explica como esse tipo de meditação pode impactar nossa mente e nossa perspectiva.

Goleman diz que as práticas de bondade amorosa fortalecem a compaixão e a preocupação empática: nossa capacidade de cuidar de outra pessoa e querer ajudá-la.

“Descobrimos, por exemplo, que as pessoas que fazem essa meditação que acabaram de começar a praticá-la realmente são mais gentis, têm maior probabilidade de ajudar alguém que precisa, são mais generosas e mais felizes”, explica Goleman. “Acontece que as áreas do cérebro que nos ajudam ou que nos fazem querer ajudar alguém de quem gostamos também se conectam com os circuitos para nos sentirmos bem. Portanto, é bom ser gentil e tudo isso aparece muito cedo em apenas algumas horas de prática total de amor bondade ou meditação de compaixão. ”

Existem três tipos diferentes de empatia, que são fortalecidos quando praticamos a bondade amorosa. Os dois tipos mais comuns de empatia são quando você entende a perspectiva de outra pessoa e quando você se conecta a ela emocionalmente; mas o tipo final e mais poderoso é a preocupação empática.

Prática de amor e bondade para iniciantes

Siga esta prática simples de bondade amorosa para abrir o coração e a mente a um maior senso de compaixão de Elisha Goldstein.

  1. Se você se sentir confortável , feche os olhos com cuidado ou direcione os olhos para o chão enquanto estiver sentado ou deitado.
  2. Comece com algumas respirações profundas. Verifique de onde você está começando este momento, fisicamente, emocionalmente, mentalmente.
  3. Considere uma pessoa em sua vida que é fácil de se preocupar. Este pode ser um bom amigo, um parceiro, talvez um animal. Imagine-os sentados à sua frente e olhando em seus olhos.
  4. Sinta o seu coração neste momento e diga com intenção a essa pessoa: “Que você seja feliz. Que você seja saudável de corpo e mente. Que você esteja seguro e protegido de danos internos e externos. Que você se livre do medo, do medo que o mantém preso. ”
  5. Novamente inspirando e expirando , reconectando-se com o coração.
  6. Agora incline seu coração e mente para si mesmo e diga a si mesmo: “Que eu seja feliz. Que eu seja saudável de corpo e mente. Que eu esteja seguro e protegido de danos internos e externos. Que eu possa me livrar do medo, do medo que me mantém preso. ”
  7. E agora respirando e expirando, e considerando uma pessoa em sua vida que você não conhece muito bem. Talvez o caixa do seu mercado local ou alguém do trabalho com quem você nunca falou.
  8. Conectando-se com o seu coração mais uma vez , e assim como você fez com a pessoa que está perto de você dizendo agora a ela: “Que vocês sejam felizes. Que você seja saudável de corpo e mente. Que você esteja seguro e protegido de danos internos e externos. Que você se livre do medo, do medo que o mantém preso. ”
  9. E inspirar e expirar, agora trazendo à mente alguém em sua vida com quem você teve dificuldade. Alguém com quem você está frustrado, irritado ou aborrecido.
  10. E imagine-os sentados aqui, olhando-os nos olhos e com a mesma intenção e cordialidade que você tinha pela pessoa de quem era fácil cuidar, agora dizendo a eles: “Que vocês sejam felizes. Que você seja saudável de corpo e mente. Que você esteja seguro e protegido de danos internos e externos. Que você se livre do medo, do medo que o mantém preso. ”
  11. E agora imaginando, expandindo esse senso de sinceridade e intenção por todo o mundo. Todos os países, todas as pessoas.
  12. Dizendo a eles: “Que vocês sejam felizes. Que você seja saudável de corpo e mente. Que você esteja seguro e protegido de danos internos e externos. Que você se livre do medo, do medo que o mantém preso. ”
  13. E inspirando e expirando, ao terminarmos esta prática, façamos suavemente outra verificação cuidadosa. Tenha uma noção de como você está se sentindo agora, sem qualquer julgamento. Que emoções estão presentes? Esta mente está ocupada ou calma?
  14. Talvez terminando agradecendo a si mesmo e a todas as pessoas que você incluiu nesta prática.
  15. E quando estiver pronto, abra suavemente os olhos.

 

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A diferença entre empatia e compaixão

O que é empatia?

Empatia é ser capaz de perceber os sentimentos dos outros (e reconhecer nossas próprias emoções), imaginar por que alguém pode estar se sentindo de determinada maneira e se preocupar com o bem-estar deles. Uma vez que a empatia é ativada, a ação compassiva é a resposta mais lógica. Muitos confundem empatia (sentir-se por alguém) com simpatia (sentir pena de alguém).

Empatia pode ser ensinada

Podemos achar difícil ter empatia por algumas pessoas. Mas isso não significa que não podemos fortalecer nossos músculos da empatia, de acordo com a psiquiatra e pesquisadora Helen Riess, autora do livro The Empathy Effect . Riess usa a sigla EMPATHY para descrever as etapas de seu programa:

E: Contato visual. Um nível apropriado de contato visual faz as pessoas se sentirem vistas e melhora a comunicação eficaz . Riess recomenda focar nos olhos de alguém por tempo suficiente para avaliar a cor dos olhos e certificar-se de que você esteja cara a cara ao se comunicar.

M: Músculos nas expressões faciais. Como humanos, muitas vezes imitamos automaticamente as expressões de outras pessoas, mesmo sem perceber. Ao sermos capazes de identificar os sentimentos de outra pessoa – geralmente por meio de padrões musculares faciais distintos – e espelhá-los, podemos ajudar a comunicar empatia.

P: Postura. Sentar em uma posição curvada pode indicar falta de interesse, desânimo ou tristeza; sentar-se ereto sinaliza respeito e confiança. Ao compreender o que as posturas comunicam, podemos assumir uma postura mais aberta – rosto para a frente, pernas e braços descruzados, inclinado para alguém – para encorajar uma comunicação mais aberta e confiança.

R: Afeto (ou emoções). Aprender a identificar o que o outro está sentindo e dar um nome pode nos ajudar a entender melhor seu comportamento ou a mensagem por trás de suas palavras.

T: Tom. “Como o tom de voz transmite mais de 38% do conteúdo emocional não-verbal daquilo que uma pessoa comunica, é uma chave vital para a empatia”, escreve Riess. Ela sugere combinar o volume e o tom da pessoa com quem você está falando e, geralmente, usar um tom suave para fazer alguém se sentir ouvido. No entanto, quando uma pessoa está comunicando indignação, moderar seu tom – em vez de corresponder ao dela – é mais apropriado.

H: Audição. Muitas vezes, não ouvimos verdadeiramente uns aos outros, possivelmente por causa de preconceitos ou simplesmente por estarmos muito distraídos e estressados. Ouvir com empatia significa fazer perguntas que ajudem as pessoas a expressar o que realmente está acontecendo e ouvir sem julgamento.

Y: Sua resposta. Riess não está falando sobre o que você vai dizer a seguir, mas como você se identifica com a pessoa com quem está falando. Estejamos ou não cientes disso, tendemos a nos sincronizar emocionalmente com as pessoas, e a forma como o fazemos desempenha um papel importante no quanto as compreendemos.

Como cuidar profundamente sem se queimar

Reprimir a empatia exagerada requer inteligência emocional; sua habilidade subjacente é a autoconsciência. Você sempre precisa estar preparado para explorar e atender às suas próprias necessidades. Sempre que sua empatia for despertada, considere isso como um sinal para chamar a atenção para seus próprios sentimentos. Faça uma pausa para verificar com você mesmo: o que estou sentindo agora? O que eu preciso agora?

  • Saiba a diferença entre empatia e compaixão. Empatia é nossa ressonância natural com as emoções dos outros, onde sentimos a dificuldade que alguém pode estar sentindo. A compaixão é uma das muitas respostas à empatia.
  • Perceba quando você está se sentindo sobrecarregado. É inevitável que todos nós passemos por um esgotamento. O importante é reconhecer o que está acontecendo e se mover em direção ao equilíbrio. A compaixão implica uma estabilidade de atenção e cuidado de uma maneira sábia e equilibrada – cuidar de si mesmo e dos outros.
  • Reconheça que você não pode mudar os outros. Compaixão também implica sabedoria e inteligência para saber que não cabe a você consertar o mundo para os outros. Você não pode funcionar se estiver apenas sentindo a dor dos outros o tempo todo. Há um equilíbrio que é crucial: você pode reconhecer a dor, pode querer ajudar, mas precisa reconhecer que não pode mudar a experiência do mundo de outras pessoas. Esse é o desapego. Dan Harris explica desta forma: “Meu pai diz que a coisa mais difícil sobre ter filhos é deixá-los cometer seus próprios erros. Isso é compaixão com equanimidade. ”

 

Conjunto de quadros multicoloridos de círculos em aquarela de mão desenhada, mancha de respingo de aquarela para plano de fundo, banner, cartaz, cartão, folheto.

Como cultivar compaixão todos os dias

Como Ser Mais Compassivo no Trabalho

Você já teve medo de trabalhar porque as pessoas ao seu redor estavam em uma espiral negativa de energia? Somos seres emocionais e não podemos evitar ser afetados pelas variações de humor e pelas interações que temos com os outros. A vida está sempre mudando e essa mudança constante pode criar pensamentos e emoções difíceis, que podem fluir para o ambiente de trabalho. O lado bom é que, se pudermos enfrentar o sofrimento no trabalho com preocupação e cuidado, a compaixão surge naturalmente. Ambientes de trabalho que cultivam a compaixão criam um local de trabalho muito mais positivo e produtivo.

Compaixão no local de trabalho:

  • Preste mais atenção ao bem-estar psicológico de seus colegas de trabalho . Por exemplo: Se um funcionário sofreu uma perda, como um divórcio ou morte na família, alguém deve entrar em contato com esse funcionário dentro de 24-48 horas e oferecer ajuda. Um estudo em 2012 demonstrou que as pessoas que agem com compaixão são percebidas com mais força como líderes e que a inteligência percebida (ou seja, quão inteligente e bem informada a pessoa é) constrói uma ponte sobre a relação entre compaixão e liderança.
  • Incentive e mostre um contato mais positivo entre os funcionários.  Em muitos locais de trabalho onde eu consulto, existem espaços de reunião que podem ser utilizados para grupos e encontros informais. Os grupos planejados podem ser incentivados semanalmente ou mensalmente e permitir mais oportunidades de perceber quando alguém precisa de ajuda ou apoio e, então, oferecê-lo.
  • Convide mais autenticidade e comunicação aberta no local de trabalho . Se pudermos manter as linhas de comunicação abertas com respeito e gentileza, reservamos tempo para conversar sobre o que pode precisar de atenção e / ou conexão empática.
  • Assuma a perspectiva da outra pessoa.  Em outras palavras, essa pessoa é “igual a mim”. Isso também é conhecido como “empatia cognitiva”, ou simplesmente saber como a outra pessoa se sente e o que ela pode estar pensando. Esse tipo de empatia pode ajudar a negociar ou motivar as pessoas a se esforçarem ao máximo.
  • Comece com autocompaixão.  Para realmente ter compaixão pelos outros, devemos ter compaixão por nós mesmos.

Como ser mais compassivo por e-mail

Enviar e-mail é quase como uma conversa, mas sem os sinais emocionais e as pistas sociais das interações face a face. Se houver algum conteúdo desafiador para transmitir – e se você estiver enviando um e-mail para mais de uma pessoa – é fácil que surjam problemas. Veja como você pode se comunicar com mais consideração e compaixão por e-mail.

  1. Mantê-lo curto e doce. Usar menos palavras geralmente leva a mais clareza e maior impacto. Sua mensagem pode se perder facilmente na confusão, então mantenha a simplicidade.
  2. Pergunte a si mesmo – devo dizer isso pessoalmente? Algumas mensagens são muito delicadas, cheias de nuances ou complexas para serem tratadas por e-mail. Você pode ter que entregar a mensagem em um telefonema, onde você pode ler dicas e dar e receber. Em seguida, você pode acompanhar com uma mensagem que reitera o que saiu da conversa.
  3. Observe seu tom. Se houver conteúdo emocional, preste muita atenção em como o formato das palavras pode criar um tom. Se você tem frases curtas, por exemplo, pode soar como se você estivesse sendo rude e zangado.
  4. Considere seu papel. Se houver uma dinâmica de poder (por exemplo, você está escrevendo para alguém que trabalha para você ou que se reporta a você), é necessário levar em consideração como isso afeta a mensagem. Uma sugestão vinda de um superior em um e-mail pode facilmente soar como um pedido.

Uma prática de e-mail consciente

  1. Comece escrevendo um e-mail como de costume. Tente usar mais a tecla Enter. Parágrafos mais curtos são mais fáceis de ler nas telas.
  2. Em seguida, pare e inspire profundamente. Coloque as mãos na sua frente e mexa os dedos para dar um descanso. Agora, enrole os dedos e coloque-os atrás da cabeça. Incline-se para trás e descanse um pouco o pescoço. Agora você está em uma boa posição para a próxima etapa.
  3. Pense na pessoa ou pessoas que vão receber a mensagem. Como eles estão reagindo? Como você quer que eles reajam? Eles entendem o que você está dizendo? Você deve simplificar um pouco? Eles podem entendê-lo mal e ficar com raiva ou ofendido, ou pensar que você está sendo mais positivo do que pretende quando está tentando dizer não ou oferecer um feedback honesto?
  4. Verifique o e-mail novamente e faça algumas alterações, se necessário. Observe quaisquer erros ortográficos ou gramaticais que você possa ter perdido na primeira vez.
  5. Não envie seu e-mail imediatamente . Se não for urgente, deixe um rascunho, escreva outras mensagens ou faça outra coisa e depois volte ao assunto.
  6. Dê uma última olhada e pressione enviar.

Como ser mais compassivo quando falamos

Trazer consciência, ou  atenção plena , para a maneira como nos comunicamos com os outros tem aplicações práticas e profundas. Durante uma importante reunião de negócios ou no meio de uma discussão dolorosa com nosso parceiro, podemos nos treinar para reconhecer quando o canal de comunicação foi fechado. Podemos treinar para permanecer em silêncio em vez de deixar escapar algo de que nos arrependeremos mais tarde. Podemos perceber quando estamos exagerando e precisamos dar um tempo.

Começamos a praticar a comunicação consciente  simplesmente prestando atenção  em como nos abrimos quando nos sentimos emocionalmente seguros e como nos fechamos quando sentimos medo. Apenas perceber esses padrões sem julgá-los já começa a cultivar a atenção plena em nossas comunicações. Perceber como abrimos e fechamos nos coloca em maior controle de nossas conversas.

Praticar a comunicação consciente muitas vezes nos deixa cara a cara com nossas ansiedades sobre os relacionamentos. Essas ansiedades estão enraizadas em medos muito mais profundos e centrais sobre nós mesmos, sobre nosso valor como seres humanos. Se estivermos dispostos a nos relacionar com esses medos essenciais, cada um de nossos relacionamentos pode ser transformado em um caminho de autodescoberta. O simples fato de estar atento aos nossos padrões de conversação abertos e fechados aumentará nossa consciência e percepção. Começamos a notar o efeito que nosso estilo de comunicação tem nas outras pessoas. Começamos a ver que nossa atitude em relação a uma pessoa pode nos cegar para quem ela realmente é.

Como é a escuta compassiva?

1. O primeiro passo é “ouvir com todo o corpo”. Isso significa literalmente sintonizar-se com a pessoa que está falando.

A linguagem corporal “compassiva” inclui:

  • Virando-se para o alto-falante, não apenas com a cabeça, mas posicionando todo o seu corpo de frente para o alto-falante.
  • Linguagem corporal aberta, como braços e pernas não cruzados (e certamente sem distrações, como um telefone celular, em suas mãos!).
  • Sinais de “aproximação”, como aprender em direção a, sem se afastar do alto-falante. Isso contraria nosso instinto usual de “evitar” ou afastar-se do sofrimento, mesmo no nível sutil da linguagem corporal.

Em estudos anteriores, as pessoas que sentiam altos níveis de compaixão mudaram espontaneamente para essa postura. Apenas assumir essa linguagem corporal pode tornar mais fácil fazer uma conexão compassiva com alguém.

2. A próxima etapa é chamada de “contato visual suave”. Quando se trata de ouvir, o contato visual geralmente é melhor do que evitar o contato visual. Mas o contato visual mais favorável e confortável não é olhar profundamente nos olhos de uma pessoa, ou olhá-los fixamente sem interromper o contato visual. Em vez disso, é um foco suave no triângulo criado pelos olhos e pela boca de uma pessoa. Isso permite que você observe todas as expressões faciais do locutor. Também inclui interrupções ocasionais no contato visual para reduzir o que pode ser uma intensidade desconfortável.

3. A última etapa é oferecer “gestos de conexão”. Esses gestos permitem que a pessoa saiba que você está se sentindo conectado com o que ela está dizendo. Os gestos de conexão mais adequados são sorrisos e acenos de cabeça, sem interromper o locutor. Gestos de conexão incentivam o locutor a continuar e, muitas vezes, se sente mais solidário do que quando o ouvinte entra verbalmente para fazer comentários. Quando apropriado, o toque é um gesto de conexão ainda mais poderoso. Pesquisas anteriores mostraram que as pessoas podem reconhecer mais facilmente a compaixão por meio do toque – como uma mão reconfortante em seu ombro – do que por meio da voz ou de expressões faciais.

Como adicionar uma dose saudável de autocompaixão às suas refeições

A falta de autocompaixão fecha a porta para aprendermos sobre nossos hábitos, padrões, gatilhos e necessidades quando se trata de comida. Ao adotar uma atitude de perdão e curiosidade, você pode promover um relacionamento saudável entre a alimentação e a alimentação e você mesmo, o que pode abrir as portas para uma saúde e felicidade melhores.

1. Desista do pensamento preto e branco.

Abrace o fato de que uma alimentação saudável é flexível e pode incluir uma grande variedade de alimentos, alguns dos quais são mais ricos do que outros, como uma pizza. E às vezes a escolha mais saudável pode ser a escolha mais rica.

Por exemplo, qual seria a escolha mais saudável em uma festa: Pizza ou salada? A salada só é mais saudável se você realmente quiser. Caso contrário, você pode se sentir privado e acabar comendo demais mais tarde. Apreciar a pizza com atenção, como parte de uma celebração, permite os muitos papéis que a comida desempenha em nossas vidas. Muitas vezes podemos acabar nos sentindo satisfeitos com menos quando isso acontece.

2. Tome consciência de como você fala consigo mesmo ao comer.

Começa a correr na sua cabeça uma fita que o adverte a não comer muito ou a não comer certos tipos de alimentos? Ou que você é um fracasso se o fizer? Escreva o que você diz a si mesmo.

3. Escreva respostas amáveis ​​ao seu crítico interno.

Tenha respostas prontamente disponíveis que você possa “ativar” quando ouvir que está começando a trilhar o caminho familiar do diálogo interno negativo.

4. Pratique essas respostas gentis para si mesmo.

Toda vez que você se ouvir falando negativamente sobre o que está comendo, reserve um momento para ser gentil consigo mesmo. Tente carregar um pequeno caderno com suas novas mensagens para consultar. Lembre-se de que a primeira vez que você faz algo diferente é a mais difícil. Cada vez que você faz isso depois disso, fica mais fácil.

A arte de se manter calmo

Poucas habilidades são tão importantes e ao mesmo tempo tão negligenciadas quanto a capacidade de manter a calma. Quase sempre, nossas piores decisões são tomadas em momentos em que perdemos a calma e nos deixamos dominar pela ansiedade e a agitação. Felizmente, nosso poder de permanecer calmos pode ser exercitado e aperfeiçoado. Não precisamos aceitar o estado atual das coisas: nossas reações diante dos desafios do dia a dia podem ser radicalmente transformadas. E para nos educarmos na arte de manter a calma, não precisamos de técnicas respiratórias nem de chás especiais – mas apenas do pensamento.
A calma tem um encanto profundo e natural. Quase todo mundo quer ser mais paciente, sereno, relaxado e capaz de reagir com discreto bom humor aos contratempos da vida e ao que nos causa irritação.

Mas costumamos ter apenas uma vaga ideia do que fazer para ter mais calma. Enquanto isso, a ansiedade está dia e noite à nossa espreita, tamborilando quase o tempo todo em segundo plano. Ela pode estar conosco agora mesmo.

Mas há outra abordagem que interpreta nossas preocupações como sinais neuroticamente distorcidos porém fundamentais do que talvez esteja errado na nossa vida. Segundo essa visão, a questão não é tentar negar ou neutralizar a ansiedade, mas aprender a interpretá-la, decodificando algumas informações valiosas que nossos momentos de pânico estão tentando nos transmitir de uma maneira reconhecidamente infeliz.

Toda situação em que perdemos a calma pode ser analisada e nos revelar algo que deveríamos saber sobre nós mesmos. Cada preocupação, frustração, episódio de impaciência ou ataque de irritação tem algo de importante a nos dizer – desde que estejamos dispostos a decodifica-lo.
É possível também encontrar um tipo de tranquilidade em um lugar muito inesperado: o pessimismo.

O otimismo ensolarado tem seus limites, porque, quando as coisas dão errado (e darão), estamos tristemente despreparados, como uma criancinha cujo sorvete acabou de cair no chão.

Em vez disso, precisamos mudar nossa forma de olhar para o mundo. Para isso, precisamos voltar a um grupo de filósofos romanos chamados “estoicos”, especialmente para um chamado Lucius Annaeus Seneca – ou Sêneca, como é mais conhecido.

Sêneca não dizia que deveríamos desistir de aproveitar o momento ou mudar o mundo – muito pelo contrário. Ele amava a vida e teve muito sucesso. O que ele disse foi que deveríamos entender que sucesso e fracasso são resultados bastante aleatórios, que temos muito menos controle sobre um deles do que achamos, e que, em vez de presumir que tudo correrá bem, deveríamos nos preparar psicologicamente para as coisas darem errado.

Para tal, Sêneca propôs que devêssemos começar cada dia com o que chamava de premeditatio, ou premeditação, na qual pensamos em tudo o que poderá dar errado. A ideia não era cair em desespero sobre o dia, mas entender que, mesmo se todos os eventos terríveis que imaginamos acontecessem – ser demitidos, humilhados, ter uma discussão horrível –, ainda sobreviveríamos. Pode ser doloroso, mas ainda estaríamos aqui e encontraríamos um jeito de seguir em frente, com muito menos ansiedade.

O que é não-violência (AHIMSA)?

É mesmo possível agir com empatia e amor em todas as ocasiões, tanto com nós mesmos quanto com todos os seres vivos? É mito ou verdade? Como modificar as nossas atitudes para modificar o mundo ao nosso redor?

É POSSÍVEL SIM, e hoje vou falar sobre não-violência, essa poderosa ferramenta muda a nossa realidade interior e exterior. E mais, essa ferramenta pode simplesmente mudar o mundo como o conhecemos.

A não-violência nos incentiva a agir de acordo com a nossa essência, de acordo com as reais necessidades que estão em nossos corações, com amor próprio e ao próximo sempre.

A Origem da Não-Violência

A expressão NÃO-VIOLÊNCIA tem sua origem do Sânscrito da palavra AHIMSA que é o primeiro passo no código de conduta do Yoga, ahimsa está dentro das Yamas, que são as práticas nobres que a filosofia do Yoga nos ensina para aplicarmos em nossas vidas.

Ahimsa não está apenas em nossos atos, mas também em nossos pensamentos e palavras. A maioria das pessoas deve pensar: “Bom, eu não sou violento, eu não bato em ninguém”, mas a violência vai muito além dos atos físicos, atitudes sarcásticas, julgadoras, debochadas, rotulações são todas ações agressivas.

Satya Sai Baba, um grande mestre expositor da educação para a paz indiano falava que às vezes um empurrão, um tapa dado por uma pessoa é mais fácil de esquecer do que uma agressão verbal. Assim, a não-violência precisa estar em nossos pensamentos, palavras e ações, pois estão todos interligados.

Lembrando que a não-violência é aplicada em nossas relações com os outros seres vivos, assim como também com nós mesmos. Buda já dizia que: “Você, o seu ser, tanto quanto qualquer pessoa em todo o universo, merece o seu amor e sua afeição.”

O que é a Não-Violência?

Os maiores expositores da Não-Violência foram Mahatma Gandhi e Leon Tolstói, dentre vários outros.

Leon Tolstói foi um grande escritor russo que influenciou diretamente na expansão da filosofia da não-violência, suas obras mais famosas são “Guerra e Paz “e “O Reino de Deus está em Vós”. Tolstói defendia que as pessoas deveriam seguir os ensinamentos de Jesus, através do amor, da paz, da compaixão, do respeito, e para isso era preciso extinguir toda forma de violência.

Mahatma Gandhi foi um advogado indiano que agiu corajosamente com o movimento de resistência não-violenta na época em que a Índia era de domínio da Inglaterra. Gandhi e Tolstói se comunicavam e trocavam ideias sobre essa filosofia positiva.

Além das influências de Tolstói, Gandhi se baseou nos princípios no Jainismo, conhecendo o Ahimsa, que é o princípio de não causar mal aos outros nem a si mesmo.

O princípio da não-violência não tem nada haver com apanhar calado, nem ficar parado diante de uma situação conflituosa.

Movimento mais conhecido sobre Não-Violência

Um dos movimentos mais conhecidos de ahimsa, aconteceu com Gandhi, em 1930, e ficou conhecida como a “Marcha do Sal”, quando a Inglaterra monopolizava tecidos e sal da Índia. Os indianos eram proibidos de produzir o seu próprio sal, então eles decidiram que esse seriam o símbolo de sua estratégia, a Satyagraha, palavra de origem sânscrita que significa: Satya: verdade e Agraha: firmeza.

Para Gandhi, Satyagraha era se opor completamente à violência e à injustiça, mesmo que isso significasse desobedecer a lei. Gandhi antes de inciar a marcha, primeiramente tentou convencer o vice-rei sobre a injustiça da lei do sal, porém sem sucesso.

Assim, teve início a marcha do sal, Gandhi foi apoiado por milhares de indianos e vários jornalistas internacionais. Gandhi foi preso e isso gerou muita comoção e protestos entre seus seguidores. Gandhi saiu da cadeia, mas a lei do sal continuou. Acontece que toda essa movimentação foi decisiva para a libertação da Índia 16 anos mais tarde.

Na época de sua morte, ao levar o tiro, Gandhi sorriu e fez um sinal de perdão com a mão pedindo a Deus perdão pelo seu assassino. O grande sábio indiano Paramahansa Yogananda, em seu livro Jornada para a Autorrealização assim falou sobre essa grande alma:

“Nunca um líder político ou religioso foi tão honrado na morte como Gandhi. Ele é até mais poderoso hoje do que quando estava vivo. Ele manteve o poder e exemplificou seus ensinamentos até o fim. Uma semana só antes de sua morte, foi alvo de uma bomba que quase o acertou, mas ele pediu a seus seguidores que não fossem severos com os traidores! Disse que Deus ainda o conservava ali para trabalhar um pouco mais e que quando terminasse o trabalho Ele o levaria.

Na véspera de morrer, disse à sobrinha-neta: “Abha, Abha, traga as cartas importantes. Eu as assinarei. Amanhã pode ser tarde demais.” Ele sabia que tinha chegado a sua hora. Assim é Gandhi, que libertou a Índia, que agiu com não-violência perante todos os políticos obstinados e provou que seu método era eficaz. Mahatma Gandhi era de Deus. Talvez não tenha sido tão grandioso quanto Cristo ou os mestres que conheci, mas ele conhecia Deus. Quando recebeu o tiro, estava com um sorriso nos lábios e fez um sinal de perdão com a mão. Com aquele gesto Gandhi pedia ao Pai o perdão para o seu assassino. Isso foi tão inspirador quanto as palavras de Jesus na cruz: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem”.

Martin Luther King, um dos muitos defensores da não-violência, na época da morte de Gandhi, falou: “Aqui está um homem da não-violência morrendo nas mãos de um homem de violência. Aqui está um homem do amor morrendo nas mãos de um homem de ódio. É assim o curso da história, mas o homem que atirou em Gandhi, na verdade o atirou nos corações da humanidade.”

A Não-Violência se inicia em nós mesmos

Você pode pensar que não é violento por nunca ter agredido ninguém ou coisas do tipo, mas será mesmo? Será que você não costuma falar palavras ríspidas para os outros? Será que você não direciona pensamentos negativos para alguém ou alguma situação? Será que você não tem um comportamento destrutivo diante de suas dificuldades?

Você sabia que a violência não se expressa apenas por atos físicos agressivos? A violência passiva está diretamente ligada ao sofrimento emocional, e atitudes que estão presentes no dia a dia, como sarcasmo, menosprezo, ironia, deboche são algumas que exemplificam isso.

Pense bem, você gosta de ser tratado com as atitudes que falei acima? Não, claro que não, ninguém gosta e nem merece isso. Porém, não percebemos que podemos fazer isso com mais frequência do que imaginamos, como se fosse algo normal.

Quando somos tratados assim ficamos tristes, magoados, com raiva. Mas espere aí? Você também não age assim? Então está recebendo apenas o que emitiu. A reflexão gente é que a mudança de comportamento deve começar em nosso interior primeiramente, como o sábio Mahatma Gandhi falava: “Seja a mudança que você quer ver no mundo”.

Entenda que a mudança começa por você. Se nós queremos um mundo com mais AMOR e PAZ, temos que fazer a nossa parte, afinal, estamos todos interconectados.

Quando as pessoas percebem a nossa mudança elas acabam mudando sua forma de comportamento também, na maioria dos casos.

É importante termos noção de como a vida é SAGRADA, de quão grande é o seu valor, e se pudermos conviver todos em paz, imagine só? Seria MARAVILHOSO.

Como praticar a Não-Violência?

O primeiro passo é identificar o comportamento destrutivo aonde quer que ele esteja. Aprender a identificar emoções e reações é muito importante, se autoanalisar e avaliar outros.

Muitas vezes fechamos os olhos para as nossas próprias sombras e isso é algo que precisamos desenvolver. Reflita: “Aonde eu sou destrutivo em pensamentos, atitudes e palavras comigo mesmo e com os outros? Como que eu me prejudico ou prejudico os outros tanto consciente como inconscientemente?

Quando fazemos essa análise passamos a perceber o quanto de violência nós cultivamos em nosso interior e ao nosso redor, seja por aquilo que estamos conectados, aquilo que estamos lendo, assistindo, ouvindo, direta ou indiretamente, o que pensamos e como agimos, em geral, tudo o que estamos vivendo.

Quando nos abrimos para tratar os outros e a nós mesmos com amor e compreensão, agimos de acordo com a nossa essência. Quando conseguimos expressar as nossas reais necessidades e entender as do próximo ficamos mais equilibrados e nos tornamos mais felizes, saudáveis e calmos.

A não-violência é uma prática contínua. Se pararmos para analisar, hoje, mais do que nunca, o mundo precisa da NÃO-VIOLÊNCIA. O Mundo anda muito violento, tanto em palavras, como em ações em todos os sentidos, no trabalho, no trânsito, nas relações pessoais, em termos globais, as pessoas já não se entendem, e isso gera muitos desafios e desconexões.

“Olho por olho, e o mundo acabará cego.” – Mahatma Gandhi.

Não espere mudanças drásticas da noite para o dia, tente praticar a cada dia e assim colherá os resultados positivos, os hábitos levam tempo. Se você mantiver uma forte intenção e paciência com amor tudo vai correr bem.

“A não-violência não existe se apenas amamos aqueles que nos amam. Só há não-violência quando amamos aqueles que nos odeiam.” – Mahatma Gandhi.

Você já ouviu falar sobre a comunicação não violenta? Aperte o link abaixo e conheça essa poderosa ferramenta capaz de transformar conflitos https://universoempatico.com.br/o-que-e-comunicacao-nao-violenta/

Como fazer amizade com o que você está sentindo

Sinta-se bem agora! O caminho para mais leveza e bem-estar.

A vida tem aqueles momentos onde de repente nos encontramos extremamente confusos e desanimados. Nossos pensamentos estressados se emaranham de tal forma que temos dificuldade de enxergar o que estamos fazendo ali, como chegamos nesse ponto e como sair dele.

A cabeça parece não conseguir traçar o caminho de volta para o equilíbrio e os pensamentos se acumulam como uma pilha de roupa que após algum tempo te impede de ver a cadeira que está por baixo. E olhar para isso dessa forma só traz mais forte o sentimento de cansaço e frustração.

Quando esse nível de bagunça interior se instala é desafiador achar uma saída acolhedora, porque por vezes não sabemos nem ao menos a origem dessa desordem.

Quais sentimentos nos trouxeram aqui? Por que esses sentimentos surgiram em primeiro lugar? E principalmente, existe uma maneira de achar equilíbrio e bem-estar em meio a tudo isso?

No mundo onde vivemos é realmente complicado achar tempo para se cuidar. Sempre existe uma urgência, um horário, uma entrega, algo a ser cumprido e com prazos cada vez mais apertados. O mundo tecnológico das facilidades que tanto nos “aproximam”, mas que potencialmente nos afastam de nós mesmos.

Mas de novo nos perguntamos, como nos achar no meio disso? Como achar o bem-estar e equilíbrio?

Talvez seja hora de parar e olhar verdadeiramente para os seus sentimentos. E sim, eu sei que muitas vezes é desafiador simplesmente parar o que estamos fazendo para dar aquela olhada com mais cuidado para o que realmente se passa dentro das nossas cabeças.

Mas o que isso pode estar te trazendo de ruim que você nem percebe?

O que poderia te trazer de bom que você nem imagina?

Será que é possível ter mais qualidade de vida apenas escutando seus sentimentos?

Se você está buscando se sentir melhor e se conectar com você mesmo acompanhe esse artigo e entenda mais sobre os benefícios que essa presença de você com você mesmo pode te trazer!

Como começar: um passo definitivo de bem-estar

É compreensível que nos dias de hoje tirar um tempo para você possa parecer impossível. Tudo é muito rápido, muito dinâmico, prazos para ontem e a constante pressa de alcançar os objetivos o mais rápido possível. E quando isso tudo diminui, talvez ao final do dia, você já esteja tão cansado que é muito mais fácil só ver algum filme ou ficar rolando o feed das redes sociais até que seja hora de dormir.

Mas estar atento aos sentimentos é uma oportunidade incrível de olhar para si mesmo. Saber o que você gosta ou não gosta, o que faz sentido e o que não faz. Isso permite com que sejamos mais verdadeiros e consequentemente abre espaço para que nossas decisões estejam mais alinhadas com quem somos. E isso definitivamente aumenta as chances de bem estar e felicidade.

Além disso, ignorar um sentimento e uma necessidade por muito tempo pode fazer isso surgir de forma mais brusca e desagradável, em doenças psicossomáticas, por exemplo. Essas reações são basicamente nosso corpo falando um pouco mais alto alguma coisa que não estávamos ouvindo direito. E quanto mais alto ele fala mais desconforto temos que lidar.

Então é hora da decisão, como você quer se sentir todos os dias?

Se relacionando com você mesmo

O primeiro passo para sair desse looping mecânico onde nos afastamos cada dia mais da nossa essência é a decisão e junto com essa decisão vem a autoanálise. Tire um momento para olhar para dentro com mais cuidado e carinho. Como você se relaciona com você mesmo? Você se dá tempo para entender o que os sentimentos significam para você? ou o que está por traz deles?

Então antes de tudo, para começar é preciso identificar os sentimentos, nomeá-los. Perceba em quais momentos surgem determinados pensamentos e sensações, com qual frequência eles aparecem e a intensidade deles. Para isso a presença é essencial, mesmo que sejam apenas alguns segundos, mas o bastante para reconhecer a existência daquele sentimento ali.

Uma ajuda nesse início é anotar os gatilhos e o que surge com eles durante o dia. Isso pode ajudar a trazer essa visão mais ampla da gama de sentimentos que experienciamos e muitas vezes nem notamos.

Pode ser estranho e até incômodo olhar para isso a princípio, como uma leitura crua da nossa mente. Essa lista de sentimentos que agora temos uma ideia mais clara que experienciamos pode despertar vergonha, raiva, tristeza. E é exatamente aí que fica a parte mais valiosa e relevante para alcançarmos bem-estar com o reconhecimento dos nossos sentimentos e necessidades, o não julgamento, de quem somos e do nosso reflexo que são os sentimentos.

Fazendo as pazes com seus sentimentos

Nessa fase entender o que está por trás de um sentimento pode ser extremamente valioso para enxergar a humanidade em si mesmo e consequentemente se relacionar consigo com mais acolhimento e amor. Todos buscamos princípios parecidos, por mais que optemos por formas diferentes de demonstrar isso e é exatamente isso que nos aproxima. É nossa humanidade compartilhada.

Respeito é importante para muita gente e talvez por isso a pessoa que fura a fila na sua frente desperte tanta raiva, porque esse princípio não foi cuidado nesse momento. Então o foco aqui seria ir além da raiva e achar o que te conecta com todos os outros humanos, porque isso é uma expressão do seu verdadeiro eu. Nesse caso seria respeito, mas sempre há uma busca muito humana por trás dos sentimentos. Seja por consideração, segurança, autonomia etc. Coisas que são importantes para todos.

É imprescindível não julgar nossos próprios sentimentos, porque são eles que exatamente nos levam para esse princípio que está mais no fundo, que nos conecta conosco e com os outros. Eles nos mostram partes importantes de nós mesmos. São como fumaça para o fogo. O fogo somos nós, nossa essência e a fumaça são os sentimentos, ela é visível e provavelmente a avistamos primeiro e a partir dela somos guiados para sua origem, que é o fogo.

Acolher tudo o que surge (nossos sentimentos) como parte do todo que faz de nós quem somos é um caminho e uma escolha que traz mais leveza para a vida. Além disso existe grande força em acolher todas essas partes de nós, é como um deque de cartas que faz jogos melhores quando está mais completo, tem mais opções. Então note que aqui também estão inclusas até mesmo as sensações mais densas que podem surgir, como a angústia, a raiva e a tristeza.

Por mais estranho que possa parecer “aceitar” esses sentimentos densos é importante ouvir o que eles nos trazem. Lembrando sempre que permitir ouvir o sentimento não quer dizer que você seja esse sentimento, apenas que está dando espaço para ele mostrar o que veio mostrar, como um amigo.

Imagine como se você estivesse sentado num banco onde os sentimentos que surgem se sentam ao seu lado e conversam com você. Se existe algum sentimento que estamos evitando, quanto mais fugimos e mudamos de banco mais ele nos persegue e aparece em momentos aleatórios nos surpreendendo e falando cada vez mais alto. É muito mais fácil permitir que ele se sente, fale o que veio falar e vá embora quando for a hora certa.

Entender, aceitar e acolher nossos sentimentos nos aproxima cada vez mais de nós mesmos, traz leveza para as decisões, nos permite ter melhores relacionamento e nos ajuda a desenvolver a inteligência emocional necessária para viver de forma leve e equilibrada todos os dias.

Como melhorar o raciocínio lógico das crianças com a prática da yoga

3 formas imperdíveis de como o yoga pode ajudar a melhorar o raciocínio lógico das crianças

As crianças do mundo atual estão nascendo cada vez mais inteligentes e conectadas. Fazem perguntas e dizem coisas que as vezes não esperamos nem de adultos, que dirá dos pequenos que ainda são tão novos em lidar com o mundo e seus desafios.

Com essa nova geração surgiram novos desafios e as formas de pavimentar o caminho de aprendizado e desenvolvimento desses pequenos seres humanos estão sendo repensadas. Dentro disso ressurge uma filosofia milenar que aparece com cada vez mais presença, o Yoga.

E antes que você pense que Yoga é coisa de adulto em 1917 o mestre yogi Paramahansa Yogananda inaugurou na pequena vizinhança de Dihika, no estado de Bengala na Índia a primeira escola How-To-Live, voltada para ensinar crianças desde novas dentro dos conhecimentos do Yoga.

Segundo ele:

“A criança precisa ser percebida e cuidada, a partir de seus aspectos físico, mental, social e também espiritual, considerando a integridade do seu ser”. 

Então com isso em mente ele deu andamento ao seu projeto onde as crianças recebiam não apenas o conhecimento tradicional, mas tudo isso somado aos princípios clássicos da ciência do Yoga. Unindo toda a sabedoria dessa filosofia para alcançar de forma ainda mais abrangente o desenvolvimento emocional e intelectual dos pequenos.

O Yoga é uma filosofia de vida e quando aplicado desde cedo traz ainda mais benefícios, porque fundamenta o crescimento e a evolução em ensinamentos que trabalham autoestima, autocontrole, desenvolve a criatividade, a noção de sociedade, a disciplina, a coordenação motora e até mesmo o raciocínio lógico.

Raciocínio lógico para crianças

Despertar o raciocínio lógico é mais um desses desafios enfrentados por pais e professores. Essa habilidade é de extrema importância no desenvolvimento das crianças, pois através dela os pequenos:

– Criam mais independência para resolução de problemas, o que traz autonomia e melhor capacidade de gerenciamento emocional;

– Facilitam a estruturação de pensamentos e argumentos, ajudando na melhoria das habilidades na comunicação e nos relacionamentos de todos os tipos;

– Estimulam a organização, seja de tarefas ou de situações corriqueiras.

E para trabalhar essa habilidade a criança precisa ter acesso a recursos lúdicos e animadores, porque essa aptidão, assim como todas as outras que buscamos aprimorar, só melhora com a prática. Não é algo que se consegue aperfeiçoar apenas com estímulos pontuais.

E nada melhor para ensinar uma criança quanto algo que é interessante e divertido, dessa forma, por meio de atividades agradáveis e prazerosas instruímos os pequenos para uma vida melhor e mais leve sem que eles percebam e evitamos fazer do processo de aprendizado algo cansativo.

Nesse sentido o Yoga apresenta, entre as suas várias técnicas, ótimas opções para ajudar na evolução de diversas habilidades, incluindo o raciocínio lógico. Atualmente os ensinamentos dessa prática milenar estão sendo cada vez mais adaptados para facilitar a assimilação para que os pequenos também possam tirar melhor proveito de todos os seus benefícios.

Acompanhe a seguir 4 maneiras de como esse estímulo acontece com o Yoga.

Histórias e mitologia

A própria filosofia do Yoga traz por si só muitas possibilidades de histórias. A mitologia e todos os mistérios apresentados em suas diversas versões são um prato cheio para entreter e trazer o interesse das crianças para a prática.

Aulas com histórias e até livros do assunto voltados para o público infantil podem colaborar para aflorar a criatividade e a imaginação, contribuindo não só para a aquisição de cultura e conhecimento do mundo, mas também para a construção de opinião e de pensamento crítico.

Além disso existe a interação dos pequenos com a história, trazendo a atenção para os fatos apresentados e estimulando a mente a pensar em todos os caminhos possíveis que a narrativa pode levar. Tudo isso propicia e incentiva o desenvolvimento do raciocínio lógico.

Para isso existem diversos livros, vídeos e conteúdos interessantes disponíveis na internet que podem iniciar o contato das crianças com o mundo da yoga e todos os seus benefícios.

Assimilando e aplicando os vários conceitos simultaneamente

Na prática de Yoga, desde a meditação, os exercícios de respiração (pranayamas) e os próprios ásanas existem sempre diversos fatores sendo considerados. A inspiração e expiração na hora certa, os músculos que devem contrair e os que devem relaxar em cada postura para que ela consiga ser executada não só corretamente, mas também de forma segura e confortável.

Todas essas informações novas com seus vários detalhes vão aos poucos sendo assimilados e precisam ser considerados pela criança, então é fundamental que ela pense de forma lógica para conseguir fazer a postura correta. E isso é extremamente interessante, pois a criança ainda tem a oportunidade de olhar no próprio corpo o quanto essas considerações afetam o resultado.

Uma postura de equilíbrio como por exemplo que exige força, concentração e respiração coordenadas é um ótimo teste, porque são divertidas de executar e demandam esse raciocínio. Além disso a criança ainda tem a oportunidade de desenvolver a consciência corporal que é essencial para evitar lesões e auxiliar no relacionamento emocional consigo mesmo.

Resultados visíveis

Com a prática contínua do Yoga também é possível ver seus resultados e mudanças no dia a dia e principalmente na própria técnica. Os ásanas, pranayamas, mudrás e todas as ferramentas têm efeitos que podem ser não só visualizados, mas também sentidos.

Mais clareza nos pensamentos, mais tranquilidade, menos ansiedade frente a situações novas. Tudo isso vai surgindo e pode ser estimulado através da prática de yoga e é um aprendizado para as crianças entenderem a relação lógica disso.

Essa percepção traz também autonomia, pois fica compreendido que é possível alcançar determinado resultados ou sentir bons sentimentos colocando em prática o que está sendo aprendido com as aulas e ensinamentos do Yoga.

Abrindo espaço para o pensamento

Por fim, o Yoga e sua prática constante abrem um caminho de equilíbrio e interiorização onde existe maior tranquilidade mental. Isso cria espaço na cabeça e possibilita as condições emocionais favoráveis para o progresso do raciocínio lógico.

A criança se encontra mais disposta e mais capaz de resolver os problemas e lidar com as dificuldades que podem surgir no seu dia-a-dia. Começando essa percepção desde cedo isso vai permitir que elas se desenvolvam e passem pelas fases de crescimento mais maduros, felizes e preparados para a vida e todas as suas surpresas.

 

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